Diversidade da comunidade de arqueas em fezes de bovinos de corte submetidos aos sistemas tradicional e semi-intensivo de produção
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64133/tde-27082024-120912/ |
Resumo: | O Brasil lidera globalmente na criação de gado de corte, impulsionando sua economia. Os sistemas de produção variam de sem suplementação a intensivo. O conhecimento do microbioma gastrointestinal dos bovinos é crucial para propor sistemas de produção mais sustentáveis. Abordagens moleculares, como a metagenômica, ajudam a entender a composição e função dessas comunidades microbianas. Este estudo avaliou a composição e estrutura das arqueas nas fezes de bovinos de corte de sistemas extensivo e semi-intensivo. O experimento ocorreu em seis fazendas no Estado de São Paulo, com dez bovinos (5 jovens e 5 adultos) de cada fazenda, onde o sistema sem suplementação (T) mantinha os animais apenas no pasto e o sistema suplementar (I) fornecia suplementação alimentar no cocho, além do pasto. A coleta de fezes e a extração do DNA foram realizadas para análise metagenômica do microbioma fecal utilizando a abordagem de shotgun e quantificação do gene methyl coenzyme M reductase (mcrA) pela técnica de PCR em tempo real (qPCR). Foi feita análise nutricional dos alimentos disponíveis para os animais. Os resultados mostraram que a diversidade das arqueas foi maior no sistema T em comparação com o sistema I (P<0,05) e a estrutura das comunidades foi diferente entre os sistemas. Observou-se que variáveis nutricionais como fibra em detergente neutro, proteína bruta, arsênio, zinco, fósforo e teor de nitrogênio influenciaram significativamente a estrutura do sistema I, enquanto teor de carbono, chumbo e cobre influenciaram a estrutura do Sistema T. Os filos Euryarchaeota (98% e 96%), Crenarchaeota (1,5% e 2,8%), Thaumarchaeota (0,17% e 0,30%), Korarchaeota (0,13% e 0,25%) e Nanoarchaeota (0,01% e 0,02%) foram classificados para amostras pertencentes ao grupo I e T respectivamente. A análise de abundância diferencial de ALDEX2 considerando valor de P < 0,05, mostrou que 17 gêneros foram enriquecidos no sistema I enquanto 16 foram no sistema T. Baseado na análise de microbioma central, os cinco gêneros mais prevalentes no sistema I foram Methanobrevibacter, Methanothermobacter, Methanosarcina, Methanosphaera e Methanococcus, enquanto que no Sistema T, Methanobrevibacter ainda foi o mais prevalente, seguido por Methanosarcina, Methanocorpusculum, Methanothermobacter e Methanococcus. Além disso o gene funcional mcrA foi mais abundante no sistema I em comparação com o sistema T. Conclui-se que o manejo alimentar dos animais desempenhou papel preponderante na composição e estrutura das arqueas presentes no microbioma fecal de bovinos criados em sistemas tradicionais e semi-intensivo. |
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Diversidade da comunidade de arqueas em fezes de bovinos de corte submetidos aos sistemas tradicional e semi-intensivo de produçãoDiversity of the archaeal community in feces of beef cattle subjected to traditional and semi-intensive production systemsArchaeaArqueasBovinoculturaCattle farmingFecal MicrobiomeMetagenômicaMetagenomicsMicrobioma fecalO Brasil lidera globalmente na criação de gado de corte, impulsionando sua economia. Os sistemas de produção variam de sem suplementação a intensivo. O conhecimento do microbioma gastrointestinal dos bovinos é crucial para propor sistemas de produção mais sustentáveis. Abordagens moleculares, como a metagenômica, ajudam a entender a composição e função dessas comunidades microbianas. Este estudo avaliou a composição e estrutura das arqueas nas fezes de bovinos de corte de sistemas extensivo e semi-intensivo. O experimento ocorreu em seis fazendas no Estado de São Paulo, com dez bovinos (5 jovens e 5 adultos) de cada fazenda, onde o sistema sem suplementação (T) mantinha os animais apenas no pasto e o sistema suplementar (I) fornecia suplementação alimentar no cocho, além do pasto. A coleta de fezes e a extração do DNA foram realizadas para análise metagenômica do microbioma fecal utilizando a abordagem de shotgun e quantificação do gene methyl coenzyme M reductase (mcrA) pela técnica de PCR em tempo real (qPCR). Foi feita análise nutricional dos alimentos disponíveis para os animais. Os resultados mostraram que a diversidade das arqueas foi maior no sistema T em comparação com o sistema I (P<0,05) e a estrutura