Tradução e adaptação cultural do IHI intensive care unit (ICU) adverse event trigger tool para uso em unidades críticas brasileiras
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-03022025-121723/ |
Resumo: | O objetivo do estudo foi traduzir e adaptar o IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool para a cultura brasileira, visando sua utilização em unidades de cuidados intensivos. A tradução da ferramenta foi realizada por dois tradutores de forma independente. As discrepâncias entre as traduções foram solucionadas por meio de consenso, e o produto dessa etapa foi a produção da versão Ferramenta de Gatilhos de Eventos Adversos para UTI. Os gatilhos foram, então, analisados por uma equipe constituída por nove expertos, selecionados pelo método bola de neve. Esses expertos avaliaram os gatilhos utilizando uma escala Likert, considerando um Índice de Validade de Conteúdo (IVC) ≥80%. Em seguida, foi realizado um teste piloto em uma UTI de hospital filantrópico do interior de Minas Gerais por dois revisores independentes, enquanto um terceiro verificou se os gatilhos representavam, de fato, um Evento Adverso (EA); em seguida, o grau do dano foi classificado conforme o Índice do National Coordinating Council for Medication Error Reporting (NCC MERP), conforme preconizado na metodologia do IHI. A confiabilidade inter examinadores foi considerada satisfatória, variando de 0,80 a 1,0, com um erro padrão de 0,129. A aplicação da IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool em uma amostra de 30 prontuários permitiu a identificação de um total de 190 gatilhos, dos quais 23 foram classificados como EA. Entre os casos analisados, 30% não resultaram em dano aos pacientes. No entanto, 1,6% contribuíram para o óbito. Assim, foram identificados 5,38 EA por 1.000 pacientes/dia; 4,14 EA por 100 admissões e 4,14% de admissões com um EA. A ferramenta traduzida e adaptada para uso em UTI do Brasil foi renomeada para \"Ferramenta de Gatilhos de Eventos Adversos para UTI\". Embora os resultados iniciais sejam promissores, indicando um desempenho satisfatório da ferramenta adaptada, são necessários estudos futuros para validar completamente sua aplicabilidade e robustez no contexto brasileiro. Recomenda-se a realização de análises psicométricas detalhadas, incluindo a validade de construto e critério, bem como a avaliação da estabilidade temporal e a implementação de estudos multicêntricos. |
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Tradução e adaptação cultural do IHI intensive care unit (ICU) adverse event trigger tool para uso em unidades críticas brasileirasTranslation and cultural adaptation of the IHI intensive care unit (ICU) adverse event trigger tool for use in brazilian critical unitsAdult intensive care unit (ICU)Adverse eventsEstudo metodológicoEventos adversosFerramenta de gatilhosMethodological studyPatient safetySegurança do pacienteTriggers toolUnidade de terapia intensiva (UTI) adultoO objetivo do estudo foi traduzir e adaptar o IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool para a cultura brasileira, visando sua utilização em unidades de cuidados intensivos. A tradução da ferramenta foi realizada por dois tradutores de forma independente. As discrepâncias entre as traduções foram solucionadas por meio de consenso, e o produto dessa etapa foi a produção da versão Ferramenta de Gatilhos de Eventos Adversos para UTI. Os gatilhos foram, então, analisados por uma equipe constituída por nove expertos, selecionados pelo método bola de neve. Esses expertos avaliaram os gatilhos utilizando uma escala Likert, considerando um Índice de Validade de Conteúdo (IVC) ≥80%. Em seguida, foi realizado um teste piloto em uma UTI de hospital filantrópico do interior de Minas Gerais por dois revisores independentes, enquanto um terceiro verificou se os gatilhos representavam, de fato, um Evento Adverso (EA); em seguida, o grau do dano foi classificado conforme o Índice do National Coordinating Council for Medication Error Reporting (NCC MERP), conforme preconizado na metodologia do IHI. A confiabilidade inter examinadores foi considerada satisfatória, variando de 0,80 a 1,0, com um erro padrão de 0,129. A aplicação da IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool em uma amostra de 30 prontuários permitiu a identificação de um total de 190 gatilhos, dos quais 23 foram classificados como EA. Entre os casos analisados, 30% não resultaram em dano aos pacientes. No entanto, 1,6% contribuíram para o óbito. Assim, foram identificados 5,38 EA por 1.000 pacientes/dia; 4,14 EA por 100 admissões e 4,14% de admissões com um EA. A ferramenta traduzida e adaptada para uso em UTI do Brasil foi renomeada para \"Ferramenta de Gatilhos de Eventos Adversos para UTI\". Embora os resultados iniciais sejam promissores, indicando um desempenho satisfatório da ferramenta adaptada, são necessários estudos futuros para validar completamente sua aplicabilidade e robustez no contexto brasileiro. Recomenda-se a realização de análises psicométricas detalhadas, incluindo a validade de construto e critério, bem como a avaliação da estabilidade temporal e a implementação de estudos multicêntricos.The objective of the study was to translate and adapt the IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool for Brazilian culture, aiming for its use in intensive care units. The translation of the tool was carried out by two translators independently. Discrepancies between translations were resolved through consensus and the product of this stage was the production of the Adverse Event Triggers Tool for ICU version. The triggers were then analyzed by a team made up of nine experts, selected using the snowball method. These experts evaluated the triggers using a Likert scale, considering a Content Validity Index (CVI) &age;80%. Then, a pilot test was carried out in an ICU of a philanthropic hospital in the interior of Minas Gerais by two independent reviewers, while a third verified whether the triggers represented, in fact, an Adverse Event (AE); then, the degree of damage was classified according to the National Coordinating Council for Medication Error Reporting (NCC MERP) Index, as recommended in the IHI methodology. Inter-rater reliability was considered extremely satisfactory, ranging from 0.80 to 1.0, with a standard error of 0.129. The application of the IHI Intensive Care Unit (ICU) Adverse Event Trigger Tool to a sample of 30 medical records allowed the identification of a total of 190 triggers, of which 23 were classified as AEs. Among the cases analyzed, 30% did not result in harm to patients. However, 1.6% contributed to the death. Thus, 5.38 adverse events were identified per 1,000 patients/day; 4.14 adverse events per 100 admissions and 4.14% of admissions with an adverse event. Although the initial results are promising, indicating satisfactory performance of the adapted tool, future studies are needed to fully validate its applicability and robustness in the Brazilian context. It is recommended that detailed psychometric analyzes be carried out, including construct and criterion validity, as well as the assessment of temporal stability and the implementation of multicenter studies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSousa, Fernanda Raphael Escobar Gimenes dePedroso, Talita2024-10-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-03022025-121723/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-27T18:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022025-121723Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-27T18:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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