Gestão do conhecimento: aspectos conceituais e estudo exploratório sobre as práticas de empresas brasileiras.
| Ano de defesa: | 1999 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-18032025-112648/ |
Resumo: | São muitos os sinais de que o conhecimento se tornou o recurso econômico mais importante para a competitividade das empresas e dos países. Este trabalho se preocupa em discutir vários elementos constituintes da Gestão do Conhecimento no ambiente empresarial e avaliá-los, de forma exploratória, no contexto das empresas que atuam no Brasil. Para melhor fundamentar esta discussão analisa-se a literatura que trata dos processos individuais e coletivos relacionados à criatividade, ao aprendizado e à importância do conhecimento tácito e da intuição. Em seguida, são avaliadas várias dimensões da prática gerencial e da organização do trabalho que facilitam e/ou estimulam os processos de geração, difusão e apropriação de conhecimento no ambiente empresarial. Entre as dimensões analisadas, encontram-se: o papel da alta administração, a cultura organizacional, as características da estrutura organizacional, as políticas de administração de recursos humanos, os sistemas de informação, as práticas de mensuração e divulgação de resultados e os processos de aprendizado por meio de alianças com outras empresas. A partir das conclusões sobre as melhores práticas em cada uma destas dimensões, realiza-se uma pesquisa de campo, na qual 587 gerentes e diretores, de grandes e médias empresas atuantes no Brasil, expressam seu grau de concordância quanto às práticas associadas à Gestão do Conhecimento em suas empresas. Estas respostas sugerem a existênciade três grupos de empresas (clusters): Empresas que Aprendem; Empresas Tradicionais e Pequenas Atrasadas. O primeiro grupo, as Empresas que Aprendem, é constituído pelas empresas que apresentaram o maior grau de aderência às práticas selecionadas de Gestão do Conhecimento e também a maior tendência a terem um desempenho empresarial superior, medido pela posição de mercado e, principalmente, pelo ganho recente de market share. Verifica-se, ademais, que este grupo apresenta uma maior ) concentração de empresas estrangeiras e de grande porte, assim como empresas com maior envolvimento com o mercado externo e atuando em setores de ponta. O segundo grupo, as Empresas Tradicionais, inclui empresas que, em comparação com aquelas do primeiro grupo, apresentam menor aderência às práticas selecionadas de Gestão do Conhecimento, vêm tendo um desempenho recente não tão favorável, menor comprometimento com o mercado externo, além de apresentarem capital predominantemente nacional (privado e estatal). O terceiro Grupo, as Pequenas Atrasadas, inclui empresas com baixo grau de aderência às práticas associadas à \"Gestão do Conhecimento\". Estas se caracterizam ainda, de maneira oposta às empresas do primeiro grupo, por: terem capital predominantemente nacional, serem as empresas que indicaram menor ganho recente de market share, colocarem-se, com maior freqüência, em terceiro lugar ou inferior em termos de posição de mercado, situarem-se entre as menores empresas daamostra total e, em sua maioria, não exercerem atividade exportadora. As conclusões do trabalho sugerem que as práticas gerenciais, que foram relacionadas à uma efetiva Gestão do Conhecimento e, consequentemente, ao estímulo ao aprendizado, à criatividade e à inovação no contexto organizacional, estão fortemente associadas a melhores desempenhos empresariais. Neste sentido, constituem-se como particularmente relevantes as seguintes práticas gerenciais: liderança e cultura voltada para a experimentação, para a inovação e para a busca de grandes desafios; trabalho em equipes multidisciplinares; criação de diferentes oportunidades para o estabelecimento de contatos pessoais como forma de desenvolver, difundir e assimilar o conhecimento tácito dos funcionários; acesso generalizado à informação e ao conhecimento organizacional; estímulo à diversidade e ao desenvolvimento pessoal e profissional; e, finalmente, ampla inserção individual ) e organizacional no ambiente externo à organização. |
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Gestão do conhecimento: aspectos conceituais e estudo exploratório sobre as práticas de empresas brasileiras.Untitled in englishGestão do conhecimentoKnowledge managementSão muitos os sinais de que o conhecimento se tornou o recurso econômico mais importante para a competitividade das empresas e dos países. Este trabalho se preocupa em discutir vários elementos constituintes da Gestão do Conhecimento no ambiente empresarial e avaliá-los, de forma exploratória, no contexto das empresas que atuam no Brasil. Para melhor fundamentar esta discussão analisa-se a literatura que trata dos processos individuais e coletivos relacionados à criatividade, ao aprendizado e à importância do conhecimento tácito e da intuição. Em seguida, são avaliadas várias dimensões da prática gerencial e da organização do trabalho que facilitam e/ou estimulam os processos de geração, difusão e apropriação de conhecimento no ambiente empresarial. 