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Regiões de tolerância para algumas medidas antropométricas do recém-nascido na área urbana de Ribeirão Preto: uma aplicação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Andrea, Mauro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-23022026-141444/
Resumo: O trabalhos publicados com o objetivo de apresentar uma avaliação do desenvolvimento intra-uterino procuram utilizar mais de um índice morfométrico do recém-nascido. Dentre os índices que utilizam o peso e o comprimento, os neonatologistas optaram pelo uso do índice ponderal de ROHRER o qual tem sido interpretado como estimador da massa corporal. KHOSLA e LOWE (1967) estabeleceram duas condições para que um indicador da forma peso / alturas fosse considerado um estimador aceitável da adiposidade: primeiro ser altamente correlacionado com o peso e segundo, ser independente da altura. Verificou-se que essas condições foram satisfeitas para os recém-nascidos de 33, 35 e 44 semanas na amostra de 1978/79, e para os de menos de 38 semanas ou com 44 semanas na amostra de 1994. Dessa forma o índice ponderal estimou a adiposidade apenas para esses grupos de crianças. Nas outras idades o índice está correlacionado negativamente com o comprimento, o que leva a um viés na interpretação: as crianças longas são interpretadas como magras e as curtas como gordas. Na análise inicial do índice ponderal da amostra colhida entre 1978/79, os gráficos e os testes t de STUDENT indicaram que alguns dos resultados são bastante semelhantes ao de outros autores: a diferença entre os sexos na 36ª semana de idade gestacional e o crescimento linear até a 40ª e tendência em diminuir a partir desta. Com fundamento no conceito de limites de tolerância, foram construídos intervalos para o índice ponderal. Essas referências assim construídas, não indicaram um desvio do índice ponderal da amostra de 1994. É bem conhecido o efeito de alguns fatores como tempo de gestação, hábito de fumar e escolaridade da mãe e gênero do recém-nascido sobre o peso da criança e consequentemente sobre desenvolvimento fetal. Apenas a idade gestacional e a interação entre essa e a escolaridade mostraram um efeito significante sobre o índice ponderal. Porém, repetindo a análise de variância, tendo o peso e comprimento como respostas verificou-se que todos os fatores em estudo tiveram efeito significante sobre o mesmo, inclusive a interação citada. Dessa forma, o índice ponderal não foi sensível o suficiente para detectar o efeito da maioria dos fatores analisados. YERUSHALMY (1965) propôs o uso de mais de uma variável na avaliação do desenvolvimento intra-uterino. Por isso, mesmo admitindo que o uso do índice ponderal constitui um avanço do ponto de vista dessa proposição, foi feita uma análise de variância multivariada para a qual o peso e o comprimento foram os componentes da resposta, isto é, uma análise na qual é considerada a estrutura natural de correlação entre essas duas medidas. Ao contrastar os resultados que se obteve da análise multivariada com aqueles obtidos para o peso (análise univariada) verificamos que eles são idênticos. Aproveitando a proposição de YERUSHALMY (1966) que destacou a necessidade de se usar outras medidas além do peso e da idade gestacional, e a idéia de ALBERNATHY que utilizou o peso, comprimento e idade gestacional em uma regressão multivariada, foi elaborada uma região de tolerância para essas três variáveis. Da mesma forma que no caso univariado, essa metodologia não indicou nenhum desvio de 1994 em relação a referência estabelecido a partir da amostra de 1978/79.
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Dessa forma o índice ponderal estimou a adiposidade apenas para esses grupos de crianças. Nas outras idades o índice está correlacionado negativamente com o comprimento, o que leva a um viés na interpretação: as crianças longas são interpretadas como magras e as curtas como gordas. Na análise inicial do índice ponderal da amostra colhida entre 1978/79, os gráficos e os testes t de STUDENT indicaram que alguns dos resultados são bastante semelhantes ao de outros autores: a diferença entre os sexos na 36ª semana de idade gestacional e o crescimento linear até a 40ª e tendência em diminuir a partir desta. Com fundamento no conceito de limites de tolerância, foram construídos intervalos para o índice ponderal. Essas referências assim construídas, não indicaram um desvio do índice ponderal da amostra de 1994. É bem conhecido o efeito de alguns fatores como tempo de gestação, hábito de fumar e escolaridade da mãe e gênero do recém-nascido sobre o peso da criança e consequentemente sobre desenvolvimento fetal. Apenas a idade gestacional e a interação entre essa e a escolaridade mostraram um efeito significante sobre o índice ponderal. Porém, repetindo a análise de variância, tendo o peso e comprimento como respostas verificou-se que todos os fatores em estudo tiveram efeito significante sobre o mesmo, inclusive a interação citada. Dessa forma, o índice ponderal não foi sensível o suficiente para detectar o efeito da maioria dos fatores analisados. YERUSHALMY (1965) propôs o uso de mais de uma variável na avaliação do desenvolvimento intra-uterino. Por isso, mesmo admitindo que o uso do índice ponderal constitui um avanço do ponto de vista dessa proposição, foi feita uma análise de variância multivariada para a qual o peso e o comprimento foram os componentes da resposta, isto é, uma análise na qual é considerada a estrutura natural de correlação entre essas duas medidas. Ao contrastar os resultados que se obteve da análise multivariada com aqueles obtidos para o peso (análise univariada) verificamos que eles são idênticos. Aproveitando a proposição de YERUSHALMY (1966) que destacou a necessidade de se usar outras medidas além do peso e da idade gestacional, e a idéia de ALBERNATHY que utilizou o peso, comprimento e idade gestacional em uma regressão multivariada, foi elaborada uma região de tolerância para essas três variáveis. Da mesma forma que no caso univariado, essa metodologia não indicou nenhum desvio de 1994 em relação a referência estabelecido a partir da amostra de 1978/79.We studied two cohorts of singletons born live to families in Ribeirão Preto. The first cohort comprised infants born between June 1978 and May 1979 and the second, infants born between May and August 1994. Both groups were free of perinatal complications. We investigated whether the ROHRER\'s ponderal index satisfies the two criteria settled by KHOSLA & LOWE (1967) and we concluded that this index measures the adiposity only for preterm infants. The analysis of variance showed that, among the following four factors: sex of newborn, maternal smoking, maternal education and gestational age, only the last was one significantly associated with the ponderal index. Using the multivariate anlysis of variance, the vector weight and height were affected by all those four factors. The same occured when only the weight was the response. Thus, we concluded that the ponderal index is useful for detection of the effect of gestational age only. The second cohort followed the reference intervals obtained by the tolerance limits for the ponderal index and the reference defined by a tolerance region for the weight, height and gestational age.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGomes, Uilho AntonioAndrea, Mauro1999-06-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-23022026-141444/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T17:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-23022026-141444Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T17:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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