Avaliação da função gonadal em homens com espondilite anquilosante

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Nukumizu, Lúcia Akemi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-25042012-112728/
Resumo: Objetivo: Avaliar a função testicular em pacientes do sexo masculino com espondilite anquilosante (EA). Métodos: Vinte pacientes com EA e vinte e quatro adultos masculinos saudáveis foram avaliados quanto às características demográficas, exame urológico, ultrassonografia testicular, avaliações dos espermatozóides, anticorpo anti-espermatozóide e perfil hormonal. Critérios de seleção foram: período de pelo menos 3 meses sem o uso de sulfasalazina e metotrexato e nunca terem usado agentes biológicos ou imunossupressores. As avaliações da EA incluíram investigações clínica e laboratorial. Resultados: A mediana da idade atual foi similar no grupo controle e EA (p=0,175). A freqüência de varicocele foi significantemente maior nos pacientes com EA em comparação com os controles (40% vs 8%, p=0,027). A mediana das formas normais de espermatozóides foi similar em pacientes com EA versus controles [17,25 (2-32,5) vs. 22,5 (1,5-45)%, p=0,215], assim como os outros parâmetros dos espermatozóides (p>0,05). Em contraste, a mediana das formas normais de espermatozóides foi significantemente menor em pacientes com EA com varicocele versus aqueles sem varicocele [13,5 (2-27) vs. 22 (10-32,5)%, p=0,049]. Reforçando esse achado, não foi observada nenhuma diferença nesse parâmetro comparando pacientes com EA e controles sem varicocele (p=0,670). Além disso, outros fatores relevantes para a disfunção testicular (anticorpo anti-espermatozóide, hormônios, marcadores inflamatórios e escores da EA) foram comparáveis em pacientes com e sem varicocele (p>0,05). Conclusão: Nós identificamos uma freqüência alta de varicocele em pacientes com EA associada a anormalidades espermáticas, contudo sem associação com tratamento, anticorpos anti-espermatozóides, alterações hormonais ou parâmetros da doença. A exclusão desses fatores sugere que a varicocele pode ser a responsável pela disfunção testicular em pacientes com EA e não o processo da doença ou a autoimunidade. Investigação da varicocele deve ser sempre realizada em pacientes com EA e problemas de fertilidade
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