Patologias crônicas de orelha média em pacientes com fissura labiopalatina unilateral completa
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-23012025-123312/ |
Resumo: | Objetivos: Este estudo tem como objetivo comparar a prevalência e a progressão de condições crônicas do ouvido médio em pacientes com fissura labiopalatina unilateral completa, com foco em como os resultados otológicos se relacionam com o histórico de inserção de tubos de ventilação (TVs) e seus efeitos na audição. Métodos: Este estudo longitudinal retrospectivo analisou os prontuários de pacientes com fissura labiopalatina unilateral não-sindrômica a partir de um Ensaio Clínico Randomizado no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram randomizados com base na técnica de palatoplastia (Furlow ou von Langenbeck com veloplastia intravelar), no cirurgião e idade de realização da palatoplastia (9-12 ou 15-18 meses). Foram examinados dados sobre audiometria tonal e de fala, resultados de timpanometria e cirurgias otológicas. Resultados: O estudo incluiu 154 pacientes. A idade média do acompanhamento audiológico foi de 12,56 anos para aqueles sem cirurgia otológica e 14,93 anos para aqueles que tiveram pelo menos uma cirurgia (p = 0,019). Pacientes com inserção de TV mostraram uma prevalência maior de perda auditiva, com 32,9% apresentando perda aos 10 anos versus 5,1% dos não usuários (p < 0,001). Apesar da eficácia dos TVs na resolução da perda auditiva a longo prazo em cerca de dois terços dos casos, um terço dos pacientes ainda apresentava perda auditiva condutiva na última audiometria. Não foram encontradas diferenças significativas nos resultados audiométricos relacionados à técnica de palatoplastia (p = 0,638). Além disso, um maior número de cirurgias otológicas foi associado a um aumento na perda auditiva, especialmente em aqueles que se submeteram a dois ou mais procedimentos (p < 0,005). Não foi encontrada relação entre os achados otológicos e a lateralidade da fissura. Conclusão: Embora a colocação de TVs ofereça benefícios auditivos a curto prazo, não previne a perda auditiva a longo prazo ou o desenvolvimento de otite crônica. O aumento da perda auditiva está correlacionado ao número de cirurgias otológicas. |
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Patologias crônicas de orelha média em pacientes com fissura labiopalatina unilateral completaChronic middle ear pathologies in patients with complete unilateral cleft lip and palateCleft palateFissura palatinaHearing lossOtite médiaOtitis mediaPerda auditivaObjetivos: Este estudo tem como objetivo comparar a prevalência e a progressão de condições crônicas do ouvido médio em pacientes com fissura labiopalatina unilateral completa, com foco em como os resultados otológicos se relacionam com o histórico de inserção de tubos de ventilação (TVs) e seus efeitos na audição. Métodos: Este estudo longitudinal retrospectivo analisou os prontuários de pacientes com fissura labiopalatina unilateral não-sindrômica a partir de um Ensaio Clínico Randomizado no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram randomizados com base na técnica de palatoplastia (Furlow ou von Langenbeck com veloplastia intravelar), no cirurgião e idade de realização da palatoplastia (9-12 ou 15-18 meses). Foram examinados dados sobre audiometria tonal e de fala, resultados de timpanometria e cirurgias otológicas. Resultados: O estudo incluiu 154 pacientes. A idade média do acompanhamento audiológico foi de 12,56 anos para aqueles sem cirurgia otológica e 14,93 anos para aqueles que tiveram pelo menos uma cirurgia (p = 0,019). Pacientes com inserção de TV mostraram uma prevalência maior de perda auditiva, com 32,9% apresentando perda aos 10 anos versus 5,1% dos não usuários (p < 0,001). Apesar da eficácia dos TVs na resolução da perda auditiva a longo prazo em cerca de dois terços dos casos, um terço dos pacientes ainda apresentava perda auditiva condutiva na última audiometria. Não foram encontradas diferenças significativas nos resultados audiométricos relacionados à técnica de palatoplastia (p = 0,638). Além disso, um maior número de cirurgias otológicas foi associado a um aumento na perda auditiva, especialmente em aqueles que se submeteram a dois ou mais procedimentos (p < 0,005). Não foi encontrada relação entre os achados otológicos e a lateralidade da fissura. Conclusão: Embora a colocação de TVs ofereça benefícios auditivos a curto prazo, não previne a perda auditiva a longo prazo ou o desenvolvimento de otite crônica. O aumento da perda auditiva está correlacionado ao número de cirurgias otológicas.Objectives: This study aims to compare the prevalence and progression of chronic middle ear conditions in patients with unilateral complete cleft lip and palate, focusing on how otological outcomes relate to the history of ventilation tube insertion (VT´s) and its effects on hearing. Methods: This retrospective longitudinal study analyzed medical records of patients with unilateral complete non-syndromic cleft lip and palate from a Randomized Clinical Trial at the Hospital for Rehabilitation of Craniofacial Anomalies at the University of São Paulo. Patients were randomized based on palatoplasty technique (Furlow or von Langenbeck with intravelar veloplasty), surgeon, and timing of palatoplasty (9-12 or 15-30 months). Data on pure-tone and speech audiometry, tympanometry results, and otological surgeries were examined. Results: The study included 154 patients. The mean age of audiological follow-up was 12.56 years for those without otological surgery and 14.93 years for those who had at least one surgery (p = 0.019). Patients with VT insertion showed a higher prevalence of hearing loss, with 32.9% experiencing loss at 10 years versus 5.1% of non-users (p < 0.001). Despite VTs effectiveness in resolving long-term hearing loss in about two-thirds of cases, one-third of patients still had conductive hearing loss at the last audiometry. There were no significant differences in audiometric outcomes related to the palatoplasty technique (p = 0.638). Additionally, a higher number of otologic surgeries was associated with increased hearing loss, especially in those undergoing two or more procedures (p < 0.005). No relationship was found between otologic findings and cleft laterality. Conclusion: While VT placement offers short-term auditory benefits, it does not prevent long-term hearing loss or chronic otitis development. Increased hearing loss is correlated with the number of otologic surgeries.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLourençone, Luiz Fernando ManzoniRezende, Aryane Marcondes2024-10-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-23012025-123312/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-17T15:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-23012025-123312Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-17T15:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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