Interpretação comunitária e migração no Brasil
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-26052021-190715/ |
Resumo: | Na confluência dos campos de Migração e Estudos da Interpretação, esta pesquisa teve o objetivo de trazer à luz um campo emergente da Interpretação: a Interpretação Comunitária, também conhecida como Interpretação nos Serviços Públicos ou Mediação Intercultural, entre outros nomes. A tese contou com um apanhado teórico sobre a área, inédita em português no Brasil, questões éticas e de coordenação de trabalho do intérprete comunitário e seu papel, além de tópicos sobre o ensino de Interpretação Comunitária. A Interpretação Comunitária é o tipo de mediação linguístico-cultural que se dá, geralmente, em contextos jurídicos (delegacias, prisões, tribunais, escritórios de advocacia, entrevistas migratórias etc.) e em contextos médicos (hospitais, clínicas médicas, emergências etc.), além dos contextos educacionais. A área de interpretação de linguagem de sinais, muitas vezes também é considerada como Interpretação Comunitária. A importância do estudo da área se dá pelas novas ondas migratórias que chegam ao Brasil e pela necessidade de o Estado fornecer serviços linguísticos adequados para os que não falam português, os recém-chegados ou mesmo os povos nativos que não falam português, a fim de que possam acessar os serviços públicos, e assim se comunicar com os prestadores de serviços. A pesquisa demonstrou que a maioria dos serviços de mediação linguística são fornecidos por ONGs e instituições religiosas, porém, na maioria das vezes, tais serviços são realizados por pessoas que não receberam treinamento adequado ou qualquer tipo de treinamento, são os intérpretes não-profissionais ou ad hoc. A partir de algumas experiências práticas no ensino de Interpretação Comunitária, pudemos propor o que abordar e como treinar alunos para a atuação profissional na área. Também propomos que devem existir políticas públicas adequadas para os grupos migrantes que visem a inclusão em uma perspectiva linguística de acesso a serviços e direitos. |
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Interpretação comunitária e migração no BrasilCommunity Interpreting and Migration in BrazilCommunity InterpretingImigranteImmigrantInterpretaçãoInterpretação ComunitáriaIntérpreteInterpreterInterpretingMigraçãoMigrantMigranteMigrationPolíticas PúblicasPublic PoliciesPublic ServicesRefugeeRefugiadoServiços PúblicosTraduçãoTranslationNa confluência dos campos de Migração e Estudos da Interpretação, esta pesquisa teve o objetivo de trazer à luz um campo emergente da Interpretação: a Interpretação Comunitária, também conhecida como Interpretação nos Serviços Públicos ou Mediação Intercultural, entre outros nomes. A tese contou com um apanhado teórico sobre a área, inédita em português no Brasil, questões éticas e de coordenação de trabalho do intérprete comunitário e seu papel, além de tópicos sobre o ensino de Interpretação Comunitária. A Interpretação Comunitária é o tipo de mediação linguístico-cultural que se dá, geralmente, em contextos jurídicos (delegacias, prisões, tribunais, escritórios de advocacia, entrevistas migratórias etc.) e em contextos médicos (hospitais, clínicas médicas, emergências etc.), além dos contextos educacionais. A área de interpretação de linguagem de sinais, muitas vezes também é considerada como Interpretação Comunitária. A importância do estudo da área se dá pelas novas ondas migratórias que chegam ao Brasil e pela necessidade de o Estado fornecer serviços linguísticos adequados para os que não falam português, os recém-chegados ou mesmo os povos nativos que não falam português, a fim de que possam acessar os serviços públicos, e assim se comunicar com os prestadores de serviços. A pesquisa demonstrou que a maioria dos serviços de mediação linguística são fornecidos por ONGs e instituições religiosas, porém, na maioria das vezes, tais serviços são realizados por pessoas que não receberam treinamento adequado ou qualquer tipo de treinamento, são os intérpretes não-profissionais ou ad hoc. A partir de algumas experiências práticas no ensino de Interpretação Comunitária, pudemos propor o que abordar e como treinar alunos para a atuação profissional na área. Também propomos que devem existir políticas públicas adequadas para os grupos migrantes que visem a inclusão em uma perspectiva linguística de acesso a serviços e direitos.In the intersection of Migration and Interpreting Studies, this research had the objective of bringing to light an emerging field of interpreting: Community Interpreting, also known as Public Service Interpreting or Intercultural Mediation, among other names. The doctoral thesis used some theories in the area, unprecedented in Brazil, about ethical issues and work coordination, interpreter´s role, furthermore, issues on Community Interpreting training. Community Interpreting is a type of cultural-linguistic mediation that usually occurs in legal contexts (police stations, courts, lawyer´s office, migration offices, etc.) and in medical contexts (hospitals, doctor´s office, emergency rooms, etc.), also in educational contexts. The field of Signed Language Interpreting many times is also considered as being part of Community Interpreting. The importance of studying this area is justified by the new migration waves coming to Brazil, and the need for the State to provide adequate linguistic services to those who do not speak Portuguese, the recent migrants or even native people who do not speak Portuguese, so that they can use public services and communicate with service providers. The research showed that most of the linguistic services are actually provided by NGOs and religious institutions, however, most of the times, these services are provided by people who have not received appropriate training or no training at all; they are known as non-professional interpreters or ad hoc. From practical training experiences in the field of Community Interpreting, we propose what to approach and how to train students for professional performance in the area. We also strongly suggest that there should be adequate public policies to migrants which aim the inclusion in a linguistic perspective of access to services and rights.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMilton, JohnOriguela, Daniella Avelaneda2020-09-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8160/tde-26052021-190715/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-05-27T02:10:03Zoai:teses.usp.br:tde-26052021-190715Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-05-27T02:10:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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