Avaliação do uso da radioterapia adjuvante ultra-hipofracionada no tratamento do câncer de mama inicial e localmente avançado: estudo fase II prospectivo, não randomizado de único centro para análise de toxicidade e eficácia.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fang, Marcel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-13112025-161808/
Resumo: Objetivo: Avaliar o perfil de toxicidade e a eficácia da radioterapia ultra-hipofracionada pós-operatória em pacientes idosas com câncer de mama. Métodos e materiais: Este é um estudo unicêntrico, prospectivo de Fase II e não randomizado. Pacientes com diagnóstico de câncer de mama com mais de 65 anos foram tratadas com radioterapia ultra-hipofracionada em 5 frações de 5,7Gy em dias alternados na mama, na parede torácica, com ou sem a inclusão dos linfonodos das cadeias regionais. O desfecho primário foi a toxicidade aguda. Resultados: Um total de 60 pacientes foi analisado, com um acompanhamento médio de 42,5 meses (intervalo: 13,8-66,2). A maioria das pacientes apresentava doença em estádio patológico I (56,6%, n=34) ou estádio II (33,3%, n=20). A irradiação linfonodal em cadeias regionais foi realizada em 22% (n=13) das pacientes. Durante o tratamento, 51% das pacientes (n=31) apresentaram toxicidade aguda de grau 1 ou 2, sem registros de toxicidade aguda de grau 3. Quanto à toxicidade tardia, 1,7% das pacientes (n=1) desenvolveram fibrose de grau 3 e 1,7% (n=1) apresentaram pneumonite de grau 3. A irradiação regional de linfonodos não foi associada a um aumento estatisticamente significativo no risco de toxicidade (p=0,194). As avaliações da cosmese não revelaram alterações significativas ao comparar as avaliações pré-tratamento com as avaliações de 10 semanas (p=0,223) e 26 semanas (p=0,615) após o tratamento. A qualidade de vida não foi afetada negativamente, independentemente de os linfonodos regionais terem sido irradiados. As taxas de recorrência incluíram duas pacientes com recorrência locorregional e distante e cinco pacientes com recorrência à distância. A probabilidade de sobrevida livre de doença em três anos foi de 81,7%, e a probabilidade de sobrevida global em três anos foi de 86,7%. Conclusões: Este estudo demonstra a segurança da radioterapia ultra-hipofracionada em termos de toxicidade em pacientes com câncer de mama. Os resultados dos efeitos colaterais, da estética, da qualidade de vida e da sobrevida são consistentes com os observados em regimes de radioterapia moderadamente hipofracionada, sugerindo seu uso como uma opção de tratamento viável nesse grupo de pacientes.
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Pacientes com diagnóstico de câncer de mama com mais de 65 anos foram tratadas com radioterapia ultra-hipofracionada em 5 frações de 5,7Gy em dias alternados na mama, na parede torácica, com ou sem a inclusão dos linfonodos das cadeias regionais. O desfecho primário foi a toxicidade aguda. Resultados: Um total de 60 pacientes foi analisado, com um acompanhamento médio de 42,5 meses (intervalo: 13,8-66,2). A maioria das pacientes apresentava doença em estádio patológico I (56,6%, n=34) ou estádio II (33,3%, n=20). A irradiação linfonodal em cadeias regionais foi realizada em 22% (n=13) das pacientes. Durante o tratamento, 51% das pacientes (n=31) apresentaram toxicidade aguda de grau 1 ou 2, sem registros de toxicidade aguda de grau 3. Quanto à toxicidade tardia, 1,7% das pacientes (n=1) desenvolveram fibrose de grau 3 e 1,7% (n=1) apresentaram pneumonite de grau 3. A irradiação regional de linfonodos não foi associada a um aumento estatisticamente significativo no risco de toxicidade (p=0,194). As avaliações da cosmese não revelaram alterações significativas ao comparar as avaliações pré-tratamento com as avaliações de 10 semanas (p=0,223) e 26 semanas (p=0,615) após o tratamento. A qualidade de vida não foi afetada negativamente, independentemente de os linfonodos regionais terem sido irradiados. As taxas de recorrência incluíram duas pacientes com recorrência locorregional e distante e cinco pacientes com recorrência à distância. A probabilidade de sobrevida livre de doença em três anos foi de 81,7%, e a probabilidade de sobrevida global em três anos foi de 86,7%. Conclusões: Este estudo demonstra a segurança da radioterapia ultra-hipofracionada em termos de toxicidade em pacientes com câncer de mama. Os resultados dos efeitos colaterais, da estética, da qualidade de vida e da sobrevida são consistentes com os observados em regimes de radioterapia moderadamente hipofracionada, sugerindo seu uso como uma opção de tratamento viável nesse grupo de pacientes.Purpose: To evaluate the toxicity profile and efficacy of post-operative ultra-hypofractionated radiation therapy in elderly patients with breast cancer. Methods and Materials: This is a non-randomized, single-center, prospective Phase II trial. Breast cancer patients older than 65 years were treated with ultra-hypofractionated radiation therapy in 5 fractions of 5.7Gy on alternate days in the breast or chest wall, or regional lymph nodes. The primary endpoint was acute toxicity. Results: A total of 60 patients were analyzed, with a median follow-up of 42.5 months (range:13.866.2). Most patients presented pathological stage I (56.6%, n=34) or stage II (33.3%, n=20) disease. Regional lymph node irradiation was performed in 22% (n=13) of patients. During treatment, 51% (n=31) of patients experienced grade 1 or 2 acute toxicity, with no cases of grade 3 acute toxicity reported. Late toxicity included 1.7% (n=1) of patients developing grade 3 fibrosis and 1.7% (n=1) developing grade 3 pneumonitis. Regional lymph node irradiation was not associated with a statistically significant increase in toxicity risk (p=0.194). Cosmesis evaluations revealed no significant changes when comparing pre-treatment assessments with evaluations at 10 weeks (p=0.223) and 26 weeks (p=0.615) post-treatment. Quality of life was not adversely affected, regardless of whether regional lymph nodes were irradiated. Recurrence rates included two patients with both locoregional and distant recurrence, and five patients with distant recurrence. The 3-year disease-free survival probability was 81.7%, and the 3-year overall survival probability was 86.7%. Conclusions: This study demonstrates the safety of ultra-hypofractionated radiation therapy in terms of toxicity in breast cancer patients. The findings for side effects, cosmesis, quality of life, and survival outcomes are consistent with those observed in moderately hypofractionated radiation therapy regimens, suggesting its use as a viable treatment option in this population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarta, Gustavo NaderFang, Marcel2025-05-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-13112025-161808/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-14T17:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-13112025-161808Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-14T17:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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