Irritabilidade em crianças pré-escolares com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: análise de fatores ambientais familiares
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-24092025-180026/ |
Resumo: | A irritabilidade acomete um terço das crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), associando-se a vários desfechos negativos no desenvolvimento. O ambiente em que a criança vive é essencial no processo de regulação emocional, especialmente durante o período pré-escolar, e pouco se sabe sobre a associação entre fatores ambientais familiares específicos e irritabilidade em crianças com TDAH. Assim, o objetivo desta pesquisa foi investigar a relação entre fatores ambientais familiares específicos e irritabilidade em crianças pré-escolares com TDAH. Trata-se de um estudo observacional transversal aninhado a um ensaio clínico randomizado que incluiu 153 crianças pré-escolares com TDAH o estudo MAPPA. Apenas dados pré-intervenção foram considerados em nossas análises. Para a avaliação de irritabilidade, utilizou-se a escala Affective Reactivity Index (ARI). Os fatores ambientais familiares foram investigados e categorizados em três dimensões: parentalidade, ambiente familiar e psicopatologia materna. A parentalidade foi avaliada utilizando-se o Preschool Five-Minute Speech Sample (PFMSS), a Parenting Scale, a Parenting Sense of Competence Scale e a Parent Practices Scale. O ambiente familiar foi analisado pela Chaos, Hubbub, and Order Scale. E a psicopatologia materna foi examinada por meio do Beck Depression Inventory-II, da Adult Self-Report Scale, da Wechsler Adult Intelligence Scale-III e do Adult Temperament Questionnaire. Realizou-se uma análise exploratória para avaliar o poder explicativo das variáveis individualmente e aplicou-se uma regressão stepwise de Poisson para identificar quais desses fatores ambientais poderiam ser potenciais preditores de irritabilidade. Os resultados demonstraram associações entre irritabilidade e as dimensões de parentalidade e psicopatologia materna. A parentalidade com disciplinas disfuncionais associou-se a um maior nível de irritabilidade, enquanto as práticas parentais mais positivas, melhor qualidade na relação mãe-filho e a maior percepção de competência parental associaram-se a um menor nível de irritabilidade nas crianças da amostra. Sintomas de depressão e de TDAH nas mães foram relacionados a níveis mais elevados de irritabilidade. A análise pela regressão de Poisson revelou que uma maior frequência de comentários negativos em relação aos positivos no PFMSS, menos práticas parentais positivas e sintomas de TDAH nas mães foram os preditores significativos de irritabilidade. Esses achados destacam a importância de uma avaliação completa das práticas parentais, da interação entre pais e filhos e da saúde mental dos cuidadores ao planejar intervenções voltadas para a redução de irritabilidade em crianças pré-escolares com TDAH. |
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Irritabilidade em crianças pré-escolares com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: análise de fatores ambientais familiaresIrritability in preschool children with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: analysis of family environmental factorsAttention-deficit/hyperactivity disorderFamily environmental factorsFatores ambientais familiaresIrritabilidadeIrritabilityParental psychopathologyParentalidadeParentingPré-escolarPreschoolersPsicopatologia parentalTranstorno de déficit de atenção e hiperatividadeA irritabilidade acomete um terço das crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), associando-se a vários desfechos negativos no desenvolvimento. O ambiente em que a criança vive é essencial no processo de regulação emocional, especialmente durante o período pré-escolar, e pouco se sabe sobre a associação entre fatores ambientais familiares específicos e irritabilidade em crianças com TDAH. Assim, o objetivo desta pesquisa foi investigar a relação entre fatores ambientais familiares específicos e irritabilidade em crianças pré-escolares com TDAH. Trata-se de um estudo observacional transversal aninhado a um ensaio clínico randomizado que incluiu 153 crianças pré-escolares com TDAH o estudo MAPPA. Apenas dados pré-intervenção foram considerados em nossas análises. Para a avaliação de irritabilidade, utilizou-se a escala Affective Reactivity Index (ARI). Os fatores ambientais familiares foram investigados e categorizados em três dimensões: parentalidade, ambiente familiar e psicopatologia materna. A parentalidade foi avaliada utilizando-se o Preschool Five-Minute Speech Sample (PFMSS), a Parenting Scale, a Parenting Sense of Competence