Estudo retrospectivo observacional longitudinal e comparativo entre as cirurgias gastroplastia em Y de Roux (bypass) e gastrectomia vertical (sleeve): seguimento de 5 anos de pós-operatório
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-09092025-123456/ |
Resumo: | Introdução: existem 2 bilhões de pessoas com sobrepeso e obesidade no mundo, sendo que o último censo mostrou que o Brasil se encontra em quinto lugar no ranking mundial, fazendo-se necessário ampliar as alternativas de tratamentos da obesidade. Objetivos: comparar a técnica da gastroplastia em Y de Roux (bypass) com a gastrectomia vertical (sleeve) em termos de perda de peso absoluta, porcentagem de perda de peso corporal total, mudança no índice de massa corporal (IMC) e porcentagem de perda de excesso de peso nas classes II e III de obesidade, bem como a incidência de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett e melhora de comorbidades. Métodos: estudo retrospectivo observacional longitudinal comparativo entre os procedimentos de bypass gástrico e sleeve com seguimento de 60 meses (5 anos) de cirurgia. As medidas antropométricas foram analisadas no pré-operatório e no pós-operatório com 6 meses, 12 meses, 24 a 36 meses e após 48 a 60 meses dos procedimentos. Para cada participante foram analisadas a perda de peso (kg), usando uma balança digital calibrada Filizola BL-01. O IMC (kg/m2) e medidas de altura e peso foram também registradas. Foram avaliadas também as seguintes comorbidades: hipertensão arterial sistêmica (HAS), apneia do sono, síndrome metabólica, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. Resultados: observou-se que a frequência de pirose diferiu entre os procedimentos independente do momento de avaliação, e a favor do bypass (43% x 12%) (p<0,05). A perda de peso máximo (NADIR) para o bypass foi de 73,4±10,5 kg e para o sleeve foi de 77,8±16 kg no final de 12 meses (p<0,05). Ao término de 60 meses, a diferença estatística entre as médias de pesos foi mantida, com 77,4±13,3 kg (bypass) versus 80,5±17,5 (sleeve) (p<0,05). Além disso, esses resultados também se repetiram nas avaliações do IMC após 5 anos, com IMC de 28,5±3,9 kg/m2 no bypass, e IMC de 31,9±5,3 Kg/m2 no sleeve (p<0,05). Em todos os períodos de tempo de 6, 12, 24-36, 48-60 meses a técnica de bypass apresentou as maiores porcentagens de perda de excesso de peso (%EWL) em relação à técnica sleeve, sendo de 80,1% e 59,1%, respectivamente (p<0,05). A perda de peso em relação ao peso inicial foi de 30% para o bypass e 19,7% para o sleeve (p<0,05). Conclusão: a técnica de bypass gástrico em Y de Roux apresentou perda de peso absoluta, porcentagem de perda de peso corporal total, perda no IMC e porcentagem de perda de excesso de peso nas classes II e III de obesidade maiores em relação à técnica sleeve, bem como evidenciou menor frequência dos eventos de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett, com melhora das comorbidades dos pacientes em 5 anos de cirurgia. Apesar do sleeve não conseguir resultados tão bons quanto o bypass, a porcentagem de perda de excesso de peso de 59% em 5 anos mostra que o sleeve deve sim ser considerado uma alternativa cirúrgica para o tratamento da obesidade, com o cuidado na seleção do paciente para minimizar a DRGE pós cirúrgica |
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Estudo retrospectivo observacional longitudinal e comparativo entre as cirurgias gastroplastia em Y de Roux (bypass) e gastrectomia vertical (sleeve): seguimento de 5 anos de pós-operatórioLongitudinal observational retrospective study comparing Roux-en-Y gastroplasty (bypass) and vertical (sleeve) gastrectomy: 5-year postoperative follow-upComorbidadesComorbiditiesGastrectomiaObesidadeObesityRedução de pesoRoux-en-Y gastric bypassSleeveVertical gastrectomyWeight lossIntrodução: existem 2 bilhões de pessoas com sobrepeso e obesidade no mundo, sendo que o último censo mostrou que o Brasil se encontra em quinto lugar no ranking mundial, fazendo-se necessário ampliar as alternativas de tratamentos da obesidade. Objetivos: comparar a técnica da gastroplastia em Y de Roux (bypass) com a gastrectomia vertical (sleeve) em termos de perda de peso absoluta, porcentagem de perda de peso corporal total, mudança no índice de massa corporal (IMC) e porcentagem de perda de excesso de peso nas classes II e III de obesidade, bem como a incidência de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett e melhora de comorbidades. Métodos: estudo retrospectivo observacional longitudinal comparativo entre os procedimentos de bypass gástrico e sleeve com seguimento de 60 meses (5 anos) de cirurgia. As medidas antropométricas foram analisadas no pré-operatório e no pós-operatório com 6 meses, 12 meses, 24 a 36 meses e após 48 a 60 meses dos procedimentos. Para cada participante foram analisadas a perda de peso (kg), usando uma balança digital calibrada Filizola BL-01. O IMC (kg/m2) e medidas de altura e peso foram também registradas. Foram avaliadas também as seguintes comorbidades: hipertensão arterial sistêmica (HAS), apneia do sono, síndrome metabólica, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. Resultados: