Coping religioso/espiritual em adolescentes com fissura orofacial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-03122025-121739/ |
Resumo: | Objetivos: identificar o uso do coping religioso/espiritual (CRE) em adolescentes com fissura orofacial e associar à complexidade anatômica da malformação. Casuística de método: estudo observacional e transversal, desenvolvido em um hospital público e terciário, situado no interior de São Paulo, no Brasil, entre maio e setembro de 2024. Foram incluídos os adolescentes com fissura de lábio, lábio e palato e de palato, submetidos previamente à correção cirúrgica, com idade compreendida entre 12 anos completos e 17 anos, 11 meses e 29 dias. Foram excluídos os adolescentes com fissura orofacial associada a síndromes ou outras malformações, com comprometimento neurológico, metabólico e/ou cardiovascular, em uso de psicofármacos, e aqueles que estavam em tratamento psicológico e/ou psiquiátrico. Para a coleta de dados, utilizou-se um Questionário Sociodemográfico e a Escala de CRE Breve. Para a análise dos dados, empregou-se a análise estatística descritiva e a regressão binária, com nível de significância de 5% (p0,05). Resultados: participaram 74 adolescentes, com média de idade de 15,2 anos (Dp=1,51), sendo 42 do sexo masculino (56,8%). Quanto ao tipo de fissura orofacial, 44 apresentavam fissura de lábio e palato (59,5%), 15 fissura labial (20,3%) e 15 fissura palatina (20,3%). Prevaleceram aqueles com ensino médio incompleto (67,6%; n=49), estudantes de escolas públicas (87,8%; n=65), solteiros (83,8%; n=62), de classe socioeconômica baixa superior (69,9%; n=51), com moradia própria (79,7%; n= 59), com religião (89,18%; n=66), católicos (45,9%; n=34), praticantes da religião (62,2%; n=46), sem filhos (100%; n=74) e sem exercer trabalho/atividade remunerada (82,4%; n=61). A média dos valores de CRE total foi de 3,58 (Dp=0,34), refletindo elevada utilização do CRE como estratégia de enfrentamento. Houve maior utilização do CRE positivo (Média=3,03; Dp=0,66) em comparação ao CRE negativo (Média=1,85; Dp=0,49), o que foi evidenciado pela Razão CRE negativo/CRE positivo (Média=0,64; Dp=0,21). Os fatores que mais contribuíram para o CRE positivo e negativo foram, respectivamente, a posição positiva frente a Deus (Média=3,41; Dp=0,5) e a posição negativa frente Deus (Média=2,58; Dp=0,834). Evidenciou-se que os adolescentes com fissura de lábio possuíam chances 37 vezes maiores de utilizar o CRE positivo (p=0.002; OR=36.990), em comparação aos que apresentavam a fissura de palato. O ato de praticar a religião aumentou em 11 vezes essa chance (p=0.003; OR=10.651). Conclusão: adolescentes com fissura orofacial utilizavam o CRE positivo enquanto modalidade de enfrentamento, sendo prevalente entre aqueles com fissura de lábio e que praticavam a religião. Esses achados fortalecem a presunção de que a espiritualidade e a religiosidade são indicadores de saúde e bem-estar. |
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Foram excluídos os adolescentes com fissura orofacial associada a síndromes ou outras malformações, com comprometimento neurológico, metabólico e/ou cardiovascular, em uso de psicofármacos, e aqueles que estavam em tratamento psicológico e/ou psiquiátrico. Para a coleta de dados, utilizou-se um Questionário Sociodemográfico e a Escala de CRE Breve. Para a análise dos dados, empregou-se a análise estatística descritiva e a regressão binária, com nível de significância de 5% (p0,05). Resultados: participaram 74 adolescentes, com média de idade de 15,2 anos (Dp=1,51), sendo 42 do sexo masculino (56,8%). Quanto ao tipo de fissura orofacial, 44 apresentavam fissura de lábio e palato (59,5%), 15 fissura labial (20,3%) e 15 fissura palatina (20,3%). Prevaleceram aqueles com ensino médio incompleto (67,6%; n=49), estudantes de escolas públicas (87,8%; n=65), solteiros (83,8%; n=62), de classe socioeconômica baixa superior (69,9%; n=51), com moradia própria (79,7%; n= 59), com religião (89,18%; n=66), católicos (45,9%; n=34), praticantes da religião (62,2%; n=46), sem filhos (100%; n=74) e sem exercer trabalho/atividade remunerada (82,4%; n=61). A média dos valores de CRE total foi de 3,58 (Dp=0,34), refletindo elevada utilização do CRE como estratégia de enfrentamento. Houve maior utilização do CRE positivo (Média=3,03; Dp=0,66) em comparação ao CRE negativo (Média=1,85; Dp=0,49), o que foi evidenciado pela Razão CRE negativo/CRE positivo (Média=0,64; Dp=0,21). Os fatores que mais contribuíram para o CRE positivo e negativo foram, respectivamente, a posição positiva frente a Deus (Média=3,41; Dp=0,5) e a posição negativa frente Deus (Média=2,58; Dp=0,834). Evidenciou-se que os adolescentes com fissura de lábio possuíam chances 37 vezes maiores de utilizar o CRE positivo (p=0.002; OR=36.990), em comparação aos que apresentavam a fissura de palato. O ato de praticar a religião aumentou em 11 vezes essa chance (p=0.003; OR=10.651). Conclusão: adolescentes com fissura orofacial utilizavam o CRE positivo enquanto modalidade de enfrentamento, sendo prevalente entre aqueles com fissura de lábio e que praticavam a religião. Esses achados fortalecem a presunção de que a espiritualidade e a religiosidade são indicadores de saúde e bem-estar.Objectives: to identify the use of religious/spiritual coping (CRE) in adolescents with orofacial cleft and associate it with the anatomical complexity of the malformation. Methodology: observational and cross-sectional study, developed in a public and tertiary hospital, located in the interior of São Paulo, Brazil, between