Teste de aglutinação em látex para diagnóstico de Escherichia coli enteroagregativa: dispersina como alvo para detecção

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Florêncio, Caroline
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-17012025-154523/
Resumo: Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) é considerado um patotipo heterogêneo, pois nem todas as cepas apresentam os mesmos fatores de virulência, o que dificulta o seu diagnóstico laboratorial. Embora testes moleculares tenham sido padronizados e avaliados, na tentativa de substituir o ensaio de adesão in vitro que define o padrão agregativo em células epiteliais cultivadas, a presença de genes em isolados bacterianos não garante a sua expressão ou a produção de seus fatores de virulência associados. Análises dos genomas de EAEC em bancos de dados (NCBI) mostraram que a maioria das cepas carrega o gene aap, o qual codifica a dispersina, sugerindo que ela poderia ser usada como um excelente marcador para a detecção de EAEC. Desta forma o objetivo deste estudo foi desenvolver e padronizar um ensaio de aglutinação em látex para o diagnóstico rápido deste patotipo, visando a detecção da dispersina. Inicialmente, a dispersina recombinante foi purificada para produção de antissoro específico. Após a purificação do soro, o IgG foi conjugado a partículas de látex para a padronização do teste de aglutinação. Para avaliação da detecção da dispersina, duas condições de cultivo bacteriano foram avaliadas: caldo Tryptic Soy Broth (TSB) e ágar MacConkey, ajustando-se a concentração bacteriana para unidades formadoras de colônia ou pela escala de McFarland; sendo assim a maior positividade de detecção foi observada quando as cepas foram cultivadas em TSB, obtendo-se uma positividade de 83% e negatividade de 96%. Para validação dos testes, utilizou-se o ensaio de ELISA indireto, que definiu as cepas verdadeiramente produtoras de dispersina e as cepas não produtoras. Dessa forma, o teste de aglutinação em látex apresentou sensibilidade de 90%, especificidade de 100% e eficiência de 95%. Esses resultados sustentam o potencial do teste de aglutinação em látex para o diagnóstico de EAEC, especialmente em laboratórios com pouca infraestrutura.
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