Da Paulista dos casarões à Paulista Aberta: movimentos sociais e a incorporação do espaço público de lazer e cultura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Arlen Nunes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/31/31131/tde-11022026-150228/
Resumo: Este trabalho analisa a trajetória da Avenida Paulista desde sua criação, em 1891, como ícone da elite paulistana, marcada por casarões, corridas de automóveis e corsos. Ao longo do tempo, a avenida se consolidou como centro financeiro e palco de grandes manifestações políticas, transformando-se, na atualidade, em um novo símbolo da cidade: espaço de cultura, esportes e lazer aos finais de semana. A Paulista é aqui compreendida como um palimpsesto urbano, repleto de rugosidades, onde coexistem objetos, memórias e usos de diferentes épocas. A transformação da Avenida em espaço público de lazer e cultura resultou de lutas pelo direito à cidade, protagonizadas por grupos e coletivos que, antes da institucionalização do Programa Paulista Aberta, reivindicaram a abertura da via à população. O processo iniciou-se com intervenções da CET, que passou a restringir acessos viários, até a consolidação da prática dominical que libera a avenida dos automóveis. Nesse contexto, a Paulista se ressignifica como espaço de encontro e diversidade: pedestres, corredores, ciclistas, skatistas, artistas de rua e ambulantes compartilham o mesmo território. Shows de música e apresentações artísticas compõem a paisagem sonora e visual, enquanto a presença de ambulantes reforça a dimensão popular do espaço, revelando a avenida como lugar plural, de usos múltiplos e apropriação coletiva.
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