A depressão no ciclo gravídico-puerperal de mulheres atendidas em um ambulatório de hospital geral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Sousa, Valéria Feitosa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-09122008-154716/
Resumo: O ciclo gravidico-puerperal é um período que envolve transformações profundas para a mulher nos aspectos físicos, psíquicos e sociais, podendo, no seu transcurso, aparecer importantes alterações na sua personalidade e gerar sofrimento psíquico com intensidades variadas, tornando-se um fator que pode dificultar o estabelecimento de um futuro vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, interferindo, particularmente, nas relações interpessoais. Este estudo objetivou identificar a existência de quadros depressivos no ciclo gravídico-puerperal, seus fatores de risco biopsicossociais, bem como descrever os resultados obstétricos e pediátricos das mulheres com sintomas depressivos. Trata-se de um estudo do tipo epidemiológico, descritivo, transversal, realizado em um ambulatório de pré-natal de um hospital geral em 3 etapas, sendo uma durante a gestação, outra durante o puerpério, e, numa terceira, foram realizadas buscas em seus prontuários. Os dados foram coletados por meio de 5 instrumentos, sendo dois questionários contendo informações gerais, aplicados na gestação e no puerpério; uma planilha de coleta de dados, para informações referentes ao trabalho de parto, parto, puerpério imediato e dados do recém nascido; o Inventário de Depressão de Beck e a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, para identificar depressão na gestação e no puerpério respectivamente. Fizeram parte da pesquisa 47 mulheres que aceitaram participar e preencheram aos critérios de inclusão estabelecidos. Os resultados mostraram que, das participantes pesquisadas, 51,07% tiveram depressão em alguma fase do ciclo-gravídico-puerperal, sendo que 42,55% apresentaram depressão na gestação e 29,79% no puerpério. Os fatores de risco estatisticamente significantes para a depressão na gestação foram: ter duas ou menos gestações e não desejar a gestação. Os resultados obstétricos pediátricos com significância estatística apontaram que as gestantes com depressão apresentaram menor intercorrência, e, seus filhos, nasceram com melhores pesos e estaturas. Os fatores de risco para a depressão estatisticamente significantes no puerpério foram: não ter religião, companheiro desempregado, depressão na gestação, não receber apoio, não receber ajuda e não receber ajuda do companheiro. Os resultados permitiram concluir que a depressão é uma realidade na vida das gestantes e puerperas e que o pré-natal pode ser uma excelente oportunidade de se conjugar esforços a fim de melhorar a detecção de quadros depressivos, melhorando, assim, as condições psicossociais da mulher nesse momento tão vulnerável, evitando, assim, complicações no trabalho de parto, a própria depressão pós-parto, e, inclusive, as conseqüências para os seus futuros bebês.
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Trata-se de um estudo do tipo epidemiológico, descritivo, transversal, realizado em um ambulatório de pré-natal de um hospital geral em 3 etapas, sendo uma durante a gestação, outra durante o puerpério, e, numa terceira, foram realizadas buscas em seus prontuários. Os dados foram coletados por meio de 5 instrumentos, sendo dois questionários contendo informações gerais, aplicados na gestação e no puerpério; uma planilha de coleta de dados, para informações referentes ao trabalho de parto, parto, puerpério imediato e dados do recém nascido; o Inventário de Depressão de Beck e a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, para identificar depressão na gestação e no puerpério respectivamente. Fizeram parte da pesquisa 47 mulheres que aceitaram participar e preencheram aos critérios de inclusão estabelecidos. Os resultados mostraram que, das participantes pesquisadas, 51,07% tiveram depressão em alguma fase do ciclo-gravídico-puerperal, sendo que 42,55% apresentaram depressão na gestação e 29,79% no puerpério. Os fatores de risco estatisticamente significantes para a depressão na gestação foram: ter duas ou menos gestações e não desejar a gestação. Os resultados obstétricos pediátricos com significância estatística apontaram que as gestantes com depressão apresentaram menor intercorrência, e, seus filhos, nasceram com melhores pesos e estaturas. Os fatores de risco para a depressão estatisticamente significantes no puerpério foram: não ter religião, companheiro desempregado, depressão na gestação, não receber apoio, não receber ajuda e não receber ajuda do companheiro. Os resultados permitiram concluir que a depressão é uma realidade na vida das gestantes e puerperas e que o pré-natal pode ser uma excelente oportunidade de se conjugar esforços a fim de melhorar a detecção de quadros depressivos, melhorando, assim, as condições psicossociais da mulher nesse momento tão vulnerável, evitando, assim, complicações no trabalho de parto, a própria depressão pós-parto, e, inclusive, as conseqüências para os seus futuros bebês.The pregnancy and puerperal cycle are periods that involve deep changes for women in the physical, psychic and social aspects, and during its course there can be important alterations in their personality, developing psychic suffer in different intensities. This can become a factor that raises difficulties for the establishment of a future safe affective bonding between mother and child, interfering specially in interpersonal relationships. This study aimed to identify the existence of depressive states during pregnancy and puerperal cycle and their biopsychosocial risk factors, as well as describing the obstetric and pediatric results of women with depressive symptoms. It is an epidemiologic, descriptive and cross-sectional study, carried out at a prenatal outpatient clinic in a general hospital in three stages, one during pregnancy, other during puerperium and lastly through searches in their medical records. Data were collected using 5 instruments, two questionnaires with general information, applied during pregnancy and puerperium; a data collection worksheet, with information regarding labour, delivery, immediate puerperium and newborns data; the Beck Depression Inventory and the Edinburgh Postnatal Depression Scale, to identify depression during pregnancy and during puerperium, respectively. The subjects were 47 women who accepted to participate and met the established inclusion criteria. The results showed that, among the participants, 51,07% had depression in some stage of pregnancy and puerperal cycle, among those, 42,55% presented depression during pregnancy and 29,79% in puerperium. The statistically significant risk factors for depression during pregnancy were: having two or less pregnancies and undesired pregnancy. The obstetric and pediatric results with statistic significance showed that the women with depression presented less intercurrence, and their child were born with better weights and sizes. The statistically significant risk factors for depression during puerperium were: no religion, unemployed partner, depression during pregnancy, lack of support, lack of help and lack of help from the partner. The results allowed concluding that depression is a reality in pregnant women and puerperas life, and prenatal care can be an excellent opportunity to unite efforts aiming to improve the detection of depressive states. This could improve womens psychosocial conditions in this vulnerable moment, avoiding complications during labour, postnatal depression itself and also consequences for their future babies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPedrão, Luiz JorgeSousa, Valéria Feitosa de2008-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-09122008-154716/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:57Zoai:teses.usp.br:tde-09122008-154716Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:57Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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