A importância da tomografia computadorizada de feixe cônico na avaliação de lesões cervicais não cariosas e de segundos canais mesiovestibulares
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25147/tde-22012025-093555/ |
Resumo: | O objetivo do presente estudo foi avaliar lesões cervicais não cariosas (LCNC) e segundos canais mesiovestibulares (MV2) tratados endodonticamente quanto as suas prevalências e dimensões das paredes dentinárias remanescentes, bem como sua associação com lesões periapicais, por meio tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). O primeiro estudo sobre espessura dentinária de canais mesiovestibulares avaliou 65 tomografias contendo 35 molares tratados endodonticamente e 35 não tratados. As espessuras de dentina das zonas de risco e de segurança foram mensuradas em três níveis a partir da região de furca para comparação. Houve diferença estatisticamente significante das espessuras dentinárias entre as zonas e entre os canais mesiovestibulares em todos os níveis mensurados (p<0.001). Houve também diferença estatisticamente significante na espessura da zona de risco entre canais tratados e não tratados (p<0.001), mas não houve na espessura da zona de segurança (p>0.05). Com isso, notou-se uma tendência de remoção de mais dentina na zona de risco (parede distal) dos canais mesiovestibulares, principalmente à 2 mm do nível de furca. No estudo sobre canais mesiovestibulares tratados e associação com lesões periapicais foram avaliadas 411 tomografias e 549 molares superiores. Foi registrado a prevalência de MV2 entre os molares superiores, a presença de MV2 não tratados, a distribuição dos forames e as lesões periapicais associadas. Uma prevalência geral de 59,7% de MV2 foi encontrada entre os molares, com 55% deles terminando em forames distintos. Houve uma forte associação entre lesões periapicais em molares com MV2 não tratados (p<0.001) e com canais terminando em forames distintos (p<0.001). A alta prevalência de MV2 presentes e terminando em forames distintos não deve ser subestimada, uma vez que tendem a apresentar mais lesões periapicais. Já no estudo de LCNC, foram analisadas 112 tomografias coletando dados sobre prevalência, dimensões das lesões e espessura dentinária remanescente. Um total de 266 LCNCs foram encontradas entre 2741 dentes, sendo mais frequentes em pré-molares (53,7%) e aumentando a prevalência com o passar da idade (p<0.001). Lesões em forma de cunha apresentaram maiores profundidades e menores alturas que as lesões em forma de colher (p<0.001). A média de espessura de dentina remanescente das LCNC variou entre 1,38 mm e 2,03 mm entre os grupos dentários. A TCFC foi eficiente na avaliação da morfologia das LCNCs e da espessura de dentina remanescente destas lesões, assim como na avaliação das espessuras de canais mesiovestibulares tratados e não tratados, e a associação destes canais com lesões periapicais. |
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A importância da tomografia computadorizada de feixe cônico na avaliação de lesões cervicais não cariosas e de segundos canais mesiovestibularesThe importance of cone-beam computed tomography on evaluation of noncarious cervical lesions and second mesiobuccal canalsCone-beam computed tomographyEndodontic treatmentLesão cervical não cariosaLesão periapicalNoncarious cervical lesionPeriapical lesionSecond mesiobuccal canalsSegundos canais mesiovestibularesTomografia computadorizada de feixe cônicoTratamento endodônticoO objetivo do presente estudo foi avaliar lesões cervicais não cariosas (LCNC) e segundos canais mesiovestibulares (MV2) tratados endodonticamente quanto as suas prevalências e dimensões das paredes dentinárias remanescentes, bem como sua associação com lesões periapicais, por meio tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). O primeiro estudo sobre espessura dentinária de canais mesiovestibulares avaliou 65 tomografias contendo 35 molares tratados endodonticamente e 35 não tratados. As espessuras de dentina das zonas de risco e de segurança foram mensuradas em três níveis a partir da região de furca para comparação. Houve diferença estatisticamente significante das espessuras dentinárias entre as zonas e entre os canais mesiovestibulares em todos os níveis mensurados (p<0.001). Houve também diferença estatisticamente significante na espessura da zona de risco entre canais tratados e não tratados (p<0.001), mas não houve na espessura da zona de segurança (p>0.05). Com isso, notou-se uma tendência de remoção de mais dentina na zona de risco (parede distal) dos canais mesiovestibulares, principalmente à 2 mm do nível de furca. No estudo sobre canais mesiovestibulares tratados e associação com lesões periapicais foram avaliadas 411 tomografias e 549 molares superiores. Foi registrado a prevalência de MV2 entre os molares superiores, a presença de MV2 não tratados, a distribuição dos forames e as lesões periapicais associadas. Uma prevalência geral de 59,7% de MV2 foi encontrada entre os molares, com 55% deles terminando em forames distintos. Houve uma forte associação entre lesões periapicais em molares com MV2 não tratados (p<0.001) e com canais terminando em forames distintos (p<0.001). A alta prevalência de MV2 presentes e terminando em forames distintos não deve ser subestimada, uma vez que tendem a apresentar mais lesões periapicais. Já no estudo de LCNC, foram analisadas 112 tomografias coletando dados sobre prevalência, dimensões das lesões e espessura dentinária remanescente. Um total de 266 LCNCs foram encontradas entre 2741 dentes, sendo mais frequentes em pré-molares (53,7%) e aumentando a prevalência com o passar da idade (p<0.001). Lesões em forma de cunha apresentaram maiores profundidades e menores alturas que as lesões em forma de colher (p<0.001). A média de espessura de dentina remanescente das LCNC variou entre 1,38 mm e 2,03 mm