Identificação de unidades ambientais urbanas como condicionantes na ocorrência de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) e de dengue na cidade de São José do Rio Preto, S.P., em 1995
| Ano de defesa: | 1996 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-07112024-164154/ |
Resumo: | Este trabalho, realizado na cidade de São José do Rio Preto, identificou três unidade ambientais internamente \"homogêneas\" em termos de renda, nível educacional e características das residências. Estas unidades foram utilizadas para a caracterização dos habitats larvais do Aedes aegypti, do seu índice de infestação e para a descrição da incidência de casos de dengue na epidemia ocorrida nesta cidade entre janeiro e julho de 1995. Foram utilizados dados sócio-econômicos básicos agregados por setor censitário do IBGE. Os setores foram agrupados segundo a similaridade de características de renda e escolaridade dos chefes de família, através do procedimento \"Cluster analysis\". Os três grupos resultantes foram descritos com base no aspecto predominante das moradias e então designados como unidades ambientais, apresentadas em carta da área urbana da cidade (confeccionada na escala original de 1:10.000). A unidade ambiental 1 foi composta por setores com nível sócio-econômico alto e padrão de moradias compatível com este nível; na unidade ambiental 2 agruparam-se os setores com nível socio-econômico e padrão de moradias médios; e a unidade ambiental 3 compôs-se de setores com nível sócio-econômico baixo e moradias de baixo padrão. Os dados da infestação vetorial foram obtidos a partir de levantamentos realizados para o cálculo do índice de Breteau (I.B.). A descrição e a análise da epidemia, feitas através do Coeficiente de incidência (C.I.), tomou como base os casos de dengue confirmados laboratorialmente. As unidades ambientais apresentaram as seguintes características de habitats larvais do Aedes aegypti: a) Unidade ambiental 1 - Unidade de menor dispersão do vetor na ocupação de habitats, sendo o representado por vaso de planta o mais frequente, o que provavelmente conferiu a esta unidade uma menor produtividade de larvas. b) Unidade ambiental 2 - Situou-se em posição intermediária entre as outras tanto na dispersão do I.B. por habitats quanto na importância relativa dos vasos de plantas e dos recipientes para armazenamento de água. c) Unidade ambiental 3 - Nesta unidade notou-se uma grande dispersão do I.B. entre os habitats, ressaltando a importância relativa assumida por recipientes para armazenamento de água, que podem conferir à unidade maior potencial na produção de larvas. A incidência de dengue variou significativamente de unidade para unidade. Assim o C.I. foi de 40,42 casos por 10.000 habitantes na cidade como um todo; 13,48 na unidade 1; 21,24 na unidade 2; e 56,91 na unidade 3. Portanto o C.I. variou de forma inversamente proporcional às condições sócio-econômicas vigentes nas unidades ambientais. Em relação aos fatores de risco diferenciais que puderam ser identificados, o C.I. variou diretamente com: a) habitats que propiciaram maior densidade do vetor; b) condições deficitárias de serviços de saneamento básico; e c) maior densidade populacional nas residências. Pôde-se concluir que as condições sócio-econômicas que determinaram a ocupação espacial na cidade de São José do Rio Preto também influenciam a diferenciação dos fatores de risco da dengue. |
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Identificação de unidades ambientais urbanas como condicionantes na ocorrência de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) e de dengue na cidade de São José do Rio Preto, S.P., em 1995Identification of urban environmental unities as condition of Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) and dengue occurrence in the city of Säo José do Rio Preto, SP, Brazil, 1995AedesAedesCaracterísticas de ResidênciaDengue/epidemiologiaDengue/epidemiologyDisease VectorsFatores SocioeconômicosResidence CharacteristicsSocioeconomic FactorsVetores de DoençaEste trabalho, realizado na cidade de São José do Rio Preto, identificou três unidade ambientais internamente \"homogêneas\" em termos de renda, nível educacional e características das residências. Estas unidades foram utilizadas para a caracterização dos habitats larvais do Aedes aegypti, do seu índice de infestação e para a descrição da incidência de casos de dengue na epidemia ocorrida nesta cidade entre janeiro e julho de 1995. Foram utilizados dados sócio-econômicos básicos agregados por setor censitário do IBGE. Os setores foram agrupados segundo a similaridade de características de renda e escolaridade dos chefes de família, através do procedimento \"Cluster analysis\". Os três grupos resultantes foram descritos com base no aspecto predominante das moradias e então designados como unidades ambientais, apresentadas em carta da área urbana da cidade (confeccionada na escala original de 1:10.000). A unidade ambiental 1 foi composta por setores com nível sócio-econômico alto e padrão de moradias compatível com este nível; na unidade ambiental 2 agruparam-se os setores com nível socio-econômico e padrão de moradias médios; e a unidade ambiental 3 compôs-se de setores com nível sócio-econômico baixo e moradias de baixo padrão. Os dados da