Transtornos mentais no trabalho: um retrato do judiciário trabalhista no Estado de São Paulo e o direito à saúde mental do trabalhador

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rodrigues, Thaísa Mara Leal Cintra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08122023-172657/
Resumo: Introdução: O mundo do trabalho enfrenta desafios e profundas transformações com o advento da COVID-19. Os transtornos mentais têm gerado aumento nos afastamentos, incapacidades e aposentadorias precoces, surtindo impactos imensuráveis de ordem econômica, humana e social. O direito à saúde física e mental é parte indissociável dos direitos trabalhistas. As ações trabalhistas visam regulamentar a relação laboral e garantir a proteção da saúde física e mental dos trabalhadores. Objetivo: Identificar o retrato do Judiciário Trabalhista no estado de São Paulo por meio das representações sociais dos desembargadores dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) acerca dos transtornos mentais no período compreendido entre 01/01/2019 a 31/12/2020 e propor um projeto de lei na Câmara dos Deputados, a fim de normatizar medidas de promoção, prevenção, gestão e intervenção dos riscos psicossociais nas relações de trabalho. Método: Estudo retrospectivo, descritivo, investigativo e de abordagem mista, quantiqualitativa. A análise quantitativa foi realizada por meio de estatística descritiva univariada, incluindo as frequências para as variáveis nominais e medidas de posição (média e mediana) e de dispersão (desvio padrão e valores máximos e mínimos) para variáveis ordinais. Foi aplicado o Teste Exato de Fisher para verificar a associação entre duas variáveis categóricas quando as frequências foram menores do que 5. Utilizou-se nível de significância de < 0,05. A análise qualitativa foi apoiada na técnica do Discurso do Sujeito Coletivo baseada na Teoria das Representações Sociais como referencial teórico de interpretação dos discursos coletados, oriundos dos TRT de São Paulo, publicados no período de 2019 a 2020, referentes aos transtornos mentais ocupacionais. Resultados: Foram analisadas 269 ações judiciais trabalhistas, ajuizadas por 52% de mulheres e 48% de homens. A maioria dos empregadores foram empresas privadas, constituídas por capital social acima de R$ 50.000.000,00. Os transtornos mentais mais recorrentes foram os episódios depressivos, os transtornos ansiosos e as reações ao estresse grave. A maioria dos peritos tinha especialidade em Medicina do Trabalho. As mulheres foram mais diagnosticadas com depressão, em comparação aos homens, cujos sintomas mais prevalentes relacionaram-se aos sistemas cardiovascular, gastrointestinal e neurológico. Foi possível identificar as representações sociais dos julgadores quanto ao direito à saúde mental do trabalhador e a obrigação do empregador no cumprimento das normas de saúde e segurança, considerando os elementos caracterizadores da responsabilidade civil. A prova pericial não vinculou a decisão judicial, mas dentre os outros elementos probatórios, documental e oral, se mostrou a prova mais contundente, em razão dos aspectos técnicos analisados. A especialidade médica do perito em Psiquiatria foi dispensável para a prova pericial. O assédio moral foi uma das principais causas dos transtornos mentais ocupacionais. Conclusão: A compreensão do papel do Poder Judiciário como gerador do comportamento dos agentes diretamente envolvidos em suas decisões, revela-se desafiador, ao passo que a resolução dos conflitos relacionados aos transtornos mentais no ambiente laboral, evidencia as principais causas e os efeitos prejudiciais que impactam não somente a vida particular e social do trabalhador, nas diversas dimensões dos direitos individuais protetivos da vida, saúde e integridade, mas os direitos coletivos, sociais e humanos.