entre os grupos dentários. A TCFC foi eficiente na avaliação da morfologia das LCNCs e da espessura de dentina remanescente destas lesões, assim como na avaliação das espessuras de canais mesiovestibulares tratados e não tratados, e a associação destes canais com lesões periapicais.The aim of this study was to evaluate non-carious cervical lesions (NCCL) and endodontically treated second mesiobuccal canals (MB2) in terms of their prevalence and the dimensions of the remaining dentin walls, as well as their association with periapical lesions, using cone-beam computed tomography (CBCT). In the first study about dentin thickness of mesiobuccal canals, 65 CBCT containing 35 endodontically treated molars and 35 untreated molars were evaluated. The dentin thicknesses of the danger zone and safety zone were measured at three levels from the furcation area for comparison. There was a statistically significant difference in dentin thickness between the zones and between the mesiobuccal canals at all levels measured (p<0.001). There was also a statistically significant difference in the thickness of the danger zone between treated and untreated root canals (p<0.001), but there was no significant difference in the safety zone thickness (p>0.05). This showed a tendency to remove more dentin in the dange zone (distal wall) of mesiobuccal canals, especially at 2mm from the furcation level. In the study about endodontically treated mesiobuccal canals and their association with periapical lesions, 411 CBCTs and 549 maxillary molars were evaluated. The prevalence of MB2 among maxillary molars, missed MB2, distribution of foramina and periapical lesions were recorded. An overall prevalence of 59.7% of MB2 was found among molars with 55% of them ending in separate foramina. There was a strong association between periapical lesions and missed MB2 (p<0.001) and with separate foramina (p<0.001). The high prevalence of MB2 and separate foramina should not be underestimated, as they are more likely to show a periapical lesion. In the NCCL study, 112 CBCTs were analyzed, collecting data of prevalence, lesion dimensions and remaining dentin thickness. A total of 266 NCCLs were found among 2741 teeth, with most of them being found in older patients (p<0.001) and in premolars (53.7%). Wedge-shaped lesions had greater depths and lower heights than saucer-shaped lesions (p<0.001). The average remaining dentin thickness of NCCLs varied between 1.38 - 2.03 mm among the tooth groups. CBCT was effective in assessing the NCCLs morphology and the remaining dentin thickness in these lesions, as well as in assessing the dentin thickness of endodontically treated and untreated mesiobuccal canals and the association of these canals with periapical lesions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVivan, Rodrigo RicciLemos, Arthur Costa2024-08-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25147/tde-22012025-093555/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-23T13:31:02Zoai:teses.usp.br:tde-22012025-093555Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-23T13:31:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O objetivo do presente estudo foi avaliar lesões cervicais não cariosas (LCNC) e segundos canais mesiovestibulares (MV2) tratados endodonticamente quanto as suas prevalências e dimensões das paredes dentinárias remanescentes, bem como sua associação com lesões periapicais, por meio tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). O primeiro estudo sobre espessura dentinária de canais mesiovestibulares avaliou 65 tomografias contendo 35 molares tratados endodonticamente e 35 não tratados. As espessuras de dentina das zonas de risco e de segurança foram mensuradas em três níveis a partir da região de furca para comparação. Houve diferença estatisticamente significante das espessuras dentinárias entre as zonas e entre os canais mesiovestibulares em todos os níveis mensurados (p<0.001). Houve também diferença estatisticamente significante na espessura da zona de risco entre canais tratados e não tratados (p<0.001), mas não houve na espessura da zona de segurança (p>0.05). Com isso, notou-se uma tendência de remoção de mais dentina na zona de risco (parede distal) dos canais mesiovestibulares, principalmente à 2 mm do nível de furca. No estudo sobre canais mesiovestibulares tratados e associação com lesões periapicais foram avaliadas 411 tomografias e 549 molares superiores. Foi registrado a prevalência de MV2 entre os molares superiores, a presença de MV2 não tratados, a distribuição dos forames e as lesões periapicais associadas. Uma prevalência geral de 59,7% de MV2 foi encontrada entre os molares, com 55% deles terminando em forames distintos. Houve uma forte associação entre lesões periapicais em molares com MV2 não tratados (p<0.001) e com canais terminando em forames distintos (p<0.001). A alta prevalência de MV2 presentes e terminando em forames distintos não deve ser subestimada, uma vez que tendem a apresentar mais lesões periapicais. Já no estudo de LCNC, foram analisadas 112 tomografias coletando dados sobre prevalência, dimensões das lesões e espessura dentinária remanescente. Um total de 266 LCNCs foram encontradas entre 2741 dentes, sendo mais frequentes em pré-molares (53,7%) e aumentando a prevalência com o passar da idade (p<0.001). Lesões em forma de cunha apresentaram maiores profundidades e menores alturas que as lesões em forma de colher (p<0.001). A média de espessura de dentina remanescente das LCNC variou entre 1,38 mm e 2,03 mm entre os grupos dentários. A TCFC foi eficiente na avaliação da morfologia das LCNCs e da espessura de dentina remanescente destas lesões, assim como na avaliação das espessuras de canais mesiovestibulares tratados e não tratados, e a associação destes canais com lesões periapicais. |
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