A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-04112025-163302/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna da cavidade oral, juntamente com a da orofaringe, são as mais frequentes da região da cabeça e do pescoço. O câncer de cavidade oral, de maneira geral, possui um prognóstico ruim e com altas taxas de mortalidade. Em 2017, foi publicada a oitava edição da classificação TNM, na qual a profundidade de invasão (do inglês, deep of invasion, DOI) foi adicionada à classificação T dos tumores orais, resultando no upstaging de diversas das lesões precoces. Aqueles tumores com mais de 1 cm de DOI foram classificados como estádio III, independentemente do tamanho da extensão na mucosa, bem como os tumores pN1. Dessa forma, o estádio III se tornou um grupo heterogêneo de lesões. Ainda, a terapia adjuvante tem sido indicada para pacientes pT4, na presença de metástases linfonodais, margens positivas, invasão angiolinfática, invasão perineural (IPN) e/ou extravasamento linfonodal extracapsular (ENE). O papel do tratamento adjuvante exclusivamente pela DOI é também desconhecido. OBJETIVO: Avaliar a extensão da doença na superfície da mucosa (maior diâmetro da lesão primária), profundidade de invasão tumoral e a presença de doença metastática cervical como fatores prognósticos independentes e/ou combinados em pacientes tratados cirurgicamente por carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III. Foram também avaliados o efeito do tratamento adjuvante na prevenção de recidiva e morte desses pacientes. MÉTODOS: Estudo analítico de coorte retrospectiva, incluindo pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral, operados entre 2002 e 2023 em quatro centros oncológicos brasileiros. Foram selecionados pacientes submetidos a cirurgia curativa, excluindo-se aqueles previamente tratados ou com metástases à distância. Os dados clínicos, histopatológicos e de seguimento foram obtidos por revisão de prontuários e laudos, sendo categorizados conforme critérios padronizados da oitava edição do manual da American Joint Committee on Cancer (AJCC). Os pacientes foram agrupados com base no tamanho tumoral, profundidade de invasão, acometimento linfonodal e tratamento adjuvante recebido. A análise estatística incluiu curvas de Kaplan-Meier, testes de Log-Rank, modelos de Cox univariados e multivariados e análise de interação entre os modificadores de efeito. RESULTADOS: Dos 324 pacientes incluídos no estudo, 75% eram do sexo masculino e a média de idade foi de 60 anos. O principal subsítio acometido foi a língua (62,3%). A maioria dos tumores apresentou profundidade de invasão (DOI) > 10 mm (83,3%) e margens cirúrgicas livres (91,4%). Aproximadamente 63% dos pacientes receberam radioterapia adjuvante, e 8% foram submetidos à quimiorradioterapia. Na análise de sobrevida em 60 meses foi evidenciada diferença significativa entre o grupo de pacientes com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - porém pouco profundos - DOI 1 cm (Grupo 1) e aqueles com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - e profundos - DOI > 1 cm (Grupo 3) tanto para sobrevida específica de doença (87% vs. 64,1%; p = 0,017) quanto para sobrevida livre de doença (SLD; 82,1% vs. 56,3%; p = 0,014). Quando incluídos apenas pacientes com seguimento mínimo de 36 meses, observou-se menor taxa de SLD no Grupo 3 (41,2%) em comparação aos demais. Com a análise expandida para 818 pacientes, pacientes com DOI > 1 cm que não foram submetidos à radioterapia pósoperatória (PORT) apresentaram maior chance de óbito (HR = 4,145; IC 95%: 3,067-5,603; p < 0,001). Aqueles que receberam PORT apresentaram risco significativamente reduzido de morte (HR = 1,402; IC 95%: 1,053-1,867; p = 0,021) e efeito protetor significativo em termos de sobrevida global (SG; HR = 0,394; IC 95%: 0,313-0,496; p < 0,001). Também foram observados aumentos na sobrevida de doença específica (SDE; HR = 0,593; IC 95%: 0,431-0,814; p = 0,001) e na SLD (HR = 0,572; IC 95%: 0,424-0,772; p < 0,001) em pacientes com DOI > 1 cm tratados com PORT. Excluindo margens cirúrgicas positivas, a PORT influenciou positivamente a SG, SDE e SLD em casos de carcinoma de células escamosas da cavidade oral com outras características patológicas adversas (invasão perineural, invasão linfovascular e extensão extracapsular nodal). Por outro lado, apenas pacientes com ENE nas neoplasias se beneficiaram de quimiorradioterapia adjuvante concomitante em comparação à PORT isoladamente. CONCLUSÃO: Pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral que apresentam tumores extensos e profundos podem apresentar um pior prognóstico, principalmente quanto a sobrevida livre de doença. Da mesma forma, a profundidade de invasão é fator independente de risco para os diferentes desfechos oncológicos e pacientes com tumores com profundidade superior a 1 cm devem receber radioterapia adjuvante como meio de reduzir o risco de morte e de falha terapêutica. |
