Lógica da superstição: uma leitura espinosana: comentários ao apêndice da parte I da Ética e ao prefácio do Tratado Teológico-Político
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-03112025-163120/ |
Resumo: | A superstição articula três problemas que serão centrais no combate que Espinosa faz no seu tempo, a saber: a crença no finalismo, a ideia de transcendência e a vontade de deus, e seu corolário, o livre arbítrio. A filosofia espinosana se coloca como combate à servidão, e por isso, a crítica e combate da superstição tem papel central. No presente trabalho busca-se compreender a Lógica da superstição, ou seja, compreender seu modo de funcionar, seus processos, sua lógica própria de operar. Para tanto realiza uma leitura detida do Apêndice do De Deo na Ética e o Prefácio ao Tratado Teológico-Político, e assim, demonstrar a estrutura [fabrica] da superstição, suas causas e efeitos. O percurso empreendido se dá com o primeiro capítulo, O (insólito) conceito de Deus, no qual busca refletir a relação entre a ordem geométrica e a superstição, assim como a centralidade da subversão espinosana no conceito de Deus. O segundo capítulo, A gênese (cognitiva) da superstição, acompanha linha a linha o Apêndice I para determinar como se origina a superstição e sua relação com os preconceitos, e em especial, o preconceito finalista. O terceiro capítulo, A gênese (afetiva) da superstição, acompanha o Prefácio do TTP e focaliza a dinâmica desejante e afetiva que move e sustenta a superstição, situando o medo a partir do desejo imoderado de bens incertos. O quarto capítulo, Superstição: uma Fabrica procura compreender a dinâmica operativa da superstição e procura pensá-la em suas duas modalidades: a primeira, mais prosaica e cotidiana, como visão de mundo, e a segunda, resultado direto da transformação de preconceitos em teorias, ou seja, como sistema doutrinário. Ao fim e a cabo, procura-se compreender a fabrica de superstição em toda sua operatividade. Logica sive Fabrica |
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Lógica da superstição: uma leitura espinosana: comentários ao apêndice da parte I da Ética e ao prefácio do Tratado Teológico-PolíticoLogic of superstition : a spinozan reading: comments on the appendix to part I of the Ethics and the preface to the Theological-Political TreatiseAfetosAffectionsDesejoDesireEspinosaGeometriaGeometrySpinozaSuperstiçãoSuperstitionA superstição articula três problemas que serão centrais no combate que Espinosa faz no seu tempo, a saber: a crença no finalismo, a ideia de transcendência e a vontade de deus, e seu corolário, o livre arbítrio. A filosofia espinosana se coloca como combate à servidão, e por isso, a crítica e combate da superstição tem papel central. No presente trabalho busca-se compreender a Lógica da superstição, ou seja, compreender seu modo de funcionar, seus processos, sua lógica própria de operar. Para tanto realiza uma leitura detida do Apêndice do De Deo na Ética e o Prefácio ao Tratado Teológico-Político, e assim, demonstrar a estrutura [fabrica] da superstição, suas causas e efeitos. O percurso empreendido se dá com o primeiro capítulo, O (insólito) conceito de Deus, no qual busca refletir a relação entre a ordem geométrica e a superstição, assim como a centralidade da subversão espinosana no conceito de Deus. O segundo capítulo, A gênese (cognitiva) da superstição, acompanha linha a linha o Apêndice I para determinar como se origina a superstição e sua relação com os preconceitos, e em especial, o preconceito finalista. O terceiro capítulo, A gênese (afetiva) da superstição, acompanha o Prefácio do TTP e focaliza a dinâmica desejante e afetiva que move e sustenta a superstição, situando o medo a partir do desejo imoderado de bens incertos. O quarto capítulo, Superstição: uma Fabrica procura compreender a dinâmica operativa da superstição e procura pensá-la em suas duas modalidades: a primeira, mais prosaica e cotidiana, como visão de mundo, e a segunda, resultado direto da transformação de preconceitos em teorias, ou seja, como sistema doutrinário. Ao fim e a cabo, procura-se compreender a fabrica de superstição em toda sua operatividade. Logica sive FabricaSuperstition articulates three problems that will be central to the fight that Spinoza carries out in his time, namely: the belief in finalism, the idea of transcendence and the will of God, and its corollary, free will. Spinoza\'s philosophy positions itself as a fight against servitude, and for this reason, the critique and fight against superstition plays a central role. This work seeks to understand the Logic of superstition, that is, to understand its way of functioning, its processes, its own logic of operation. To this end, a careful reading of the Appendix of De Deo in Ethics and the Preface to the Theological-Political Treatise is carried out, and thus demonstrates the structure [fabric] of superstition, its causes and effects. The path taken begins with the first chapter, The (unusual) concept of God, in which he seeks to reflect on the relationship between geometric order and superstition, as well as the centrality of Spinoza\'s subversion in the concept of God. The second chapter, The (cognitive) genesis of superstition, follows Appendix I line by line to determine how superstition originates and its relationship with prejudices, and in particular, finalist prejudice. The third chapter, The (affective) genesis of superstition, follows the Preface of the TTP and focuses on the desiring and affective dynamics that drive and sustain superstition, situating fear as the immoderate desire for uncertain goods. The fourth chapter, Superstition: a Fabrica, seeks to understand the operational dynamics of superstition and tries to think of it in its two modalities: the first, more prosaic and everyday, as a worldview, and the second, a direct result of the transformation of prejudices into theories, that is, as a doctrinal system. Ultimately, the aim is to understand the superstition fabrica in all its operativeness. Logica sive FabricaBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliva, Luís César GuimarãesSoares, Bruno Henrique de Souza2025-08-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-03112025-163120/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-03T18:39:07Zoai:teses.usp.br:tde-03112025-163120Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-03T18:39:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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