O trabalho voluntário de tradução sob a perspectiva da autoetnografia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mitsuoka, Narjara Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
ANT
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8165/tde-18112024-130427/
Resumo: Esta tese analisa as características e implicações do trabalho voluntário de tradução e interpretação baseado no método da autoetnografia. Para tanto, tomaremos como objeto o projeto cultural denominado Tradutoras e Intérpretes que atuam voluntariamente na Associação Brasil-Soka Gakkai Internacional (BSGI). O ponto de partida para a pesquisa foi uma (auto)reflexão sobre minha trajetória como tradutora e intérprete voluntária, formação profissional e participação nessa rede. Nesse sentido, a observação como pesquisadora-participante, memórias, registros, (auto)relatos e as interações interpessoais tornam-se elementos metodológicos na abordagem autoetnográfica que, entrelaçados com os dados gerados no decorrer da pesquisa, desenham uma imagem mais detalhada do posicionamento desse grupo nos estudos da tradução. Foi realizado um estudo qualitativo com foco na prática como tradutoras e intérpretes voluntárias por meio de entrevistas e grupos focais, assim como uma pesquisa quantitativa sobre características sociodemográficas das participantes com a aplicação de dois questionários semiestruturados. Como se pretende estudar os atores que participam desse processo, não apenas indivíduos, mas a própria instituição e todos os recursos envolvidos no processo, assim como as transformações imbricadas nesse processo, a Teoria Ator-Rede (TAR), proposta por Bruno Latour, John Law e Michael Callon, que já tem sido amplamente aplicada aos estudos da tradução, complementa a fundamentação teórica. Com o intuito de analisar as limitações, a função e o desenvolvimento das tradutoras voluntárias e as implicações de gênero, sua experiência pessoal e profissional e suas relações socioculturais, utilizaremos as noções de habitus, campo e capital discutidas por Pierre Bourdieu. Finalmente, busca-se confirmar a premissa de que, para o grupo em questão, os valores que permeiam o seu trabalho, a despeito da recompensa financeira, agregam novas características aos estudos da tradução
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