das comunidades foi diferente entre os sistemas. Observou-se que variáveis nutricionais como fibra em detergente neutro, proteína bruta, arsênio, zinco, fósforo e teor de nitrogênio influenciaram significativamente a estrutura do sistema I, enquanto teor de carbono, chumbo e cobre influenciaram a estrutura do Sistema T. Os filos Euryarchaeota (98% e 96%), Crenarchaeota (1,5% e 2,8%), Thaumarchaeota (0,17% e 0,30%), Korarchaeota (0,13% e 0,25%) e Nanoarchaeota (0,01% e 0,02%) foram classificados para amostras pertencentes ao grupo I e T respectivamente. A análise de abundância diferencial de ALDEX2 considerando valor de P < 0,05, mostrou que 17 gêneros foram enriquecidos no sistema I enquanto 16 foram no sistema T. Baseado na análise de microbioma central, os cinco gêneros mais prevalentes no sistema I foram Methanobrevibacter, Methanothermobacter, Methanosarcina, Methanosphaera e Methanococcus, enquanto que no Sistema T, Methanobrevibacter ainda foi o mais prevalente, seguido por Methanosarcina, Methanocorpusculum, Methanothermobacter e Methanococcus. Além disso o gene funcional mcrA foi mais abundante no sistema I em comparação com o sistema T. Conclui-se que o manejo alimentar dos animais desempenhou papel preponderante na composição e estrutura das arqueas presentes no microbioma fecal de bovinos criados em sistemas tradicionais e semi-intensivo.Brazil leads globally in beef cattle production, boosting its economy. Production systems range from no supplementation to intensive. Understanding the gastrointestinal microbiome of cattle is crucial to proposing more sustainable production systems. Molecular approaches, such as metagenomics, help understand the composition and function of these microbial communities. This study evaluated the composition and structure of archaea in the feces of beef cattle from extensive and semi-intensive systems. The experiment took place on six farms in the State of São Paulo, with ten cattle (5 young and 5 adults) from each farm, where the no supplementation system (T) kept the animals only on pasture, and the supplementary system (I) provided feed supplementation in the trough, in addition to pasture. Fecal collection and DNA extraction were carried out for metagenomic analysis of the fecal microbiome using the shotgun approach and quantification of the methyl coenzyme M reductase (mcrA) gene by real-time PCR (qPCR). Nutritional analysis of the food available to the animals was performed. The results showed that archaeal diversity was higher in the T system compared to the I system (P<0.05), and the community structure was different between the systems. It was observed that nutritional variables such as neutral detergent fiber, crude protein, arsenic, zinc, phosphorus, and nitrogen content significantly influenced the structure of the I system, while carbon content, lead, and copper influenced the structure of the T system. The phyla Euryarchaeota (98% and 96%), Crenarchaeota (1.5% and 2.8%), Thaumarchaeota (0.17% and 0.30%), Korarchaeota (0.13% and 0.25%), and Nanoarchaeota (0.01% and 0.02%) were classified for samples belonging to groups I and T respectively. Differential abundance analysis using ALDEX2 considering a P-value < 0.05, showed that 17 genera were enriched in the I system while 16 were enriched in the T system. Based on core microbiome analysis, the five most prevalent genera in the I system were Methanobrevibacter, Methanothermobacter, Methanosarcina, Methanosphaera, and Methanococcus, while in the T system, Methanobrevibacter was still the most prevalent, followed by Methanosarcina, Methanocorpusculum, Methanothermobacter, and Methanococcus. Additionally, the mcrA functional gene was more abundant in the I system compared to the T system. It is concluded that the dietary management of the animals played a predominant role in the composition and structure of the archaea present in the fecal microbiome of cattle raised in traditional and semi-intensive systemsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLouvandini, HelderFerarezi, Vinicius Santos2024-04-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64133/tde-27082024-120912/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-21T19:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-27082024-120912Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-21T19:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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