| id |
USP_25cb18e556567640fa890409d9027f64 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-04112025-163302 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio IIIThe importance of tumor size, depth of invasion and presence of lymph node metastasis as prognostic factors in stage III squamous cell carcinoma of the oral cavityEstadiamento de neoplasiasLymphatic metastasisMetástase linfáticaMouth neoplasmsNeoplasias bucaisNeoplasm stagingPrognosisPrognósticoRadioterapia adjuvanteRadiotherapy adjuvantINTRODUÇÃO: A neoplasia maligna da cavidade oral, juntamente com a da orofaringe, são as mais frequentes da região da cabeça e do pescoço. O câncer de cavidade oral, de maneira geral, possui um prognóstico ruim e com altas taxas de mortalidade. Em 2017, foi publicada a oitava edição da classificação TNM, na qual a profundidade de invasão (do inglês, deep of invasion, DOI) foi adicionada à classificação T dos tumores orais, resultando no upstaging de diversas das lesões precoces. Aqueles tumores com mais de 1 cm de DOI foram classificados como estádio III, independentemente do tamanho da extensão na mucosa, bem como os tumores pN1. Dessa forma, o estádio III se tornou um grupo heterogêneo de lesões. Ainda, a terapia adjuvante tem sido indicada para pacientes pT4, na presença de metástases linfonodais, margens positivas, invasão angiolinfática, invasão perineural (IPN) e/ou extravasamento linfonodal extracapsular (ENE). O papel do tratamento adjuvante exclusivamente pela DOI é também desconhecido. OBJETIVO: Avaliar a extensão da doença na superfície da mucosa (maior diâmetro da lesão primária), profundidade de invasão tumoral e a presença de doença metastática cervical como fatores prognósticos independentes e/ou combinados em pacientes tratados cirurgicamente por carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III. Foram também avaliados o efeito do tratamento adjuvante na prevenção de recidiva e morte desses pacientes. MÉTODOS: Estudo analítico de coorte retrospectiva, incluindo pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral, operados entre 2002 e 2023 em quatro centros oncológicos brasileiros. Foram selecionados pacientes submetidos a cirurgia curativa, excluindo-se aqueles previamente tratados ou com metástases à distância. Os dados clínicos, histopatológicos e de seguimento foram obtidos por revisão de prontuários e laudos, sendo categorizados conforme critérios padronizados da oitava edição do manual da American Joint Committee on Cancer (AJCC). Os pacientes foram agrupados com base no tamanho tumoral, profundidade de invasão, acometimento linfonodal e tratamento adjuvante recebido. A análise estatística incluiu curvas de Kaplan-Meier, testes de Log-Rank, modelos de Cox univariados e multivariados e análise de interação entre os modificadores de efeito. RESULTADOS: Dos 324 pacientes incluídos no estudo, 75% eram do sexo masculino e a média de idade foi de 60 anos. O principal subsítio acometido foi a língua (62,3%). A maioria dos tumores apresentou profundidade de invasão (DOI) > 10 mm (83,3%) e margens cirúrgicas livres (91,4%). Aproximadamente 63% dos pacientes receberam radioterapia adjuvante, e 8% foram submetidos à quimiorradioterapia. Na análise de sobrevida em 60 meses foi evidenciada diferença significativa entre o grupo de pacientes com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - porém pouco profundos - DOI 1 cm (Grupo 1) e aqueles com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - e profundos - DOI > 1 cm (Grupo 3) tanto para sobrevida específica de doença (87% vs. 64,1%; p = 0,017) quanto para sobrevida livre de doença (SLD; 82,1% vs. 56,3%; p = 0,014). Quando incluídos apenas pacientes com seguimento mínimo de 36 meses, observou-se menor taxa de SLD no