Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Rodrigues, Giorgi Augusto Borges
Orientador(a): Silva, Sandro Luis da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8162/tde-12052026-173447/
Resumo: Iremos publicar a versão original de sua dissertação, uma vez que, até o momento, não recebemos a versão corrigida e o prazo expirou há bastante tempo. Atenciosamente, Esta dissertação é resultado de uma de intervenção pedagógica realizada no âmbito do Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras – USP), cujo tema versa sobre a escrita na escola como uma atividade representativa de valor social. Ela surge da relação intrínseca entre a teoria e a prática, na qual buscamos caminhos para ressignificar a escrita na escola, que atualmente está sujeita a práticas prescritivistas, que antes tinham como foco a gramática e agora os gêneros do discurso. Na contramão deste paradigma, propomos uma alternativa de trabalho pedagógico com as linguagens, fundamentada em uma perspectiva dialógica, de forma que o aluno possa desenvolver uma consciência e uma postura de linguagem pluridiscursiva, posicionando-se contra, a favor ou até negociando sentidos, com as vozes que se manifestam socialmente: com que foi dito, com o que é dito, ou com o que se tem dito sobre um determinado tema. Fundamentados na filosofia de linguagem marxista e nos conceitos de enunciado concreto, de responsividade, linguagem interiormente persuasiva e autoria de Bakhtin e o círculo, articulamos um possível diálogo com outras fontes que defendem a escrita na escola como uma prática social, como é o caso dos autores Lerner (2002) e Ferrarezi (2014). Desta feita, o objetivo desta pesquisa é compreender como um interlocutor definido, assim como as condições de produção, de circulação e o suporte implicam as estratégias linguístico-discursivas para a produção de textos argumentativos, que configurem uma atividade representativa de valor social para o aluno. Em termos de metodologia, adotamos uma abordagem qualitativa, por meio de uma pesquisa-intervenção, na qual entram em jogo as experiências empíricas em sala de aula. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Cidade da Criança, em Praia Grande, São Paulo; com a turma do 9°B, do ensino fundamental anos finais: contexto do qual emergem inúmeros fatores que escancaram altos índices de estratificação social. No transcurso da escrita, buscamos estabelecer as convergências e divergências entre a teoria bakhtiniana sobre os gêneros do discurso e as propostas defendidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), pela Base Nacional Comum Curricular (2017) e seus desdobramentos na Matriz Curricular do Município de Praia Grande (São Paulo, 2024). Além disso, refletimos sobre algumas das teorias que defendem o ensino de linguagens por meio dos gêneros do discurso e as implicações teóricas e práticas que essas leituras encerram no contexto escolar. A partir disso, propomos uma sequência de atividades aos alunos, fundamentadas na perspectiva dialógica da linguagem, o que subsidiou a construção do corpus de análise desta pesquisa-intervenção. Os resultados obtidos demonstram que a escrita na escola, se fundeada em uma perspectiva dialógica da linguagem, pode ir além da reprodução de modelos de textos ou gêneros e se constituir uma atividade representativa de valor social, na qual o sujeito se reconhece no constructo discursivo como aquele capaz de se posicionar diante de uma diversidade de vozes sociais que circulam sobre um determinado tema
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spelling A escrita na escola: uma atividade representativa de valor social para alunos do 9° ano do Ensino Fundamental anos finaisWriting in school: a representative activity of social value for 9th grade students in the final years of Basic EducationRodrigues, Giorgi Augusto BorgesSilva, Sandro Luis daEducação básicaAutoriaEscrita na escolaDiscursoEnsino da ArgumentaçãoSchool WritingAuthorshipDiscourseBasic EducationTeaching of ArgumentationIremos publicar a versão original de sua dissertação, uma vez que, até o momento, não recebemos a versão corrigida e o prazo expirou há bastante tempo. Atenciosamente, Esta dissertação é resultado de uma de intervenção pedagógica realizada no âmbito do Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras – USP), cujo tema versa sobre a escrita na escola como uma atividade representativa de valor social. Ela surge da relação intrínseca entre a teoria e a prática, na qual buscamos caminhos para ressignificar a escrita na escola, que atualmente está sujeita a práticas prescritivistas, que antes tinham como foco a