May and September 2024. Adolescents with cleft lip, lip and palate, and palate, previously submitted to surgical correction, aged between 12 years and 17 years, 11 months, and 29 days, were included. Adolescents with orofacial cleft associated with syndromes or other malformations, with neurological, metabolic, and/or cardiovascular impairment, using psychotropic drugs, and those who were undergoing psychological and/or psychiatric treatment, were excluded. For data collection, a Sociodemographic Questionnaire and the Brief RSC Scale were used. Descriptive statistical analysis and binary regression were used to analyze the data, with a significance level of 5% (p0.05). Results: 74 adolescents participated, with a mean age of 15.2 years (SD=1.51), 42 of whom were male (56.8%). Regarding the type of orofacial cleft, 44 had cleft lip and palate (59.5%), 15 had cleft lip (20.3%) and 15 had cleft palate (20.3%). The prevalence of those with incomplete secondary education was (67.6%; n=49), public schools students (87.8%; n=65), single (83.8%; n=62), from lower or upper socioeconomic class (69.9%; n=51), with their own homes (79.7%; n=59), with a religion (89.18%; n=66), Catholic (45.9%; n=34), practicing religion (62.2%; n=46), without children (100%; n=74) and without paid work/activity (82.4%; n=61). The mean total CRE value was 3.58 (SD=0.34), reflecting high use of CRE as a coping strategy. There was greater use of positive CRE (Mean=3.03; SD=0.66) compared to negative CRE (Mean=1.85; SD=0.49), which was evidenced by the negative CRE/positive CRE ratio (Mean=0.64; SD=0.21). The factors which have most contributed to positive and negative CRE were, respectively, the positive position before God (Mean=3.41; SD=0.5) and the negative position before God (Mean=2.58; SD=0.834). It was evidenced that adolescents with cleft lip had a 37 times greater chance of using positive CRE (p=0.002; OR=36.990), compared to those with cleft palate. The act of practicing religion increased this chance by 11 times (p=0.003; OR=10.651). Conclusion: adolescents with orofacial clefts used positive RSC as a coping method, which was prevalent among those with cleft lip and who practiced religion. These findings reinforce the assumption that spirituality and religiosity are indicators of health and well-being.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTrettene, Armando dos SantosCarvalho, Bárbara Luiza Rodrigues2025-08-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-03122025-121739/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-11T13:07:02Zoai:teses.usp.br:tde-03122025-121739Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-11T13:07:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivos: identificar o uso do coping religioso/espiritual (CRE) em adolescentes com fissura orofacial e associar à complexidade anatômica da malformação. Casuística de método: estudo observacional e transversal, desenvolvido em um hospital público e terciário, situado no interior de São Paulo, no Brasil, entre maio e setembro de 2024. Foram incluídos os adolescentes com fissura de lábio, lábio e palato e de palato, submetidos previamente à correção cirúrgica, com idade compreendida entre 12 anos completos e 17 anos, 11 meses e 29 dias. Foram excluídos os adolescentes com fissura orofacial associada a síndromes ou outras malformações, com comprometimento neurológico, metabólico e/ou cardiovascular, em uso de psicofármacos, e aqueles que estavam em tratamento psicológico e/ou psiquiátrico. Para a coleta de dados, utilizou-se um Questionário Sociodemográfico e a Escala de CRE Breve. Para a análise dos dados, empregou-se a análise estatística descritiva e a regressão binária, com nível de significância de 5% (p0,05). Resultados: participaram 74 adolescentes, com média de idade de 15,2 anos (Dp=1,51), sendo 42 do sexo masculino (56,8%). Quanto ao tipo de fissura orofacial, 44 apresentavam fissura de lábio e palato (59,5%), 15 fissura labial (20,3%) e 15 fissura palatina (20,3%). Prevaleceram aqueles com ensino médio incompleto (67,6%; n=49), estudantes de escolas públicas (87,8%; n=65), solteiros (83,8%; n=62), de classe socioeconômica baixa superior (69,9%; n=51), com moradia própria (79,7%; n= 59), com religião (89,18%; n=66), católicos (45,9%; n=34), praticantes da religião (62,2%; n=46), sem filhos (100%; n=74) e sem exercer trabalho/atividade remunerada (82,4%; n=61). A média dos valores de CRE total foi de 3,58 (Dp=0,34), refletindo elevada utilização do CRE como estratégia de enfrentamento. Houve maior utilização do CRE positivo (Média=3,03; Dp=0,66) em comparação ao CRE negativo (Média=1,85; Dp=0,49), o que foi evidenciado pela Razão CRE negativo/CRE positivo (Média=0,64; Dp=0,21). Os fatores que mais contribuíram para o CRE positivo e negativo foram, respectivamente, a posição positiva frente a Deus (Média=3,41; Dp=0,5) e a posição negativa frente Deus (Média=2,58; Dp=0,834). Evidenciou-se que os adolescentes com fissura de lábio possuíam chances 37 vezes maiores de utilizar o CRE positivo (p=0.002; OR=36.990), em comparação aos que apresentavam a fissura de palato. O ato de praticar a religião aumentou em 11 vezes essa chance (p=0.003; OR=10.651). Conclusão: adolescentes com fissura orofacial utilizavam o CRE positivo enquanto modalidade de enfrentamento, sendo prevalente entre aqueles com fissura de lábio e que praticavam a religião. Esses achados fortalecem a presunção de que a espiritualidade e a religiosidade são indicadores de saúde e bem-estar. |
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