Grupo 3 (41,2%) em comparação aos demais. Com a análise expandida para 818 pacientes, pacientes com DOI > 1 cm que não foram submetidos à radioterapia pósoperatória (PORT) apresentaram maior chance de óbito (HR = 4,145; IC 95%: 3,067-5,603; p < 0,001). Aqueles que receberam PORT apresentaram risco significativamente reduzido de morte (HR = 1,402; IC 95%: 1,053-1,867; p = 0,021) e efeito protetor significativo em termos de sobrevida global (SG; HR = 0,394; IC 95%: 0,313-0,496; p < 0,001). Também foram observados aumentos na sobrevida de doença específica (SDE; HR = 0,593; IC 95%: 0,431-0,814; p = 0,001) e na SLD (HR = 0,572; IC 95%: 0,424-0,772; p < 0,001) em pacientes com DOI > 1 cm tratados com PORT. Excluindo margens cirúrgicas positivas, a PORT influenciou positivamente a SG, SDE e SLD em casos de carcinoma de células escamosas da cavidade oral com outras características patológicas adversas (invasão perineural, invasão linfovascular e extensão extracapsular nodal). Por outro lado, apenas pacientes com ENE nas neoplasias se beneficiaram de quimiorradioterapia adjuvante concomitante em comparação à PORT isoladamente. CONCLUSÃO: Pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral que apresentam tumores extensos e profundos podem apresentar um pior prognóstico, principalmente quanto a sobrevida livre de doença. Da mesma forma, a profundidade de invasão é fator independente de risco para os diferentes desfechos oncológicos e pacientes com tumores com profundidade superior a 1 cm devem receber radioterapia adjuvante como meio de reduzir o risco de morte e de falha terapêutica.INTRODUCTION: Malignant neoplasms of the oral cavity, along with those of the oropharynx, are the most frequent cancers in the head and neck region. Oral cavity cancer, in general, has a poor prognosis and high mortality rates. In 2017, the eighth edition of the TNM classification was published, incorporating depth of invasion (DOI) into the T classification for oral tumors, resulting in the upstaging of several early lesions. Tumors with DOI greater than 1 cm were classified as stage III, regardless of the extent of mucosal involvement, as were pN1 tumors. This change made stage III a heterogeneous group of lesions. Moreover, adjuvant therapy has traditionally been recommended for pT4 tumors, the presence of nodal metastases, positive surgical margins, angiolymphatic invasion, perineural invasion, and/or extracapsular nodal extension (ENE). However, the role of adjuvant treatment based solely on DOI remains unclear.OBJECTIVE: To evaluate the extent of disease on the mucosal surface (greatest diameter of the primary lesion), tumor DOI, and the presence of cervical metastatic disease as independent and/or combined prognostic factors in patients with stage III oral cavity squamous cell carcinoma (OSCC) treated surgically. The study also aimed to assess the impact of adjuvant treatment on recurrence and mortality. METHODS: This was an analytical retrospective cohort study including patients with OSCC who underwent surgery between 2002 and 2023 at four Brazilian cancer centers. Only patients who underwent curative-intent surgery were included, excluding those previously treated or with distant metastases. Clinical, histopathological, and follow-up data were obtained through medical record and pathology report reviews and categorized according to the standardized criteria of the 8th edition of the AJCC manual. Patients were grouped based on tumor size, DOI, nodal involvement, and adjuvant treatment received. Statistical analysis included Kaplan-Meier survival curves, Log-Rank tests, univariate and multivariate Cox models, and interaction analyses between effect modifiers. RESULTS: Of the 324 patients included in the study, 75% were male, with a mean age of 60 years. The most affected subsite was the oraltongue (62.3%). Most tumors had a DOI > 10 mm (83.3%) and negative surgical margins (91.4%). Approximately 63% of patients received adjuvant radiotherapy, and 8% underwent chemoradiotherapy. The 60-month survival analysis showed a significant difference between patients with large but superficialtumors (greatest diameter > 4 cm, DOI 1 cm Group 1) and those with large and deep tumors (greatest diameter > 4 cm, DOI > 1 cm Group 3), both in disease-specific survival (87% vs. 64.1%; p = 0.017) and disease-free survival (DFS; 