Modificações eletromecânicas do ciclo cardíaco associadas aos bloqueios da condução intraventricular: análise comparativa com o padrão de ativação normal feita pelo eco e pelo vetorcardiograma

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Duarte, Carlos Eduardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-05062025-122729/
Resumo: Introdução: o estudo avalia as consequências elétricas e mecânicas dos bloqueios da condução intraventricular (BIV). Objetivos: comparar os quatro tipos principais de BIV com o padrão normal utilizando o vetorcardiograma e o ecocardiograma com Doppler para documentar o ciclo cardíaco. Métodos: estudo transversal com indivíduos adultos, sem evidências de cardiopatia estrutural, ritmo cardíaco estável e sem bloqueios da condução atrioventricular. Os participantes foram agrupados de acordo com o eletrocardiograma em: Normal; bloqueio da divisão anterossuperior (BDAS); bloqueio do ramo direito (BRD); bloqueio do ramo direito com bloqueio da divisão anterossuperior (BRD+BDAS) ou bloqueio do ramo esquerdo (BRE). Foram avaliadas variáveis demográficas, clínicas e ecocardiográficas estruturais, além das específicas do estudo. O vetorcardiograma foi utilizado para decompor o ciclo elétrico cardíaco e o ecocardiograma para identificar as quatro fases do ciclo mecânico e a sincronia ventricular. A comparação entre os grupos foi realizada pela Análise de Variância de um fator, com teste de comparação múltipla de Bonferroni. A associação entre proporções foi analisada pelo teste qui-quadrado ou exato de Fisher, conforme a natureza dos dados. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: a amostra foi composta por 328 participantes, sendo: 106 do grupo normal; 58, com BDAS; 61, com BRD; 51, com BRD+BDAS e 52 com BRE. A idade média foi de 64,9 ± 15,3 anos, sendo significativamente menor no grupo Normal (p<0,001). Houve predominância do sexo masculino nos grupos BDAS, BRD e BRD+BDAS, e equilíbrio entre os sexos nos grupos normal e BRE. Todos os participantes eram oligossintomáticos para insuficiência cardíaca. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (VE) variou de 0,41 a 0,81, sendo significativamente menor no grupo BRE (p<0,001). O vetorcardiograma mostrou que o aumento da duração do complexo QRS no grupo BRD ocorreu exclusivamente pelo aumento da fase final, enquanto nos grupos BRD+BDAS e BRE, o aumento ocorreu nas duas fases. A amplitude cúbica do QRS diminuiu nos grupos BDAS, BRD e BRD+BDAS, e aumentou no grupo BRE. A duração e a simetria das ondas T foi significativamente modificada pelos BIVs. O ecocardiograma demonstrou alterações significativas no período de pré-ejeção do ventrículo direito (VD) nos grupos BRD e BRD+BDAS, e do VE nos grupos BRD+BDAS e BRE, sem alteração no tempo de ejeção em qualquer padrão de BIV estudado. Durante a diástole, observou-se contração miocárdica na fase de relaxamento isovolumétrico em todos os padrões de BIV, com aumento relativo da diástole no grupo BRE. A sincronia interventricular mostrou-se significativamente alterada nos três padrões de complexo QRS largo, entretanto, apenas no BRE houve retardo do início da ejeção do VE. No mesmo sentido, dissincronia intraventricular esquerda foi observada apenas no BRE. Conclusões: existem diferenças marcantes no ciclo cardíaco elétrico, no ciclo cardíaco mecânico e na sincronia ventricular entre cada um dos padrões de BIV estudados e o normal. Durante a sístole ventricular, os BIVs afetam apenas a pré-ejeção e, na diástole, ocorre contração miocárdica durante o relaxamento isovolumétrico. As modificações associadas ao BDAS e ao BRD não comprometem a dinâmica do VE, enquanto as associadas ao BRE causam modificações muito importantes na pré-ejeção do VE e na sincronia desta câmara. O padrão BRD+BDAS está associado a alterações elétricas e mecânicas em ambos os ventrículos, sugerindo a necessidade de estudos adicionais
