Y al morir al hombre enseña: patriotismo e ilustração no teatro hispano-americano (1760-1830)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-08122025-111210/ |
Resumo: | Esta tese analisa a centralidade das ideias da Ilustração nos debates sobre o teatro e os modos pelos quais elas alteraram substancialmente seu desenvolvimento no mundo hispânico entre os séculos XVIII e XIX. O trabalho parte do contexto reformista espanhol setecentista para apresentar o debate que revisou os pressupostos cênicos e dramatúrgicos herdados do século XVII, reposicionando-os para atender ao impulso pedagógico e moralizante das Luzes na segunda metade do século XVIII. A força destas ideias e a renovação na cena da metrópole deu lugar a diversos coliseus que se espalharam pelo continente americano no ocaso do período colonial, entre as décadas de 1780 e 1810. Em seguida, mostramos como, a partir da crise iniciada em 1808, o teatro passa a ter um papel central nas discussões que os projetos independentistas empreenderam, mobilizando a dramaturgia agora para atuar na forja das adesões aos projetos de emancipação em curso por meio de um discurso cívico e moral que recolheu do ideário ilustrado suas matrizes poéticas e conceituais. Para marcar esta inflexão durante as Guerras de Independência, analisamos comparativamente três peças: Camila, o la patriota de Sudamérica de Camilo Henríquez (1817), Tupac Amaru de Luís Ambrosio Morante (1821) e La Pola de José Domínguez Roche (1820/1826). Além da leitura da dramaturgia do período, a tese analisa a documentação burocrática sobre o teatro, debates retórico-poéticos e textos da imprensa a fim de reconstituir os intensos debates sobre os fundamentos do teatro num período de profundas rupturas políticas. Este trabalho demonstra como as esferas da cultura e da política se relacionam de maneira singular no período, sempre atravessadas por uma tensão extraída das contradições da matéria social. Repensado em seu lugar social pelas reformas ilustradas do século XVIII e revisto constante durante as Guerras de Independência, teatro como objeto de estudo permite desentranhar questões de vasta projeção no século XIX |
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Y al morir al hombre enseña: patriotismo e ilustração no teatro hispano-americano (1760-1830)Não constaCultura e políticaCulture and politicsEnlightenmentGuerras de IndependênciaHispanic-American theaterIlustraçãoSpanish theaterTeatro espanholTeatro hispano-americanoWars of IndependenceEsta tese analisa a centralidade das ideias da Ilustração nos debates sobre o teatro e os modos pelos quais elas alteraram substancialmente seu desenvolvimento no mundo hispânico entre os séculos XVIII e XIX. O trabalho parte do contexto reformista espanhol setecentista para apresentar o debate que revisou os pressupostos cênicos e dramatúrgicos herdados do século XVII, reposicionando-os para atender ao impulso pedagógico e moralizante das Luzes na segunda metade do século XVIII. A força destas ideias e a renovação na cena da metrópole deu lugar a diversos coliseus que se espalharam pelo continente americano no ocaso do período colonial, entre as décadas de 1780 e 1810. Em seguida, mostramos como, a partir da crise iniciada em 1808, o teatro passa a ter um papel central nas discussões que os projetos independentistas empreenderam, mobilizando a dramaturgia agora para atuar na forja das adesões aos projetos de emancipação em curso por meio de um discurso cívico e moral que recolheu do ideário ilustrado suas matrizes poéticas e conceituais. Para marcar esta inflexão durante as Guerras de Independência, analisamos comparativamente três peças: Camila, o la patriota de Sudamérica de Camilo Henríquez (1817), Tupac Amaru de Luís Ambrosio Morante (1821) e La Pola de José Domínguez Roche (1820/1826). Além da leitura da dramaturgia do período, a tese analisa a documentação burocrática sobre o teatro, debates retórico-poéticos e textos da imprensa a fim de reconstituir os intensos debates sobre os fundamentos do teatro num período de profundas rupturas políticas. Este trabalho demonstra como as esferas da cultura e da política se relacionam de maneira singular no período, sempre atravessadas por uma tensão extraída das contradições da matéria social. Repensado em seu lugar social pelas reformas ilustradas do século XVIII e revisto constante durante as Guerras de Independência, teatro como objeto de estudo permite desentranhar questões de vasta projeção no século XIXThis thesis analyzes the centrality of Enlightenment ideas in the debates about theatre and the ways in which they substantially altered its development in the Hispanic world between the 18th and 19th centuries. The work begins with the reformist context of 18th century Spain to present the debate that revised the scenic and dramaturgical assumptions inherited from the 17th century, repositioning them to serve the pedagogical and moralizing impulse of the Enlightenment in the second half of the 18th century. The strength of these ideas and the renewal of the metropolitan stage gave rise to various theatres that spread throughout the American continent during the twilight of the colonial period, between the 1780s and 1810s. Subsequently, we show how, starting with the crisis of 1808, theatre came to play a central role in the discussions undertaken by independence movements, using dramaturgy to forge support for the ongoing emancipation projects through a civic and moral discourse that drew its poetic and conceptual foundations from Enlightenment ideals. To highlight this shift during the Wars of Independence, we comparatively analyze three plays: Camila, o la patriota de Sudamérica by Camilo Henríquez (1817), Tupac Amaru by Luis Ambrosio Morante (1821), and La Pola by José Domínguez Roche (1820/1826). In addition to examining the period\'s dramaturgy, the thesis analyzes bureaucratic documents on theatre, rhetorical-poetic debates, and press texts to reconstruct the intense discussions on the foundations of theatre during a period of profound political upheaval. This work demonstrates how the spheres of culture and politics are uniquely interrelated during the period, always marked by tensions derived from the contradictions of the social fabric. Reconsidered in its social role by 18th-century Enlightenment reforms and constantly revisited during the Wars of Independence, the theatre as an object of study allows us to unravel issues with far-reaching implications in the 19th centuryBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHosiasson, Laura JaninaVerneck, Bruno2025-09-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-08122025-111210/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-08T13:19:02Zoai:teses.usp.br:tde-08122025-111210Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-08T13:19:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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