82.1% vs. 56.3%; p = 0.014). Among patients with a minimum follow-up of 36 months, DFS was lower in Group 3 (41.2%) compared to others. In an expanded analysis including 818 patients, those with DOI > 1 cm who did not receive postoperative radiotherapy (PORT) had a significantly higher risk of death (HR = 4.145; 95% CI: 3.067-5.603; p < 0.001). Patients who underwent PORT had a significantly reduced risk of death (HR = 1.402; 95% CI: 1.053-1.867; p =0.021) and a significant protective effect in overall survival (OS; HR = 0.394; 95% CI: 0.313-0.496; p < 0.001). Improvements were also seen in diseasespecific survival (DSS; HR = 0.593; 95% CI: 0.431-0.814; p = 0.001) and DFS (HR = 0.572; 95% CI: 0.424-0.772; p < 0.001) in patients with DOI > 1 cm treated with PORT. Excluding those with positive surgical margins, PORT positively influenced OS, DSS, and DFS in patients with OSCC and other adverse pathological features (perineural invasion, lymphovascular invasion, and ENE). Conversely, only patients with ENE benefited from adjuvant concurrent chemoradiotherapy compared to PORT alone. CONCLUSION: Patients with OSCC presenting with large and deep tumors may have a poorer prognosis, especially regarding disease-free survival. DOI is an independent risk factor for various oncologic outcomes, and patients with tumors with DOI greater than 1 cm should receive adjuvant radiotherapy to reduce the risk of death and treatment failure.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMatos, Leandro Luongo deGuimarães, Yasmin Laryssa Moura2025-06-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-04112025-163302/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-04T19:59:02Zoai:teses.usp.br:tde-04112025-163302Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-04T19:59:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III The importance of tumor size, depth of invasion and presence of lymph node metastasis as prognostic factors in stage III squamous cell carcinoma of the oral cavity |
| title |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| spellingShingle |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III Guimarães, Yasmin Laryssa Moura Estadiamento de neoplasias Lymphatic metastasis Metástase linfática Mouth neoplasms Neoplasias bucais Neoplasm staging Prognosis Prognóstico Radioterapia adjuvante Radiotherapy adjuvant |
| title_short |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| title_full |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| title_fullStr |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| title_full_unstemmed |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| title_sort |
A importância do tamanho tumoral, da profundidade de invasão e da presença de metástase linfonodal como fatores prognósticos no carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III |
| author |
Guimarães, Yasmin Laryssa Moura |
| author_facet |
Guimarães, Yasmin Laryssa Moura |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Matos, Leandro Luongo de |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Guimarães, Yasmin Laryssa Moura |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Estadiamento de neoplasias Lymphatic metastasis Metástase linfática Mouth neoplasms Neoplasias bucais Neoplasm staging Prognosis Prognóstico Radioterapia adjuvante Radiotherapy adjuvant |
| topic |
Estadiamento de neoplasias Lymphatic metastasis Metástase linfática Mouth neoplasms Neoplasias bucais Neoplasm staging Prognosis Prognóstico Radioterapia adjuvante Radiotherapy adjuvant |
| description |
INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna da cavidade oral, juntamente com a da orofaringe, são as mais frequentes da região da cabeça e do pescoço. O câncer de cavidade oral, de maneira geral, possui um prognóstico ruim e com altas taxas de mortalidade. Em 2017, foi publicada a oitava edição da classificação TNM, na qual a profundidade de invasão (do inglês, deep of invasion, DOI) foi adicionada à classificação T dos tumores orais, resultando no upstaging de diversas das lesões precoces. Aqueles tumores com mais de 1 cm de DOI foram classificados como estádio III, independentemente do tamanho da extensão na mucosa, bem como os tumores pN1. Dessa forma, o estádio III se tornou um grupo heterogêneo de lesões. Ainda, a terapia adjuvante tem sido indicada para pacientes