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spelling Modificações eletromecânicas do ciclo cardíaco associadas aos bloqueios da condução intraventricular: análise comparativa com o padrão de ativação normal feita pelo eco e pelo vetorcardiogramaElectromechanical modifications of the cardiac cycle associated with intraventricular conduction blocks: a comparative analysis with the normal activation pattern performed by echocardiography and vectorcardiographyBloqueio de ramoBundle-branch blockEchocardiographyEcocardiografia modo MElectrocardiographyEletrocardiogramaHeart failureInsuficiência cardíacaVectorcardiographyVetorcardiografiaIntrodução: o estudo avalia as consequências elétricas e mecânicas dos bloqueios da condução intraventricular (BIV). Objetivos: comparar os quatro tipos principais de BIV com o padrão normal utilizando o vetorcardiograma e o ecocardiograma com Doppler para documentar o ciclo cardíaco. Métodos: estudo transversal com indivíduos adultos, sem evidências de cardiopatia estrutural, ritmo cardíaco estável e sem bloqueios da condução atrioventricular. Os participantes foram agrupados de acordo com o eletrocardiograma em: Normal; bloqueio da divisão anterossuperior (BDAS); bloqueio do ramo direito (BRD); bloqueio do ramo direito com bloqueio da divisão anterossuperior (BRD+BDAS) ou bloqueio do ramo esquerdo (BRE). Foram avaliadas variáveis demográficas, clínicas e ecocardiográficas estruturais, além das específicas do estudo. O vetorcardiograma foi utilizado para decompor o ciclo elétrico cardíaco e o ecocardiograma para identificar as quatro fases do ciclo mecânico e a sincronia ventricular. A comparação entre os grupos foi realizada pela Análise de Variância de um fator, com teste de comparação múltipla de Bonferroni. A associação entre proporções foi analisada pelo teste qui-quadrado ou exato de Fisher, conforme a natureza dos dados. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: a amostra foi composta por 328 participantes, sendo: 106 do grupo normal; 58, com BDAS; 61, com BRD; 51, com BRD+BDAS e 52 com BRE. A idade média foi de 64,9 ± 15,3 anos, sendo significativamente menor no grupo Normal (p<0,001). Houve predominância do sexo masculino nos grupos BDAS, BRD e BRD+BDAS, e equilíbrio entre os sexos nos grupos normal e BRE. Todos os participantes eram oligossintomáticos para insuficiência cardíaca. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (VE) variou de 0,41 a 0,81, sendo significativamente menor no grupo BRE (p<0,001). O vetorcardiograma mostrou que o aumento da duração do complexo QRS no grupo BRD ocorreu exclusivamente pelo aumento da fase final, enquanto nos grupos BRD+BDAS e BRE, o aumento ocorreu nas duas fases. A amplitude cúbica do QRS diminuiu nos grupos BDAS, BRD e BRD+BDAS, e aumentou no grupo BRE. A duração e a simetria das ondas T foi significativamente modificada pelos BIVs. O ecocardiograma demonstrou alterações significativas no período de pré-ejeção do ventrículo direito (VD) nos grupos BRD e BRD+BDAS, e do VE nos grupos BRD+BDAS e BRE, sem alteração no tempo de ejeção em qualquer padrão de BIV estudado. Durante a diástole, observou-se contração miocárdica na fase de relaxamento isovolumétrico em todos os padrões de BIV, com aumento relativo da diástole no grupo BRE. A sincronia interventricular mostrou-se significativamente alterada nos três padrões de complexo QRS largo, entretanto, apenas no BRE houve retardo do início da ejeção do VE. No mesmo sentido, dissincronia intraventricular esquerda foi observada apenas no BRE. Conclusões: existem diferenças marcantes no ciclo cardíaco elétrico, no ciclo cardíaco mecânico e na sincronia ventricular entre cada um dos padrões de BIV estudados e o normal. Durante a sístole ventricular, os BIVs afetam apenas a pré-ejeção e, na diástole, ocorre contração miocárdica durante o relaxamento isovolumétrico. As modificações associadas ao BDAS e ao BRD não comprometem a dinâmica do VE, enquanto as associadas ao BRE causam modificações muito importantes na pré-ejeção do VE e na sincronia desta câmara. O padrão BRD+BDAS está associado a alterações elétricas e mecânicas em ambos os ventrículos, sugerindo a