Obtenção e caracterização de blendas colágeno: quitosana para utilização como biomaterial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Tonhi, Edivan
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-14102025-100919/
Resumo: Tanto o colágeno quanto a quitosana têm sido amplamente utilizados na medicina e na odontologia como biomateriais, uma vez que são polímeros biocompatíveis, atóxicos e abundantes na natureza. Neste trabalho, foram obtidas blendas de colágeno:quitosana nas proporções de 3:1, 1:1 e 1:3, e estudou-se a interação entre esses dois biopolímeros em duas formas físicas: membranas e soluções. Os resultados indicaram que a quitosana não interferiu no arranjo estrutural do colágeno em tripla hélice e que, caso ocorra interação entre colágeno e quitosana, esta deve ser predominantemente eletrostática, envolvendo os grupos -NH3+ da quitosana e -COO- do colágeno. As blendas também foram avaliadas quanto à estabilidade térmica, por termogravimetria e calorimetria exploratória diferencial; à capacidade de absorção de água pelas membranas, por ensaios de embebição; à morfologia, por microscopia eletrônica de varredura; ao comportamento mecânico, por ensaios de tração-deformação; e à estabilidade biológica, por ensaios in vitro de hidrólise enzimática do colágeno frente à colagenase. Verificou-se que propriedades como entumescimento, viscosidade, resistência à tração, deformação e morfologia apresentadas individualmente pelo colágeno e pela quitosana são transferidas para as blendas, podendo ser controladas pela variação de suas proporções. Concluiu-se, ainda, que a quitosana interfere no processo de degradação do colágeno frente à colagenase.
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