gramática e agora os gêneros do discurso. Na contramão deste paradigma, propomos uma alternativa de trabalho pedagógico com as linguagens, fundamentada em uma perspectiva dialógica, de forma que o aluno possa desenvolver uma consciência e uma postura de linguagem pluridiscursiva, posicionando-se contra, a favor ou até negociando sentidos, com as vozes que se manifestam socialmente: com que foi dito, com o que é dito, ou com o que se tem dito sobre um determinado tema. Fundamentados na filosofia de linguagem marxista e nos conceitos de enunciado concreto, de responsividade, linguagem interiormente persuasiva e autoria de Bakhtin e o círculo, articulamos um possível diálogo com outras fontes que defendem a escrita na escola como uma prática social, como é o caso dos autores Lerner (2002) e Ferrarezi (2014). Desta feita, o objetivo desta pesquisa é compreender como um interlocutor definido, assim como as condições de produção, de circulação e o suporte implicam as estratégias linguístico-discursivas para a produção de textos argumentativos, que configurem uma atividade representativa de valor social para o aluno. Em termos de metodologia, adotamos uma abordagem qualitativa, por meio de uma pesquisa-intervenção, na qual entram em jogo as experiências empíricas em sala de aula. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Cidade da Criança, em Praia Grande, São Paulo; com a turma do 9°B, do ensino fundamental anos finais: contexto do qual emergem inúmeros fatores que escancaram altos índices de estratificação social. No transcurso da escrita, buscamos estabelecer as convergências e divergências entre a teoria bakhtiniana sobre os gêneros do discurso e as propostas defendidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), pela Base Nacional Comum Curricular (2017) e seus desdobramentos na Matriz Curricular do Município de Praia Grande (São Paulo, 2024). Além disso, refletimos sobre algumas das teorias que defendem o ensino de linguagens por meio dos gêneros do discurso e as implicações teóricas e práticas que essas leituras encerram no contexto escolar. A partir disso, propomos uma sequência de atividades aos alunos, fundamentadas na perspectiva dialógica da linguagem, o que subsidiou a construção do corpus de análise desta pesquisa-intervenção. Os resultados obtidos demonstram que a escrita na escola, se fundeada em uma perspectiva dialógica da linguagem, pode ir além da reprodução de modelos de textos ou gêneros e se constituir uma atividade representativa de valor social, na qual o sujeito se reconhece no constructo discursivo como aquele capaz de se posicionar diante de uma diversidade de vozes sociais que circulam sobre um determinado temaThis dissertation presents the results of a pedagogical intervention carried out within the scope of the Professional Master\'s Program in Language Studies (ProfLetras – USP), focusing on school writing as a socially meaningful activity. It emerges from the intrinsic relationship between theory and practice, seeking ways to reframe writing in schools, which is currently subject to prescriptive practices–previously centered on grammar and now on discourse genres. In contrast to this paradigm, we propose a pedagogical approach to language grounded in a dialogic perspective, enabling students to develop a plurivocal linguistic awareness and stance, positioning themselves in favor, against, or in negotiation with the socially manifested voices: with what has been said, what is being said, or what is commonly said about a given topic. Based on Marxist philosophy of language and Bakhtin Circle concepts–such as concrete utterance, responsiveness, internally persuasive discourse, and authorship–we establish a dialogue with other authors who advocate for writing in school as a social practice, notably Lerner (2002) and Ferrarezi (2014). The aim of this research is to understand how a defined interlocutor, along with production conditions, circulation, and textual support, influences the linguistic-discursive strategies used in argumentative texts that represent a socially meaningful activity for students. Methodologically, we adopt a qualitative approach through research-intervention, involving empirical classroom experiences. The study was conducted at Escola Municipal Cidade da Criança, in Praia Grande, São Paulo, with a 9th-grade class in a context marked by high levels of social stratification. Throughout the writing process, we examine the convergences and divergences between Bakhtinian theory on discourse genres and the proposals outlined in Brazil\'s National Curriculum Parameters (1998), the Common National Curriculum Base (2017), and the 2024 Curriculum Matrix of the Municipality of Praia Grande. We also reflect on theories that support genre-based language teaching and the theoretical and practical implications these perspectives entail in the school context. Based on this, we propose a sequence of activities grounded in the dialogic perspective of language, which supported the construction of the analytical corpus of this research-intervention. The results show that school writing, when based on a dialogic perspective of language, can go beyond the reproduction of textual models or genres and become a socially meaningful activity, in which students recognize themselves as discursive subjects capable of positioning themselves amid the diversity of social voices circulating around a given themeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas2026-05-122026-05-13T09:01:02Z2025-12-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8162/tde-12052026-173447/10.11606/D.8.2025.tde-12052026-173447tde-12052026-173447Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPMestradomastersUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-13T09:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-12052026-173447
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description Iremos publicar a versão original de sua dissertação, uma vez que, até o momento, não recebemos a versão corrigida e o prazo expirou há bastante tempo. Atenciosamente, Esta dissertação é resultado de uma de intervenção pedagógica realizada no âmbito do Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras – USP), cujo tema versa sobre a escrita na escola como uma atividade representativa de valor social. Ela surge da relação intrínseca entre a teoria e a prática, na qual buscamos caminhos para ressignificar a escrita na escola, que atualmente está sujeita a práticas prescritivistas, que antes tinham como foco a gramática e agora os gêneros do discurso. Na contramão deste paradigma, propomos uma alternativa de trabalho pedagógico com as linguagens, fundamentada em uma perspectiva dialógica, de forma que o aluno possa desenvolver uma consciência e uma postura de linguagem pluridiscursiva, posicionando-se contra, a favor ou até negociando sentidos, com as vozes que se manifestam socialmente: com que foi dito, com o que é dito, ou com o que se tem dito sobre um determinado tema. Fundamentados na filosofia de linguagem marxista e nos conceitos de enunciado concreto, de responsividade, linguagem interiormente persuasiva e autoria de Bakhtin e o círculo, articulamos um possível diálogo com outras fontes que defendem a escrita na escola como uma prática social, como é o caso dos autores Lerner (2002) e Ferrarezi (2014). Desta feita, o objetivo desta pesquisa é compreender como um interlocutor definido, assim como as condições de produção, de circulação e o suporte implicam as estratégias linguístico-discursivas para a produção de textos argumentativos, que configurem uma atividade representativa de valor social para o aluno. Em termos de metodologia, adotamos uma abordagem qualitativa, por meio de uma pesquisa-intervenção, na qual entram em jogo as experiências empíricas em sala de aula. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Cidade da Criança, em Praia Grande, São Paulo; com a turma do 9°B, do ensino fundamental anos finais: contexto do qual emergem inúmeros fatores que escancaram altos índices de estratificação social. No transcurso da escrita, buscamos estabelecer as convergências e divergências entre a teoria bakhtiniana sobre os gêneros do discurso e as propostas defendidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), pela Base Nacional Comum Curricular (2017) e seus desdobramentos na Matriz Curricular do Município de Praia Grande (São Paulo, 2024). Além disso, refletimos sobre algumas das teorias que defendem o ensino de linguagens por meio dos gêneros do discurso e as implicações teóricas e práticas que essas leituras encerram no contexto escolar. A partir disso, propomos uma sequência de atividades aos alunos, fundamentadas na perspectiva dialógica da linguagem, o que subsidiou a construção do corpus de análise desta pesquisa-intervenção. Os resultados obtidos demonstram que a escrita na escola, se fundeada em uma perspectiva dialógica da linguagem, pode ir além da reprodução de modelos de textos ou gêneros e se constituir uma atividade representativa de valor social, na qual o sujeito se reconhece no constructo discursivo como aquele capaz de se posicionar diante de uma diversidade de vozes sociais que circulam sobre um determinado tema
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