Traduzir junto a Blanchot: uma tradução comentada de Thomas I\' Obscur, nouvelle version

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lima, Victória Monteiro de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8165/tde-27112025-155633/
Resumo: O gesto tradutório comparece em diferentes momentos do percurso intelectual de Maurice Blanchot, seja como objeto de reflexão teórica - notadamente nos ensaios \"Traduit de...\" (La part du feu, 1949) e \"Traduire\" (L\'amitié, 1971) -, seja como prática, como atestam suas numerosas traduções de Kafka e de Heidegger, bem como sua correspondência com Johannes Hübner, tradutor de sua obra em alemão. Apesar disso, a recorrência da tradução em seu pensamento permanece pouco explorada, assim como sua produção ficcional segue em grande parte inédita no Brasil. Esta dissertação tem por objetivo iluminar a presença da tradução como questão crítica no pensamento de Blanchot, delineando suas especificidades conceituais, ao mesmo tempo em que apresenta uma tradução comentada dos quatro primeiros capítulos de Thomas l\'Obscur, nouvelle version, narrativa considerada inaugural na obra literária do autor. A pesquisa combina uma leitura dos principais textos ensaísticos de Blanchot sobre o traduzir com a prática tradutória da obra mencionada. A tradução comentada foi orientada pelas propostas metodológicas de Zavaglia (2020), bem como pelas reflexões sobre a afinidade entre tradução e comentário propostas por Antoine Berman (1986) e Pascale Sardin (2007). A partir desse duplo movimento, teórico e prático, a tradução emerge em Blanchot não apenas como objeto de interesse intelectual, mas como modalidade de leitura crítica e experiência transformadora. A forma comentada, por sua vez, revelou-se um recurso privilegiado para o desenvolvimento de uma escuta tradutória sensível às forças textuais e à alteridade que as atravessa, constituindo um campo de reflexão em que teoria e prática se implicam mutuamente
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