Impacto da Oscilação de Madden-Julian na velocidade do vento na região Nordeste do Brasil
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14133/tde-18022025-092332/ |
Resumo: | O Nordeste do Brasil (NEB) possui alto potencial eólico e a intensidade dos ventos é modificada por sistemas meteorológicos tpicos da América do Sul (AS) e comumente influenciados pela Oscilação de Madden-Julian (OMJ), como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), os sistemas transientes (frentes frias, cavados, ciclones), a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), a Alta da Bolvia (AB) e o Vórtice Ciclônico de Altos Nveis (VCAN). O estudo fez uma revisão sobre a história da geração eólica no Brasil e no mundo e avaliou o impacto da OMJ na intensidade do vento no NEB em cada fase e mês do ano entre 2000 e 2023, identificando os padrões de circulação atmosférica associados. Para isso, utilizou-se a série temporal diária das fases da OMJ (de 1 a 8), construda à partir do método Real Time Multivariate Madden-Julian Oscillation proposto por Wheeler e Hendon (2004), dados de velocidade do vento a 100 m em pontos de grade, estimados por um perfil logartmico à partir do dado global de velocidade do vento a 10 m do Prediction of Worldwide Energy Resources (POWER) Project, fundado pela National Aeronautics and Space Administration Earth Science / Applied Science Program, dados de pressão ao nvel médio do mar e de, função corrente, potencial de velocidades (calculados à partir das componentes zonal e meridional do vento) e altura geopotencial em 250 e 500 hPa da reanálise Modern-Era Retrospective analysis for Research and Applications, version 2 (MERRA-2), e dados de velocidade de vento medidos em estações meteorológicas automáticas e convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) espalhadas pelo NEB. Com uma análise de composições para as anomalias filtradas (banda de frequência de 30-60 dias) de todas as variáveis, além de seis estudos de caso elaborados com os dados do INMET, encontrou-se que as fases 1, 2 e 8 da OMJ (aumento da convecção na AS) enfraquecem os ventos, devido às anomalias de divergência em altitude na AS e região da ZCIT, ao deslocamento de transientes e da ZCAS para menores latitudes, ao enfraquecimentoe/ou afastamento da ASAS e à intensificação e/ou deslocamento para leste da AB. Por outro lado, as fases 4, 5 e 6 (supressão da convecção na AS) favorecem os ventos, devido à anomalia de convergência em altitude sobre a AS e região da ZCIT, ao fortalecimento da ASAS ou surgimento de uma alta anômala próxima à costa, ao desfavorecimento de avanço de transientes para baixas latitudes e ao adentramento do VCAN para o NEB. Por fim, estimou-se que variações de até 15% na velocidade do vento podem impactar em variações de mais de 60% na produção de energia. |
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Impacto da Oscilação de Madden-Julian na velocidade do vento na região Nordeste do BrasilImpact of the Madden-Julian Oscillation on wind speed in northeastern BrazilComposiçõesCompositiesEnergia renovávelGeração eólicaMadden-Julian OscillationNordeste brasileiroNortheastern BrazilOscilação de Madden-JulianRenewable energyTrade windsVentos alsiosWindpower generationO Nordeste do Brasil (NEB) possui alto potencial eólico e a intensidade dos ventos é modificada por sistemas meteorológicos tpicos da América do Sul (AS) e comumente influenciados pela Oscilação de Madden-Julian (OMJ), como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), os sistemas transientes (frentes frias, cavados, ciclones), a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), a Alta da Bolvia (AB) e o Vórtice Ciclônico de Altos Nveis (VCAN). O estudo fez uma revisão sobre a história da geração eólica no Brasil e no mundo e avaliou o impacto da OMJ na intensidade do vento no NEB em cada fase e mês do ano entre 2000 e 2023, identificando os padrões de circulação atmosférica associados. Para isso, utilizou-se a série temporal diária das fases da OMJ (de 1 a 8), construda à partir do método Real Time Multivariate Madden-Julian Oscillation proposto por Wheeler e Hendon (2004), dados de velocidade do vento a 100 m em pontos de grade, estimados por um perfil logartmico à partir do dado global de velocidade do vento a 10 m do Prediction of Worldwide Energy Resources (POWER) Project, fundado pela National Aeronautics and Space Administration Earth Science / Applied Science Program, dados de