pT4, na presença de metástases linfonodais, margens positivas, invasão angiolinfática, invasão perineural (IPN) e/ou extravasamento linfonodal extracapsular (ENE). O papel do tratamento adjuvante exclusivamente pela DOI é também desconhecido. OBJETIVO: Avaliar a extensão da doença na superfície da mucosa (maior diâmetro da lesão primária), profundidade de invasão tumoral e a presença de doença metastática cervical como fatores prognósticos independentes e/ou combinados em pacientes tratados cirurgicamente por carcinoma de células escamosas da cavidade oral estádio III. Foram também avaliados o efeito do tratamento adjuvante na prevenção de recidiva e morte desses pacientes. MÉTODOS: Estudo analítico de coorte retrospectiva, incluindo pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral, operados entre 2002 e 2023 em quatro centros oncológicos brasileiros. Foram selecionados pacientes submetidos a cirurgia curativa, excluindo-se aqueles previamente tratados ou com metástases à distância. Os dados clínicos, histopatológicos e de seguimento foram obtidos por revisão de prontuários e laudos, sendo categorizados conforme critérios padronizados da oitava edição do manual da American Joint Committee on Cancer (AJCC). Os pacientes foram agrupados com base no tamanho tumoral, profundidade de invasão, acometimento linfonodal e tratamento adjuvante recebido. A análise estatística incluiu curvas de Kaplan-Meier, testes de Log-Rank, modelos de Cox univariados e multivariados e análise de interação entre os modificadores de efeito. RESULTADOS: Dos 324 pacientes incluídos no estudo, 75% eram do sexo masculino e a média de idade foi de 60 anos. O principal subsítio acometido foi a língua (62,3%). A maioria dos tumores apresentou profundidade de invasão (DOI) > 10 mm (83,3%) e margens cirúrgicas livres (91,4%). Aproximadamente 63% dos pacientes receberam radioterapia adjuvante, e 8% foram submetidos à quimiorradioterapia. Na análise de sobrevida em 60 meses foi evidenciada diferença significativa entre o grupo de pacientes com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - porém pouco profundos - DOI 1 cm (Grupo 1) e aqueles com tumores extensos - maior diâmetro > 4 cm - e profundos - DOI > 1 cm (Grupo 3) tanto para sobrevida específica de doença (87% vs. 64,1%; p = 0,017) quanto para sobrevida livre de doença (SLD; 82,1% vs. 56,3%; p = 0,014). Quando incluídos apenas pacientes com seguimento mínimo de 36 meses, observou-se menor taxa de SLD no Grupo 3 (41,2%) em comparação aos demais. Com a análise expandida para 818 pacientes, pacientes com DOI > 1 cm que não foram submetidos à radioterapia pósoperatória (PORT) apresentaram maior chance de óbito (HR = 4,145; IC 95%: 3,067-5,603; p < 0,001). Aqueles que receberam PORT apresentaram risco significativamente reduzido de morte (HR = 1,402; IC 95%: 1,053-1,867; p = 0,021) e efeito protetor significativo em termos de sobrevida global (SG; HR = 0,394; IC 95%: 0,313-0,496; p < 0,001). Também foram observados aumentos na sobrevida de doença específica (SDE; HR = 0,593; IC 95%: 0,431-0,814; p = 0,001) e na SLD (HR = 0,572; IC 95%: 0,424-0,772; p < 0,001) em pacientes com DOI > 1 cm tratados com PORT. Excluindo margens cirúrgicas positivas, a PORT influenciou positivamente a SG, SDE e SLD em casos de carcinoma de células escamosas da cavidade oral com outras características patológicas adversas (invasão perineural, invasão linfovascular e extensão extracapsular nodal). Por outro lado, apenas pacientes com ENE nas neoplasias se beneficiaram de quimiorradioterapia adjuvante concomitante em comparação à PORT isoladamente. CONCLUSÃO: Pacientes com carcinoma de células escamosas da cavidade oral que apresentam tumores extensos e profundos podem apresentar um pior prognóstico, principalmente quanto a sobrevida livre de doença. Da mesma forma, a profundidade de invasão é fator independente de risco para os diferentes desfechos oncológicos e pacientes com tumores com profundidade superior a 1 cm devem receber radioterapia adjuvante como meio de reduzir o risco de morte e de falha terapêutica. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-06-26 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-04112025-163302/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-04112025-163302/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1848370470670303232 |