Scale e a Parent Practices Scale. O ambiente familiar foi analisado pela Chaos, Hubbub, and Order Scale. E a psicopatologia materna foi examinada por meio do Beck Depression Inventory-II, da Adult Self-Report Scale, da Wechsler Adult Intelligence Scale-III e do Adult Temperament Questionnaire. Realizou-se uma análise exploratória para avaliar o poder explicativo das variáveis individualmente e aplicou-se uma regressão stepwise de Poisson para identificar quais desses fatores ambientais poderiam ser potenciais preditores de irritabilidade. Os resultados demonstraram associações entre irritabilidade e as dimensões de parentalidade e psicopatologia materna. A parentalidade com disciplinas disfuncionais associou-se a um maior nível de irritabilidade, enquanto as práticas parentais mais positivas, melhor qualidade na relação mãe-filho e a maior percepção de competência parental associaram-se a um menor nível de irritabilidade nas crianças da amostra. Sintomas de depressão e de TDAH nas mães foram relacionados a níveis mais elevados de irritabilidade. A análise pela regressão de Poisson revelou que uma maior frequência de comentários negativos em relação aos positivos no PFMSS, menos práticas parentais positivas e sintomas de TDAH nas mães foram os preditores significativos de irritabilidade. Esses achados destacam a importância de uma avaliação completa das práticas parentais, da interação entre pais e filhos e da saúde mental dos cuidadores ao planejar intervenções voltadas para a redução de irritabilidade em crianças pré-escolares com TDAH.Irritability affects one-third of children and adolescents with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) and is associated with negative developmental outcomes. The family environment has a prominent role in the childs emotional regulation process, especially during the preschool period, and little is known about the association between specific family environmental factors and irritability in children with ADHD. Thus, the objective of this study was to investigate the relationship between specific family environmental factors and irritability in preschool children with ADHD. This is a cross-sectional observational study nested within a randomized clinical trial that included 153 preschool children with ADHD the MAPPA study. Here, only pre-intervention data were considered. Irritability was measured by the Affective Reactivity Index (ARI). Family environmental factors were analyzed using several instruments that were categorized into three dimensions: parenting, family environment and maternal psychopathology. Parenting was evaluated using the Preschool Five-Minute Speech Sample (PFMSS), the Parenting Scale, the Parenting Sense of Competence Scale, and the Parent Practices Scale. Family environment was assessed with the Chaos, Hubbub, and Order Scale. Maternal psychopathology was examined with the Beck Depression Inventory-II, the Adult Self-Report Scale, the Wechsler Adult Intelligence Scale-III, and the Adult Temperament Questionnaire. An exploratory analysis was performed to evaluate the explanatory power of individual variables, followed by a stepwise Poisson regression model to identify which environmental factors might serve as potential predictors of irritability. The results showed associations between irritability and the dimensions of parenting and maternal psychopathology. Dysfunctional parenting behaviors were correlated with increased irritability scores, while more positive parenting practices, better quality of the mother-child relationship, and a greater perception of parental competence were associated with lower levels of child irritability. Maternal depressive and ADHD symptoms were related to higher levels of irritability. The stepwise Poisson regression analysis revealed that a greater frequency of negative over positive comments in the PFMSS, alongside less positive parenting practices and maternal ADHD symptoms, were significant independent predictors of irritability. These findings highlight the importance of a thorough assessment of parenting practices, parent-child interactions and parental psychopathology, when planning interventions aimed at reducing irritability in preschoolers with ADHDBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPolanczyk, Guilherme VanoniBaraniuk, Analin Ono2025-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-24092025-180026/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-25T09:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-180026Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-25T09:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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