Subjetividade Jurídica e Ideologia : uma aproximação entre Marx e Freud, Lacan e Zizek
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-10092025-173455/ |
Resumo: | A presente dissertação se desenvolveu a partir da análise de iek sobre a passagem do fetiche do sujeito para o fetiche da mercadoria, confornme reflete a passagem do feudalismo ao capitalismo. Para propor uma reflexão histórica, procuramos fundamentar a partir de Marx e, principalmente, da análise da obra marxiana desenvolvida por Althusser, com elementos que recuperem, dentro do debate marxista, o modo de teorizar sobre a história e o sujeito. A partir disso, procuro reconstruir a passagem historica do feudalismo ao capitalismo, desde o ponto de vista estrutural e superestrutural. Nossa constatação é de que há uma ruptora na forma de mediação social, sendo direta no feudalismo, e passando para indireta, mediada pela mercadoria, no capitalismo. No feudalismo, o modo de extração do excedente social é direto, mediado apenas pela linguagem. Isso nos autoriza a propor que o modo de organização feudal é organizado na forma do discurso do mestre, pois a mediação social é linguageira, portanto sintoma, Na passagem ao capitalismo, o modo de extração passa do excedente social passa a ser direito, o que dispensaria a pressuposição do mestre, como figura mediadora, uma vez que dá mediado pela mercadoria. Ao dispensar essa pressuposição, a forma-mercadoria desarticula o discurso do mestre como forma de sociabilidade. Proponho então que a forma-mercadoria, por suas propriedades, pode ser consideado um significante-mestre que se produz sem mestre, como efeito da estrutura social. Esse significante mestre produz uma cadeia de significantes, o direito, que organiza o modo de relação no capitalismo. Por isso, antes de tudo, somos sujeitos de direito no capitalismo, i.e., proprietários de mercadoria (força de trabalho), e livres para vendê-la. Essa é a nova pressusposição determinada no capitalismo. Como resultado ainda dessa desarticulação do discurso do mestre como forma de socialização, o objeto pequeno a não pode ser mais articulado ao nível social/institucional, o que faz com que passe ao nível subjetivo. Nessa medida, conforme o objeto pequeno a é o suporte da fantasia que estrutura o desejo, que o campo da ideologia se constitui, pois o sujeito passaria a ele mesmo reconstruir sua fantasia, necessária para suturar sua experiência. |
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Nossa constatação é de que há uma ruptora na forma de mediação social, sendo direta no feudalismo, e passando para indireta, mediada pela mercadoria, no capitalismo. No feudalismo, o modo de extração do excedente social é direto, mediado apenas pela linguagem. Isso nos autoriza a propor que o modo de organização feudal é organizado na forma do discurso do mestre, pois a mediação social é linguageira, portanto sintoma, Na passagem ao capitalismo, o modo de extração passa do excedente social passa a ser direito, o que dispensaria a pressuposição do mestre, como figura mediadora, uma vez que dá mediado pela mercadoria. Ao dispensar essa pressuposição, a forma-mercadoria desarticula o discurso do mestre como forma de sociabilidade. Proponho então que a forma-mercadoria, por suas propriedades, pode ser consideado um significante-mestre que se produz sem mestre, como efeito da estrutura social. Esse significante mestre produz uma cadeia de significantes, o direito, que organiza o modo de relação no capitalismo. Por isso, antes de tudo, somos sujeitos de direito no capitalismo, i.e., proprietários de mercadoria (força de trabalho), e livres para vendê-la. Essa é a nova pressusposição determinada no capitalismo. Como resultado ainda dessa desarticulação do discurso do mestre como forma de socialização, o objeto pequeno a não pode ser mais articulado ao nível social/institucional, o que faz com que passe ao nível subjetivo. Nessa medida, conforme o objeto pequeno a é o suporte da fantasia que estrutura o desejo, que o campo da ideologia se constitui, pois o sujeito passaria a ele mesmo reconstruir sua fantasia, necessária para suturar sua experiência.This dissertation developed from iek\'s analysis of the transition from the fetish of the subject to the fetish of the commodity, as reflected in the transition from feudalism to capitalism. In order to propose a historical reflection, we base our studies on Marx and, mainly, on the analysis of the Marxian work developed by Althusser, with elements