Caracterização do Último Interglacial sensu lato com base em geoquímica e foraminíferos planctônicos na margem continental sudeste brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Nishizaki, Carla
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21136/tde-09022015-102025/
Resumo: A partir de registros de dois testemunhos, KF-12 localizado na Bacia de Campos e KF-18 na Bacia de Santos, ambos na margem continental sudeste brasileira, realizou-se a caracterização do Último Interglacial s.l., de 60 a 130 ka atrás. Primeiramente, estabeleceu-se um Modelo de Idade para o KF-12 tendo como referência a curva do KF-18 que já possuía uma boa cronologia. Com a curva do plexo Menardii, determinou-se as biozonas de Ericson e Wollin (1968) e constatou-se a diferença existente entre os limites da Zona X e do estágio isotópico marinho 5. Os limites inferidos para a biozona X foram 135,6 ka AP (limite inferior), e 82,3 ka AP (limite superior) para o testemunho KF-18 e; para o KF-12, 133,5 ka AP (limite inferior) a 88,4 ka AP (limite superior). O estágio isotópico marinho (MIS) 5, na região de estudo, compreende o intervalo entre 129,5 e 71,1 ka AP, em ambos os testemunhos. Também foram utilizados outros dados, tais como, razão isotópica em foraminífero planctônico, fauna, teor de carbonato, razão Ti/Ca e Fe/Ca através dos quais pôde-se estimar paleotemperaturas da superfície do mar, aporte de material terrígeno de acordo com as condições úmidas/seca da região de estudo durante o intervalo de interesse. Por fim, verificou-se que tanto os dados isotópicos de oxigênio (δ18O) do testemunho de gelo da Groenlândia (NGRIP) quanto os da razão de deutério da Antártica variaram de forma semelhante aos δ18O de foraminíferos bentônicos do KF-12 e KF-18, confirmando o sincronismo de tais registros.
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