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O terceiro Grupo, as Pequenas Atrasadas, inclui empresas com baixo grau de aderência às práticas associadas à \"Gestão do Conhecimento\". Estas se caracterizam ainda, de maneira oposta às empresas do primeiro grupo, por: terem capital predominantemente nacional, serem as empresas que indicaram menor ganho recente de market share, colocarem-se, com maior freqüência, em terceiro lugar ou inferior em termos de posição de mercado, situarem-se entre as menores empresas daamostra total e, em sua maioria, não exercerem atividade exportadora. As conclusões do trabalho sugerem que as práticas gerenciais, que foram relacionadas à uma efetiva Gestão do Conhecimento e, consequentemente, ao estímulo ao aprendizado, à criatividade e à inovação no contexto organizacional, estão fortemente associadas a melhores desempenhos empresariais. Neste sentido, constituem-se como particularmente relevantes as seguintes práticas gerenciais: liderança e cultura voltada para a experimentação, para a inovação e para a busca de grandes desafios; trabalho em equipes multidisciplinares; criação de diferentes oportunidades para o estabelecimento de contatos pessoais como forma de desenvolver, difundir e assimilar o conhecimento tácito dos funcionários; acesso generalizado à informação e ao conhecimento organizacional; estímulo à diversidade e ao desenvolvimento pessoal e profissional; e, finalmente, ampla inserção individual ) e organizacional no ambiente externo à organização.There are many signals that knowledge has become the most important economic for companies and countries. This thesis focuses on discussing various elements that constitute Knowledge Management in the business environment. It also makes an exploratory evaluation of these elements within the context of companies active in Brazil. In order to substantiate this discussion, an analysis is made of available literature concerning individual and collective processes related to creativity and learning, as well as the importance of tacit knowledge and intuition. Thereafter, a study is conducted of the various facets of management that can serve to facilitate and/or stimulate the processes of creating, disseminating and appropriating knowledge in the business environment. Among the facets studied are: the role of top management, organizational culture, characteristics of organizational structures, human resources policies, information systems, practices related to measuring and disseminating results, and learning processes associated with inter-company alliances. The best practices identified for each of the facets studied are used to developed and effect field research with 587 managers and directors of large and medium-sized companies active in Brazil. The research participants are asked to express the degree to which the practices associated with Knowledge Management are present in their companies. The survey answers indicate the existence of three groups (clusters) of companies: Companies that Learn, Traditional Companies and Small Laggards. The first group, the Companies that Learn, is made up of those companies that present the greatest degree of adherence to the management practices associated with Knowledge Management. They also present the greatest tendency towards superior business performance, measured by market position and, more importantly, recentgains in market share. Furthermore, this group presents the greatest concentration of large and foreign companies, the companies with the largest involvement in foreign markets and those operating in high-tech sectors. The second group, the Traditional Companies, includes companies which, compared to the first group, present a lesser degree of adherence to practices associated with Knowledge Management, less favorable recent performance and less involvement in foreign markets. They are also predominantly nationally (privately or state) owned. The third group, the Small Laggards, includes companies with the least degree of adherence to practices associated with Knowledge Management. They are also, contrary to the first group, characterized by: being predominantly nationally-owned, demonstrating the smallest recent gains in market share, being placed more frequently third or lower in terms of market position, being among the smallest companies surveyed, and, for the most part, not being actively involved in exporting. The conclusions of this thesis suggest that the management practices which are related to effective Knowledge Management and, as such, to fomenting learning, creativity and innovation, within the context of the organization, are strongly associated with better business performance. The following management practices are considered of particular relevance: leadership and culture focused on experimentation, innovation and the continuous search for big challenges; multidisciplinary teams; the creation of different opportunities for establishing personal contact, thus developing, diffusing and assimilating the tacit knowledge of employees; ample access by all to information and knowledge; encouragement of diversity; investment in professional and personal development; and, finally, support for the establishment of close individual and organizational links with the external environment.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPlonski, Guilherme AryTerra, José Cláudio Cyrineu1999-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-18032025-112648/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-18T16:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-18032025-112648Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-18T16:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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