observou-se que a frequência de pirose diferiu entre os procedimentos independente do momento de avaliação, e a favor do bypass (43% x 12%) (p<0,05). A perda de peso máximo (NADIR) para o bypass foi de 73,4±10,5 kg e para o sleeve foi de 77,8±16 kg no final de 12 meses (p<0,05). Ao término de 60 meses, a diferença estatística entre as médias de pesos foi mantida, com 77,4±13,3 kg (bypass) versus 80,5±17,5 (sleeve) (p<0,05). Além disso, esses resultados também se repetiram nas avaliações do IMC após 5 anos, com IMC de 28,5±3,9 kg/m2 no bypass, e IMC de 31,9±5,3 Kg/m2 no sleeve (p<0,05). Em todos os períodos de tempo de 6, 12, 24-36, 48-60 meses a técnica de bypass apresentou as maiores porcentagens de perda de excesso de peso (%EWL) em relação à técnica sleeve, sendo de 80,1% e 59,1%, respectivamente (p<0,05). A perda de peso em relação ao peso inicial foi de 30% para o bypass e 19,7% para o sleeve (p<0,05). Conclusão: a técnica de bypass gástrico em Y de Roux apresentou perda de peso absoluta, porcentagem de perda de peso corporal total, perda no IMC e porcentagem de perda de excesso de peso nas classes II e III de obesidade maiores em relação à técnica sleeve, bem como evidenciou menor frequência dos eventos de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett, com melhora das comorbidades dos pacientes em 5 anos de cirurgia. Apesar do sleeve não conseguir resultados tão bons quanto o bypass, a porcentagem de perda de excesso de peso de 59% em 5 anos mostra que o sleeve deve sim ser considerado uma alternativa cirúrgica para o tratamento da obesidade, com o cuidado na seleção do paciente para minimizar a DRGE pós cirúrgicaIntroduction: There are 2.0 billion people with overweight and obesity in the world, and the latest census showed that Brazil is in fifth place in the world ranking, making it necessary to expand the treatment alternatives for obesity. Objectives: The aim was to compare the Roux-en-Y gastroplasty (RYGB) technique with sleeve gastrectomy (SG) in terms of absolute weight loss, percentage of total body weight loss, change in BMI, and percentage of overweight loss in obesity classes II and III, as well as the incidence of reflux esophagitis and Barrett\'s esophagus, and improvement of comorbidities. Methods: This study followed a retrospective observational longitudinal model comparing gastric bypass (RYGB) and sleeve gastrectomy (SG) procedures at 60 months (5 years) follow-up. Anthropometric measurements were analyzed preoperatively and postoperatively at 6 months, 12 months, 24 to 36 months, and 48 to 60 months after the procedures. For each participant, weight loss (kg) was analyzed using a calibrated Filizola BL-01 digital scale. Body mass index (BMI, kg/m2) and height and weight measurements were also recorded. We also assessed the following comorbidities: hypertension, sleep apnea, metabolic syndrome, dyslipidemia, and type 2 diabetes mellitus. Results: It was observed that the frequency of heartburn differed between procedures regardless of the time of assessment, and in favor of RYGB (43% x 12%) (p<0.05). The maximum weight loss (NADIR) for bypass was 73.4±10.5 kg and for sleeve was 77.8±16 kg at the end of 12 months (p<0.05). At the end of 60 months, the statistical difference between the mean weights was maintained, with 77.4±13.3 kg (RYGB) versus 80.5±17.5 (SG) (p<0.05). Within 12 months, absolute weight loss (AWL) at nadir were 73.4±10.5kg and 77.8±16 kg for the RYGB and SG groups, respectively. At 60 months, the AWL was 77.4±13.3 kg (RYGB) versus 80.5±17.5 (SG) (p<0.05). Accordingly, BMI data were statistically different between groups after 5 years (28.5 ± 3.9 kg/m2 in RYGB and 31.9 ± 5.3 kg/m2 in SG groups, p<0.05). At all time points throughout follow-up, RYGB showed higher percentages of excess weight loss (%EWL) compared to SG (at 60months, 80.1% vs. 59.1%, respectively, p<0.05). The %total weight loss (%TWL) was 30% for the RYGB and 19.7% for the SG (p<0.05). Conclusion: The Roux-en-Y gastric bypass technique showed higher absolute weight loss, percentage of total body weight loss, BMI loss, and percentage of excess weight loss in obesity classes II and III compared to the sleeve technique, as well as showed lower frequency of reflux esophagitis and Barrett\'s esophagus events, with improvement of comorbidities of patients in five years of surgery. Although sleeve results are not as good as bypass, the percentage of excess weight loss of 59% in 5 years shows that sleeve should indeed be considered a surgical alternative for the treatment of obesity, taking care when selecting patients to minimize post-surgical GERDBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPArtifon, Everson Luiz de AlmeidaDamous, Sergio Henrique BastosConcon Filho, Admar2025-02-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-09092025-123456/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-09T20:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-09092025-123456Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-09T20:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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