that recover, within the Marxist debate, the way of theorizing about history and the subject. From this, I try to reconstruct the historical passage from feudalism to capitalism, from the structural and superstructural point of view. Our finding is that there is a rupture in the form of social mediation, being direct in feudalism, and moving to indirect, mediated by commodity, in capitalism. In feudalism, the way of extracting social surplus is direct, mediated only by language. This authorizes us to propose that the feudal mode of organization is organized in the form of the master\'s discourse, since social mediation is linguistic, therefore a symptom. would dispense the presupposition of the \'master\' as a mediating figure, since it gives mediated by the commodity. In dispensing with this assumption, the commodity form disjoins the master\'s discourse as a form of sociability. I propose, then, that the commodity form, by its properties, can be considered a master signifier that is produced without a master, as an effect of social structure. This master signifier produces a chain of signifiers, the law, which organizes the mode of relationship in capitalism. Therefore, first of all, we are subjects of law in capitalism, owners of commodities (labor power), and free to sell it. This is the new presupposition determined in capitalism. As a result of this disarticulation of the master\'s discourse as the main form of socialization, the object petit a can no longer be articulated at the social / institutional level, which makes it pass to the subjective level. Thus, as the small object a is the support of the fantasy that structures the desire, which the field of ideology is constituted, because the subject would then reconstruct his fantasy, necessary to suture his experience.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMascaro, Alysson Leandro BarbateSibahi, Luiz Octavio2020-05-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-10092025-173455/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-22T14:53:03Zoai:teses.usp.br:tde-10092025-173455Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-22T14:53:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação se desenvolveu a partir da análise de iek sobre a passagem do fetiche do sujeito para o fetiche da mercadoria, confornme reflete a passagem do feudalismo ao capitalismo. Para propor uma reflexão histórica, procuramos fundamentar a partir de Marx e, principalmente, da análise da obra marxiana desenvolvida por Althusser, com elementos que recuperem, dentro do debate marxista, o modo de teorizar sobre a história e o sujeito. A partir disso, procuro reconstruir a passagem historica do feudalismo ao capitalismo, desde o ponto de vista estrutural e superestrutural. Nossa constatação é de que há uma ruptora na forma de mediação social, sendo direta no feudalismo, e passando para indireta, mediada pela mercadoria, no capitalismo. No feudalismo, o modo de extração do excedente social é direto, mediado apenas pela linguagem. Isso nos autoriza a propor que o modo de organização feudal é organizado na forma do discurso do mestre, pois a mediação social é linguageira, portanto sintoma, Na passagem ao capitalismo, o modo de extração passa do excedente social passa a ser direito, o que dispensaria a pressuposição do mestre, como figura mediadora, uma vez que dá mediado pela mercadoria. Ao dispensar essa pressuposição, a forma-mercadoria desarticula o discurso do mestre como forma de sociabilidade. Proponho então que a forma-mercadoria, por suas propriedades, pode ser consideado um significante-mestre que se produz sem mestre, como efeito da estrutura social. Esse significante mestre produz uma cadeia de significantes, o direito, que organiza o modo de relação no capitalismo. Por isso, antes de tudo, somos sujeitos de direito no capitalismo, i.e., proprietários de mercadoria (força de trabalho), e livres para vendê-la. Essa é a nova pressusposição determinada no capitalismo. Como resultado ainda dessa desarticulação do discurso do mestre como forma de socialização, o objeto pequeno a não pode ser mais articulado ao nível social/institucional, o que faz com que passe ao nível subjetivo. Nessa medida, conforme o objeto pequeno a é o suporte da fantasia que estrutura o desejo, que o campo da ideologia se constitui, pois o sujeito passaria a ele mesmo reconstruir sua fantasia, necessária para suturar sua experiência. |
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