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Objetivo: Identificar o retrato do Judiciário Trabalhista no estado de São Paulo por meio das representações sociais dos desembargadores dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) acerca dos transtornos mentais no período compreendido entre 01/01/2019 a 31/12/2020 e propor um projeto de lei na Câmara dos Deputados, a fim de normatizar medidas de promoção, prevenção, gestão e intervenção dos riscos psicossociais nas relações de trabalho. Método: Estudo retrospectivo, descritivo, investigativo e de abordagem mista, quantiqualitativa. A análise quantitativa foi realizada por meio de estatística descritiva univariada, incluindo as frequências para as variáveis nominais e medidas de posição (média e mediana) e de dispersão (desvio padrão e valores máximos e mínimos) para variáveis ordinais. Foi aplicado o Teste Exato de Fisher para verificar a associação entre duas variáveis categóricas quando as frequências foram menores do que 5. Utilizou-se nível de significância de < 0,05. A análise qualitativa foi apoiada na técnica do Discurso do Sujeito Coletivo baseada na Teoria das Representações Sociais como referencial teórico de interpretação dos discursos coletados, oriundos dos TRT de São Paulo, publicados no período de 2019 a 2020, referentes aos transtornos mentais ocupacionais. Resultados: Foram analisadas 269 ações judiciais trabalhistas, ajuizadas por 52% de mulheres e 48% de homens. A maioria dos empregadores foram empresas privadas, constituídas por capital social acima de R$ 50.000.000,00. Os transtornos mentais mais recorrentes foram os episódios depressivos, os transtornos ansiosos e as reações ao estresse grave. A maioria dos peritos tinha especialidade em Medicina do Trabalho. As mulheres foram mais diagnosticadas com depressão, em comparação aos homens, cujos sintomas mais prevalentes relacionaram-se aos sistemas cardiovascular, gastrointestinal e neurológico. Foi possível identificar as representações sociais dos julgadores quanto ao direito à saúde mental do trabalhador e a obrigação do empregador no cumprimento das normas de saúde e segurança, considerando os elementos caracterizadores da responsabilidade civil. A prova pericial não vinculou a decisão judicial, mas dentre os outros elementos probatórios, documental e oral, se mostrou a prova mais contundente, em razão dos aspectos técnicos analisados. A especialidade médica do perito em Psiquiatria foi dispensável para a prova pericial. O assédio moral foi uma das principais causas dos transtornos mentais ocupacionais. Conclusão: A compreensão do papel do Poder Judiciário como gerador do comportamento dos agentes diretamente envolvidos em suas decisões, revela-se desafiador, ao passo que a resolução dos conflitos relacionados aos transtornos mentais no ambiente laboral, evidencia as principais causas e os efeitos prejudiciais que impactam não somente a vida particular e social do trabalhador, nas diversas dimensões dos direitos individuais protetivos da vida, saúde e integridade, mas os direitos coletivos, sociais e humanos.Introduction: The world of work faces challenges and profound changes with the advent of COVID-19. Mental disorders have increased sick leaves, disabilities, and early retirements, causing huge economic, human, and social impacts. The right to physical and mental health is an inseparable part of labor rights. Labor actions aim to control the employment relationship and protect workers\' physical and mental health. Objective: Identify the scenario of the Labor Judiciary in the state of São Paulo through the social representations of the judges of the Regional Labor Courts (TRT) about mental disorders in the period between 01/01/2019 to 12/31/2020, and propose a bill in the Chamber of Deputies to standardize measures for the promotion, prevention, management, and intervention of psychosocial risks in labor relations. Method: Retrospective, descriptive, investigative study with a mixed, quantitative, and qualitative approach. Quantitative analysis was performed using univariate descriptive statistics, including frequencies for nominal variables and measures of position (mean and median) and dispersion (standard deviation and maximum and minimum values) for ordinal variables. Fisher\'s Exact Test was applied to verify the association between two categorical variables when frequencies were less than 5. A significance level of < 0.05 was used. The qualitative analysis was supported by the Collective Subject Discourse technique based on the Theory of Social Representations as a theoretical framework for interpreting the collected speeches from the TRT in São Paulo, published from 2019 to 2020, related to occupational mental disorders. Results: 269 labor lawsuits were analyzed, filed by 52% of women and 48% of men. Most employers were private companies, constituted with share capital above R$ 50,000,000.00. The most recurrent mental disorders were depressive episodes, anxiety disorders, and reactions to severe stress. Most of the experts were specialists in the field of Occupational Medicine. Women were more diagnosed with depression than men, whose most prevalent symptoms were related to the cardiovascular, gastrointestinal, and neurological systems. It was possible to identify the judges\' social representations regarding the worker\'s right to mental health and employer\'s obligation to comply with health and safety standards through the characterizing elements of civil liability. The expert evidence did not bind the court decision, but among the other evidence, documentary and oral, it proved to be the most forceful evidence due to the technical aspects analyzed. The expert\'s medical specialty in Psychiatry was expendable for producing expert evidence. Bullying was among the leading causes of occupational mental disorders. Conclusion: Understanding the role of the Judiciary as a generator of the behavior of the agents directly involved in its decisions proves to be challenging, while the resolution of conflicts related to mental disorders in the work environment highlights the main causes and harmful effects that impact not only the private and social life of the worker, in the various dimensions of individual rights that protect life, health, and integrity, but collective, social and human rights.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDalri, Rita de Cássia de Marchi BarcellosRodrigues, Thaísa Mara Leal Cintra2023-09-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08122023-172657/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-12T16:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-08122023-172657Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-12T16:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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