Transformações na agropecuária paranaense e suas implicações sobre emprego e salários rurais: 1977-96
| Ano de defesa: | 1999 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-20181127-160910/ |
Resumo: | Este estudo analisa o comportamento do emprego e dos salários na agropecuária paranaense no período de 1977 e 1996. São utilizados dados dos Censos Agropecuários e Demográficos e das PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), publicações e micro dados individuais, para avaliar o comportamento do emprego na agropecuária paranaense. Observa-se uma tendência de queda na participação do subsetor agricultura (lavouras) na geração de empregos, dentro da agropecuária, mais ainda assim aquela é a principal atividade a empregar no meio rural. Verifica-se, também, a grande importância da agricultura familiar (conta-própria) e da mão-de-obra não remunerada no total de pessoas ocupadas na agropecuária. A atividade de maior importância na absorção da mão-de-obra rural no Paraná, em anos mais recentes, foi o milho, que contou, em sua grande maioria, com a utilização da mão-de-obra familiar e da sem remuneração. Com relação à especialização da mão-de-obra, constata-se uma tendência à redução na participação da mão-de-obra não qualificada e aumento na participação da mão-de-obra qualificada no total de pessoas envolvidas com as atividades rurais. Verifica-se, no período de 1985 a 1995, de acordo com os dados dos Censos Agropecuários do Paraná, uma grande concentração de área em propriedades rurais de médio e grande portes e uma redução de área nas pequenas propriedades e nos latifúndios. Os dados registram, também, a maior queda no emprego rural observada nos últimos tempos, -30,59% entre 1985 e 1995. Esta redução superou o volume de empregos eliminados na década de 70, em função da modernização da agropecuária. Com relação ao comportamento dos salários dos trabalhadores rurais, investigaram-se duas categorias de trabalhadores permanentes (o mensalista e o tratorista) e uma de trabalhador temporário, o diarista. Verifica-se quebra de tendência com relação ao comportamento do salário dos trabalhadores permanentes, no ano de 1987, e aumento no piso salarial destes trabalhadores, em termos de salário mínimo, a partir de então os salários reais dos trabalhadores permanentes diminuíram de 1977 a 1987, elevando-se a partir de 1988 até 1996. Para o salário do trabalhador temporário, a quebra de tendência deu-se em 1988 e foi a categoria que obteve a menor taxa de crescimento do piso salarial em termos de salário mínimo. Constata-se que os principais determinantes dos salários dos trabalhadores permanentes no primeiro período (1977/86) foram o lucro e o salário mínimo. Os cálculos das elasticidades demonstram a maior importância do salário mínimo na determinação dos salários destes trabalhadores. No segundo período (1987/96), os principais determinantes dos salários do tratorista foram a produtividade da mão-de-obra, o salário mínimo e o lucro. Para o caso do mensalista, além dos determinantes acima mencionados incluiu-se, também, a variável produção total. Os cálculos das elasticidades demonstram a importância da produtividade da mão-de-obra na determinação dos salários dos tratoristas e mensalistas no segundo período, e a diminuição de importância do salário mínimo na determinação do salário do trabalhador permanente no segundo período, na agropecuária paranaense. Para o trabalhador temporário, o determinante principal do seu salário no primeiro período foi apenas o salário mínimo. Os cálculos das elasticidades para o segundo período demonstram a maior importância da produção total e da produtividade da mão-de-obra na determinação do salário do diarista. Os preços recebidos pelos produtores agropecuários no Paraná influenciaram, também, o salário do diarista, mas, em menor proporção |
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