Efeitos da radiação gama nas propriedades ópticas, paramagnéticas e termoluminescentes da prehnita natural
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-20032026-101235/ |
Resumo: | Para este trabalho, a caracterização física do mineral natural prehnita, de fórmula química Ca2Al(AlSi3O10)(OH)2, foi realizada para verificar sua adequação como um material dosimétrico para aplicações de radiação ionizante de alta dose. Análises das composições químicas, cristalinidades e propriedades ópticas e elétricas das amostras P0, P1 e P3 foram realizadas. De acordo com a Fluorescência de Raios X (FRX) e Difração de Raios X (DRX), a prehnita é composta de óxidos principais, incluindo SiO2, Al2O3 e CaO; e óxidos menores como MnO e Fe2O3. A estrutura cristalina da prehnita manteve-se estável até 600 ºC, conforme indicado pelos resultados de DRX e pela preservação dos modos vibracionais Raman. Em temperaturas mais elevadas, acima de 800 ºC, observou-se a perda de cristalinidade no DRX e o aparecimento de bandas largas no Raman, evidenciando a transformação para uma fase amorfa. A análise por ICP-MS identificou elementos em concentrações traço não detectados por FRX, como K (~530 μg/g), Mn (~234 μg/g) e Na (~198 μg/g), que podem influenciar a resposta termoluminescente do material. Entre as amostras, P1 é a mais promissora, mostrando a maior resposta a altas doses. A resposta em função da dose demonstrou, para o pico em 245 ºC e em 325 ºC, regiões lineares nos intervalos de 0,1- 2 kGy e 0,5-20 kGy, respectivamente, com saturação ocorrendo entre 30 e 100 kGy. As energias de ativação da armadilha de 1,07-1,55 eV foram obtidas por estudos de Termoluminescência (TL), utilizando análise cinética baseada no método Tm-Tstop e taxas de aquecimento variadas. A absorção óptica apresentou modificações tanto em 1400 nm quanto em 1900 nm, provavelmente devido à presença de grupos OH- ou água no mineral, com intensidade decrescente durante os tratamentos térmicos, indicando uma desidratação progressiva. Estudos de Ressonância Paramagnética Eletrônica (RPE) para as amostras tratadas comprovaram a existência de íons Fe3+ e Mn2+, que não foram afetados pela radiação gama. Os resultados combinados indicam que o uso de prehnita, particularmente da amostra P1, pode ser usado como um material dosimétrico de alta dose estável e sensível. |
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Efeitos da radiação gama nas propriedades ópticas, paramagnéticas e termoluminescentes da prehnita naturalEffects of gamma radiation on the optical, paramagnetic, and thermoluminescent properties of natural prehniteabsorção ópticadifração de raios XEPRoptical absorptionprehnitaprehniteRPEtermoluminescênciathermoluminescenceX-ray diffractionPara este trabalho, a caracterização física do mineral natural prehnita, de fórmula química Ca2Al(AlSi3O10)(OH)2, foi realizada para verificar sua adequação como um material dosimétrico para aplicações de radiação ionizante de alta dose. Análises das composições químicas, cristalinidades e propriedades ópticas e elétricas das amostras P0, P1 e P3 foram realizadas. De acordo com a Fluorescência de Raios X (FRX) e Difração de Raios X (DRX), a prehnita é composta de óxidos principais, incluindo SiO2, Al2O3 e CaO; e óxidos menores como MnO e Fe2O3. A estrutura cristalina da prehnita manteve-se estável até 600 ºC, conforme indicado pelos resultados de DRX e pela preservação dos modos vibracionais Raman. Em temperaturas mais elevadas, acima de 800 ºC, observou-se a perda de cristalinidade no DRX e o aparecimento de bandas largas no Raman, evidenciando a transformação para uma fase amorfa. A análise por ICP-MS identificou elementos em concentrações traço não detectados por FRX, como K (~530 μg/g), Mn (~234 μg/g) e Na (~198 μg/g), que podem influenciar a resposta termoluminescente do material. Entre as amostras, P1 é a mais promissora, mostrando a maior resposta a altas doses. A resposta em função da dose demonstrou, para o pico em 245 ºC e em 325 ºC, regiões lineares nos intervalos de 0,1- 2 kGy e 0,5-20 kGy, respectivamente, com saturação ocorrendo entre 30 e 100 kGy. 