necessidade de estudos adicionaisIntroduction: This study evaluates the electrical and mechanical consequences of intraventricular conduction blocks (IVB). Objectives: To compare the four main types of IVB with the normal pattern using vectorcardiography and Doppler echocardiography to document the cardiac cycle. Methods: Cross-sectional study with adult individuals without evidence of structural heart disease, stable heart rhythm and without atrioventricular conduction blocks. Participants were grouped according to their electrocardiograms as: Normal; anterosuperior division block (ASB); right bundle branch block (RBBB); right bundle branch block with anterosuperior division block (RBBB+ASB); or left bundle branch block (LBBB). Demographic, clinical and structural echocardiographic variables were evaluated, in addition to those specific to the study. Vectorcardiography was used to analyze the cardiac electrical cycle, and echocardiography was used to identify the four phases of the mechanical cycle and assess ventricular synchrony. Group comparisons were performed using one-way analysis of variance with Bonferronis multiple comparison test. The chi-square or Fishers exact test was used to assess the association between proportions, depending on the data type. A 5% significance level was applied to all tests. Results: The sample consisted of 328 participants: 106 in the Normal group, 58 with ASB, 61 with RBBB, 51 with RBBB+ASB, and 52 with LBBB. The mean age was 64.9 ± 15.3 years, significantly lower in the Normal group (p< 0.001). Males predominated in the ASB, RBBB, and RBBB+ASB groups, while the sex distribution was balanced in the Normal and LBBB groups. All participants were oligosymptomatic for heart failure. Left ventricular (LV) ejection fraction ranged from 0.41 to 0.81, with significantly lower values in the LBBB group (p< 0.001). The vectorcardiogram showed that the increase in the QRS duration in the RBBB group was due exclusively to the increase in the final phase, whereas in the RBBB+ASB and LBBB groups, the increase occurred in two phases. The cubic amplitude of the QRS decreased in the ASB, RBBB and RBBB+ASB groups and increased in the LBBB group. The duration and symmetry of T waves were significantly modified by the IVBs. The echocardiogram revealed significant changes in the pre-ejection period of the right ventricle (RV) in the RBBB and RBBB+ASB groups, and of the LV in the RBBB+ASB and LBBB groups, with no modification in ejection time in any IVB pattern studied. During diastole, myocardial contraction occurred in isovolumetric relaxation phase in all IVB patterns, with a relative increase in diastole in the LBBB group. Interventricular synchrony was significantly altered in all wide QRS complex patterns, however, a delay in the onset of LV ejection was observed only in the LBBB group. Similarly, left intraventricular dyssynchrony was observed only in the LBBB group. Conclusions: There are marked differences in the electrical cardiac cycle, mechanical cardiac cycle, and ventricular synchrony between each of the IVB patterns studied and the normal group. During ventricular systole, IVBs affect only pre-ejection phase, while in diastole, myocardial contraction occurs during isovolumetric relaxation. Modifications associated with ASB and RBBB do not compromise LV dynamics, whereas those associated with LBBB cause significant modifications in LV pre-ejection and synchrony. The RBBB+ASB pattern is associated with electrical and mechanical alterations in both ventricles, warranting further specific studiesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCosta, RobertoDuarte, Carlos Eduardo2024-11-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-05062025-122729/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-10T19:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-05062025-122729Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-10T19:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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