infestação vetorial foram obtidos a partir de levantamentos realizados para o cálculo do índice de Breteau (I.B.). A descrição e a análise da epidemia, feitas através do Coeficiente de incidência (C.I.), tomou como base os casos de dengue confirmados laboratorialmente. As unidades ambientais apresentaram as seguintes características de habitats larvais do Aedes aegypti: a) Unidade ambiental 1 - Unidade de menor dispersão do vetor na ocupação de habitats, sendo o representado por vaso de planta o mais frequente, o que provavelmente conferiu a esta unidade uma menor produtividade de larvas. b) Unidade ambiental 2 - Situou-se em posição intermediária entre as outras tanto na dispersão do I.B. por habitats quanto na importância relativa dos vasos de plantas e dos recipientes para armazenamento de água. c) Unidade ambiental 3 - Nesta unidade notou-se uma grande dispersão do I.B. entre os habitats, ressaltando a importância relativa assumida por recipientes para armazenamento de água, que podem conferir à unidade maior potencial na produção de larvas. A incidência de dengue variou significativamente de unidade para unidade. Assim o C.I. foi de 40,42 casos por 10.000 habitantes na cidade como um todo; 13,48 na unidade 1; 21,24 na unidade 2; e 56,91 na unidade 3. Portanto o C.I. variou de forma inversamente proporcional às condições sócio-econômicas vigentes nas unidades ambientais. Em relação aos fatores de risco diferenciais que puderam ser identificados, o C.I. variou diretamente com: a) habitats que propiciaram maior densidade do vetor; b) condições deficitárias de serviços de saneamento básico; e c) maior densidade populacional nas residências. Pôde-se concluir que as condições sócio-econômicas que determinaram a ocupação espacial na cidade de São José do Rio Preto também influenciam a diferenciação dos fatores de risco da dengue.In this research developed in the city of São José do Rio Preto, State of São Paulo, Brazil, three internally \"homogeneous\" environmental units were indentified in terms of income, educational level, and residential characteristics. Said units were used for the characterization of larval habitats of Aedes aegypti, of its infestation rate, and of the description of incidence of dengue cases in the epidemic occurred in this city from January to July 1995. The aggregation unit of the basic socio-economic data was the census sector. These sectors were grouped according to the similarity of income and schooling of family heads through the \"Cluster analyses\" procedure. The three resulting groups were described in terms of prevailing aspect of the homes and designated as environmental unit presented in a map of the city\'s urban area (drawn in the original scale of 1:10,000). Environmental unit 1 was composed by sectors with high socio-economic level and compatible living standards; in environmental unit 2, the sectors with average socio- economic level and living standards were grouped; and environmental unit 3 was composed by the sectors with low socio-economic level and buildind standards. The vectorial infestation data were obtained from the surveys performed to calculate the Breteau Index (B.I.). The description and analysis of the epidemic, done through the Incidence Coefficient (I.C.), were based on the cases of dengue laboratorially confirmed. The environmental units presented the following characteristics of the larval habitats of Aedes aegypti: a) Environmental unit 1 - Unit of the smallest vectorial dispersion in the occupation of habitats, the most frequent being that represented by plant vase, which probably confered o lower larval productivity to this unit; b) Environmental unit 2 - It was situated in an intermediate position among the others both in B.I. dispersion by habitats and in the relative importance assumed by the containers for water storage; c) Environmental unit 3 - In this unit a great B.I. dispersion among the habitats was noted, emphasizing the relative importance assumed by containers for water storage, which may confer a greater potential in the larval production. The dengue incidence varied significantly from one unit to the other. Thus C.I. was 40.42 cases per 10,000 inhabitants in the city as a whole; 13.48 in the unit 1; 21.24 in unit 2; and 56.91 in unit 3. Therefore C.I. varied in an inversely proportional way to the socio-economic conditions in the environmental units. As to the differential risk factors which could be identified, it can be said that C.I. varied directly with: a) habitats which propitiated higher vectorial density; b) short conditions of basic sanitation services; and c) higher home populational density. In conclusion, the socio-economic conditions which determined the spacial occupation of the city of São José do Rio Preto also influenced the differentiation of dengue risk factors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNatal, DelsioCosta, Antonio Ismael Paulino da1996-02-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-07112024-164154/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-07T18:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-07112024-164154Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-07T18:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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