Placentofagia humana: representações sociais de obstetrizes e enfermeiros obstetras
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-13112025-151048/ |
Resumo: | Introdução: Existem muitas crenças que envolvem a placenta em diversas culturas ao redor do mundo. Relatos sobre a placentofagia passaram a existir no final da década de 1970 nos Estados Unidos. Na atualidade, a prática do consumo da placenta humana também é baseada no valor e significado simbólico, que nos remete a crenças populares, e vem sendo disseminada nas redes sociais. Objetivo: Aprender as representações sociais de enfermeiros obstétricos e obstetrizes sobre placentofagia. Método: Pesquisa com estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa e suporte teórico-metodológico da Teoria da Representação Social com abordagem processual de Denise Jodelet. Foi desenvolvido com profissionais obstetrizes e enfermeiros obstétricos inscritos no Conselho de Enfermagem de São Paulo no total de 21 entrevistas, as quais foram transcritas e analisadas com auxílio do IRAMUTEQ. Resultados: cinco classes textuais de análise foram criadas: Classe 1: riscos de contaminação; Classe 2: benéficos da prática da placentofagia; Classe 3: o conhecimento sobre placentofagia; Classe 4: destinação da placenta; e Classe 5: protocolos institucionais para retirada da placenta. Discussão: Os achados do estudo destacam que as representações sociais da placentofagia entre obstetrizes e enfermeiros obstétricos são complexas e multifacetadas, envolvendo uma interação constante entre conhecimentos científicos, valores culturais e experiências profissionais. Permitiu identificar como essas dimensões interagem, gerando discursos que ora valorizam a autonomia e os direitos das mulheres, ora expressam preocupações éticas e sanitárias. Essa diversidade de perspectivas reforça a importância de investir na formação e capacitação dos profissionais de saúde, promovendo uma abordagem baseada em evidências científicas e sensível às diferenças culturais e simbólicas. Além disso, a criação e a implementação de protocolos institucionais claros e embasados são fundamentais para orientar práticas seguras e respeitosas, que atendam tanto às necessidades de segurança quanto aos desejos individuais das mulheres. Considerações Finais: Este estudo, possibilitou entender como obstetrizes e enfermeiros obstétricos se posicionam em relação à prática da placentofagia, revelando os significados atribuídos a essa prática, assim como os desafios enfrentados por esses profissionais. acreditase que a padronização das práticas contribua significativamente para o fortalecimento da enfermagem obstétrica e obstetriz, incentivando o gerenciamento da prática com segurança ao paciente. |
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Placentofagia humana: representações sociais de obstetrizes e enfermeiros obstetrasHuman placentophagy: social representations of midwives and obstetric nursesEnfermagemNursingObstetríciaObstetricsPeríodo Pós-PartoPlacentaPlacentaPostpartum PeriodRepresentação SocialSocial RepresentationIntrodução: Existem muitas crenças que envolvem a placenta em diversas culturas ao redor do mundo. Relatos sobre a placentofagia passaram a existir no final da década de 1970 nos Estados Unidos. Na atualidade, a prática do consumo da placenta humana também é baseada no valor e significado simbólico, que nos remete a crenças populares, e vem sendo disseminada nas redes sociais. Objetivo: Aprender as representações sociais de enfermeiros obstétricos e obstetrizes sobre placentofagia. Método: Pesquisa com estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa e suporte teórico-metodológico da Teoria da Representação Social com abordagem processual de Denise Jodelet. Foi desenvolvido com profissionais obstetrizes e enfermeiros obstétricos inscritos no Conselho de Enfermagem de São Paulo no total de 21 entrevistas, as quais foram transcritas e analisadas com auxílio do IRAMUTEQ. Resultados: cinco classes textuais de análise foram criadas: Classe 1: riscos de contaminação; Classe 2: benéficos da prática da placentofagia; Classe 3: o conhecimento sobre placentofagia; Classe 4: destinação da placenta; e Classe 5: protocolos institucionais para retirada da placenta. Discussão: Os achados do estudo destacam que as representações sociais da placentofagia entre obstetrizes e enfermeiros obstétricos são complexas e multifacetadas, envolvendo uma interação constante entre conhecimentos científicos, valores culturais e experiências profissionais. Permitiu identificar como essas dimensões interagem, gerando discursos que ora valorizam a autonomia e os direitos das mulheres, ora expressam preocupações éticas e sanitárias. Essa diversidade de perspectivas reforça a importância de investir na formação e capacitação dos profissionais de saúde, promovendo uma abordagem baseada em evidências científicas e sensível às diferenças culturais e simbólicas. Além disso, a criação e a implementação de protocolos institucionais claros e embasados são fundamentais para orientar práticas seguras e respeitosas, que atendam tanto às necessidades de segurança quanto aos desejos individuais das mulheres. Considerações Finais: Este estudo, possibilitou entender como obstetrizes e enfermeiros obstétricos se posicionam em relação à prática da placentofagia, revelando os significados atribuídos a essa prática, assim como os desafios enfrentados por esses profissionais. acreditase que a padronização das práticas contribua significativamente para o fortalecimento da enfermagem obstétrica e obstetriz, incentivando o gerenciamento da prática com segurança ao paciente.Introduction: There are many beliefs involving the placenta in various cultures around the world. Reports about placentophagy began to exist in the late 1970s in the United States. Currently, the practice of consuming the human placenta is also based on symbolic value and meaning, which refers to popular beliefs, and has been disseminated on social networks. Objective: To learn the social representations of obstetric nurses and midwives about placentophagy. Method: Research with a descriptive, exploratory study with a qualitative approach and theoretical-methodological support from the Theory of Social Representation with a procedural approach by Denise Jodelet. It was developed with professional midwives and midwives registered with the Nursing Council of São Paulo in a total of 21 interviews, which were transcribed and analyzed with the help of IRAMUTEQ. Results: five textual classes of analysis were created: Class 1: risks of contamination; Class 2: benefits of the practice of placentophagy; Class 3: knowledge about placentophagy; Class 4: placenta disposal; and Class 5: institutional protocols for placenta removal. Discussion: The study findings highlight that the social representations of placentophagy among midwives and obstetric nurses are complex and multifaceted, involving a constant interaction between scientific knowledge, cultural values, and professional experiences. It allowed us to identify how these dimensions interact, generating discourses that sometimes value women\'s autonomy and rights, and sometimes express ethical and health concerns. This diversity of perspectives reinforces the importance of investing in the education and training of health professionals, promoting an approach based on scientific evidence and sensitive to cultural and symbolic differences. In addition, the creation and implementation of clear and well-founded institutional protocols are essential to guide safe and respectful practices that meet both the safety needs and the individual desires of women. Final Considerations: This study made it possible to understand how midwives and obstetric nurses position themselves in relation to the practice of placentophagy, revealing the meanings attributed to this practice, as well as the challenges faced by these professionals. It is believed that the standardization of practices contributes significantly to the strengthening of obstetric and midwifery nursing, encouraging the management of the practice with patient safety.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSantos, Marcelo José dosSantana, Fabiana Lopes Pereira2025-05-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-13112025-151048/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-19T11:32:01Zoai:teses.usp.br:tde-13112025-151048Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-19T11:32:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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