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Os resultados combinados indicam que o uso de prehnita, particularmente da amostra P1, pode ser usado como um material dosimétrico de alta dose estável e sensível.For this work, the physical characterization of the natural mineral prehnite, with the chemical formula Ca2Al(AlSi3O10)(OH)2, was carried out to verify its suitability as a dosimetric material for high-dose ionizing radiation applications. Analyses of the chemical compositions, crystallinities, and optical and electrical properties of samples P0, P1, and P3 were performed. According to X-ray Fluorescence (XRF) and X-ray Diffraction (XRD), prehnite is composed of major oxides, including SiO2, Al2O3, and CaO; and minor oxides such as MnO and Fe2O3. The crystalline structure of prehnite remained stable up to 600 ºC, as indicated by the XRD results and the preservation of Raman vibrational modes. At higher temperatures, above 800 ºC, a loss of crystallinity was observed in the XRD and the appearance of broad bands in the Raman, evidencing the transformation to an amorphous phase. ICP-MS analysis identified trace elements not detected by XRF, such as K (~530 μg/g), Mn (~234 μg/g), and Na (~198 μg/g), which may influence the Thermoluminescent response of the material. Among the samples, P1 is the most promising, exhibiting the highest response at high doses. The doseresponse behavior showed linear regions for the peaks at 245 ºC and 325 ºC in the ranges of 0.1-2 kGy and 0.5-20 kGy, respectively, with saturation occurring between 30 and 100 kGy. Trap activation energies of 1.07-1.55 eV were obtained by Thermoluminescence (TL) studies, using kinetic analysis based on the Tm-Tstop method and varying heating rates. Optical Absorption showed modifications at both 1400 nm and 1900 nm, probably due to the presence of OH- groups or water in the mineral, with decreasing intensity during heat treatments, indicating progressive dehydration. Electron Paramagnetic Resonance (EPR) studies on the heat treated samples confirmed the existence of Fe3+ and Mn2+ ions, which were unaffected by gamma radiation. The combined results indicate that the use of prehnite, particularly sample P1, can be used as a stable and sensitive high-dose dosimetric material.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPChubaci, Jose Fernando DinizGomes, Monise Brito2025-09-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-20032026-101235/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-23T13:47:07Zoai:teses.usp.br:tde-20032026-101235Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-23T13:47:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Para este trabalho, a caracterização física do mineral natural prehnita, de fórmula química Ca2Al(AlSi3O10)(OH)2, foi realizada para verificar sua adequação como um material dosimétrico para aplicações de radiação ionizante de alta dose. Análises das composições químicas, cristalinidades e propriedades ópticas e elétricas das amostras P0, P1 e P3 foram realizadas. De acordo com a Fluorescência de Raios X (FRX) e Difração de Raios X (DRX), a prehnita é composta de óxidos principais, incluindo SiO2, Al2O3 e CaO; e óxidos menores como MnO e Fe2O3. A estrutura cristalina da prehnita manteve-se estável até 600 ºC, conforme indicado pelos resultados de DRX e pela preservação dos modos vibracionais Raman. Em temperaturas mais elevadas, acima de 800 ºC, observou-se a perda de cristalinidade no DRX e o aparecimento de bandas largas no Raman, evidenciando a transformação para uma fase amorfa. A análise por ICP-MS identificou elementos em concentrações traço não detectados por FRX, como K (~530 μg/g), Mn (~234 μg/g) e Na (~198 μg/g), que podem influenciar a resposta termoluminescente do material. Entre as amostras, P1 é a mais promissora, mostrando a maior resposta a altas doses. A resposta em função da dose demonstrou, para o pico em 245 ºC e em 325 ºC, regiões lineares nos intervalos de 0,1- 2 kGy e 0,5-20 kGy, respectivamente, com saturação ocorrendo entre 30 e 100 kGy. As energias de ativação da armadilha de 1,07-1,55 eV foram obtidas por estudos de Termoluminescência (TL), utilizando análise cinética baseada no método Tm-Tstop e taxas de aquecimento variadas. A absorção óptica apresentou modificações tanto em 1400 nm quanto em 1900 nm, provavelmente devido à presença de grupos OH- ou água no mineral, com intensidade decrescente durante os tratamentos térmicos, indicando uma desidratação progressiva. Estudos de Ressonância Paramagnética Eletrônica (RPE) para as amostras tratadas comprovaram a existência de íons Fe3+ e Mn2+, que não foram afetados pela radiação gama. Os resultados combinados indicam que o uso de prehnita, particularmente da amostra P1, pode ser usado como um material dosimétrico de alta dose estável e sensível. |
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