pressão ao nvel médio do mar e de, função corrente, potencial de velocidades (calculados à partir das componentes zonal e meridional do vento) e altura geopotencial em 250 e 500 hPa da reanálise Modern-Era Retrospective analysis for Research and Applications, version 2 (MERRA-2), e dados de velocidade de vento medidos em estações meteorológicas automáticas e convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) espalhadas pelo NEB. Com uma análise de composições para as anomalias filtradas (banda de frequência de 30-60 dias) de todas as variáveis, além de seis estudos de caso elaborados com os dados do INMET, encontrou-se que as fases 1, 2 e 8 da OMJ (aumento da convecção na AS) enfraquecem os ventos, devido às anomalias de divergência em altitude na AS e região da ZCIT, ao deslocamento de transientes e da ZCAS para menores latitudes, ao enfraquecimentoe/ou afastamento da ASAS e à intensificação e/ou deslocamento para leste da AB. Por outro lado, as fases 4, 5 e 6 (supressão da convecção na AS) favorecem os ventos, devido à anomalia de convergência em altitude sobre a AS e região da ZCIT, ao fortalecimento da ASAS ou surgimento de uma alta anômala próxima à costa, ao desfavorecimento de avanço de transientes para baixas latitudes e ao adentramento do VCAN para o NEB. Por fim, estimou-se que variações de até 15% na velocidade do vento podem impactar em variações de mais de 60% na produção de energia.The Northeastern Brazil (NEB) has high windpower potential and the wind speed is influenced by typical South American (SA) meteorological systems commonly affected by the Madden-Julian Oscillation (MJO), such as the Intertropical Convergence Zone (ITCZ), transient systems (cold fronts, troughs, cyclones), the South Atlantic Convergence Zone (SACZ), the South Atlantic Subtropical High (SASH), the Bolivian High (BH), and the Upper-Level Cyclonic Vortex (ULCV). This study reviews the history of windpower generation in Brazil and worldwide and assesses the impact of the MJO on wind speed in NEB in each phase and month of the year between 2000 and 2023, identifying the associated atmospheric circulation patterns. For this purpose, the study used the daily time series of MJO phases (1 to 8), constructed based on the Real-Time Multivariate Madden-Julian Oscillation method proposed by Wheeler and Hendon (2004), wind speed data at 100 m on grid points estimated using a logarithmic profile from global data of wind speed at 10 m from the Prediction of Worldwide Energy Resources (POWER) Project, funded by the National Aeronautics and Space Administration Earth Science / Applied Science Program, mean sea level pressure data, stream function, velocity potential (calculated from the zonal and meridional wind components), and geopotential height at 250 and 500 hPa from the Modern-Era Retrospective Analysis for Research and Applications, version 2 (MERRA-2) reanalysis, as well as wind speed data measured at automatic and conventional meteorological stations of the National Institute of Meteorology (INMET) across the NEB. Through a composites analysis of filtered anomalies (3060-day frequency band) for all variables, along with six case studies using INMET data, the study found that MJO phases 1, 2, and 8 (increased convection over SA) weaken winds due to upper troposphere divergence anomaly over SA and the ITCZ region, the displacement of transients and the SACZ to lower latitudes, the weakening and/or displacement of the SASH, and the intensification and/or eastward shift of the BH. Conversely, phases 4, 5,and 6 (suppressed convection over SA) strengthen winds due to upper troposphere convergence anomaly over SA and the ITCZ region, the strengthening of the SASH or the emergence of an anomalous high-pressure system near the coast, the inhibition of transient system progression to lower latitudes, and the inland movement of the ULCV into the NEB. Finally, it was estimated that wind speed variations of up to 15% could lead to energy production variations of more than 60%.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAmbrizzi, TercioLombardi, Paulo de Rosa2024-12-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14133/tde-18022025-092332/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T12:58:02Zoai:teses.usp.br:tde-18022025-092332Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T12:58:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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