Estudo da adenosina quinase na progressão e resistência do melanoma humano
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9143/tde-01102025-102119/ |
Resumo: | O melanoma é uma neoplasia maligna originada dos melanócitos que, apesar de representar apenas 4% dos cânceres de pele, é responsável por 80% das mortes devido à resistência a inibidores de proteínas mutantes da via MAPK, como BRAF. Embora a atividade da adenosina quinase (ADK) já tenha sido associada ao crescimento celular, seu papel no melanoma ainda não foi investigado. Estudos in silico de nosso grupo, utilizando os bancos de dados TCGA e GEO, identificaram ADK como um gene diferencialmente expresso entre nevo benigno e melanoma metastático. Dados do TCGA revelaram que 9% das amostras de melanoma cutâneo apresentam alterações genéticas em ADK, principalmente aumento de mRNA. Validamos esses dados em linhagens de melanoma sensíveis e resistentes ao inibidor de BRAF por RT-qPCR e Western Blotting, observando aumento de ADK no melanoma metastático e diminuição em células resistentes ao BRAF. Ensaios de imunofluorescência mostraram a predominância da isoforma nuclear de ADK (ADKL), associada ao desenvolvimento tumoral. Em experimentos com ABT702 (inibidor de ADK), células de melanoma sensíveis apresentaram aumento da proliferação em baixas concentrações, enquanto altas concentrações inibiram o crescimento. Em células resistentes, o tratamento diminuiu a proliferação em 72h. Além disso, o tratamento reduziu a invasão celular das linhagens sensíveis. A inibição de ADK manteve níveis relativos elevados de AMP e ADP, sugerindo a ativação de vias metabólicas alternativas para a sustentação desses metabólitos. A inibição de ADK (via shRNA e farmacológica) também impactou a expressão de genes relacionados às catepsinas e proteínas quinases, envolvidas na resistência do melanoma. Esses resultados sugerem que ADK pode influenciar a progressão do melanoma e a resistência à terapia, indicando a importância de explorar seu papel no metabolismo das purinas e na sinalização celular. |
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Estudo da adenosina quinase na progressão e resistência do melanoma humanoStudy of adenosine kinase in the progression and resistance of human melanomaADKADKBRAF resistanceGene inhibitionInibição farmacológicaInibição gênicaMelanomaMelanomaPharmacological inhibitionProgressão tumoralResistência ao BRAFTumor progressionO melanoma é uma neoplasia maligna originada dos melanócitos que, apesar de representar apenas 4% dos cânceres de pele, é responsável por 80% das mortes devido à resistência a inibidores de proteínas mutantes da via MAPK, como BRAF. Embora a atividade da adenosina quinase (ADK) já tenha sido associada ao crescimento celular, seu papel no melanoma ainda não foi investigado. Estudos in silico de nosso grupo, utilizando os bancos de dados TCGA e GEO, identificaram ADK como um gene diferencialmente expresso entre nevo benigno e melanoma metastático. Dados do TCGA revelaram que 9% das amostras de melanoma cutâneo apresentam alterações genéticas em ADK, principalmente aumento de mRNA. Validamos esses dados em linhagens de melanoma sensíveis e resistentes ao inibidor de BRAF por RT-qPCR e Western Blotting, observando aumento de ADK no melanoma metastático e diminuição em células resistentes ao BRAF. Ensaios de imunofluorescência mostraram a predominância da isoforma nuclear de ADK (ADKL), associada ao desenvolvimento tumoral. Em experimentos com ABT702 (inibidor de ADK), células de melanoma sensíveis apresentaram aumento da proliferação em baixas concentrações, enquanto altas concentrações inibiram o crescimento. Em células resistentes, o tratamento diminuiu a proliferação em 72h. Além disso, o tratamento reduziu a invasão celular das linhagens sensíveis. A inibição de ADK manteve níveis relativos elevados de AMP e ADP, sugerindo a ativação de vias metabólicas alternativas para a sustentação desses metabólitos. A inibição de ADK (via shRNA e farmacológica) também impactou a expressão de genes relacionados às catepsinas e proteínas quinases, envolvidas na resistência do melanoma. Esses resultados sugerem que ADK pode influenciar a progressão do melanoma e a resistência à terapia, indicando a importância de explorar seu papel no metabolismo das purinas e na sinalização celular.Melanoma is a malignant tumor arising from melanocytes. Despite accounting for only 4% of skin cancers, it causes 80% of related deaths, primarily due to resistance to inhibitors targeting mutant proteins in the MAPK pathway, such as BRAF. While adenosine kinase (ADK) has been linked to cell growth and proliferation, its role in melanoma remains largely unexplored. Our in silico analysis using the TCGA and GEO databases identified ADK as a gene differentially expressed between benign nevi and metastatic melanoma. Notably, TCGA data showed that 9% of cutaneous melanoma samples have genetic alterations in ADK, mainly characterized by increased mRNA levels. We validated these findings in BRAF inhibitor-sensitive and -resistant melanoma cell lines using RT-qPCR and Western Blotting, observing higher ADK expression in metastatic melanoma and reduced levels in resistant cells. Immunofluorescence assays revealed the predominance of the nuclear isoform of ADK (ADK-L), which has been associated with tumor development. Experiments using ABT702 (ADK inhibitor) demonstrated that low concentrations increased the proliferation of sensitive melanoma cells, while higher concentrations suppressed growth. In resistant cells, proliferation was reduced in 72 hours of treatment. Additionally, ABT702 reduced the invasion of sensitive cell lines. ADK inhibition maintained relatively high levels of AMP and ADP, suggesting the activation of alternative metabolic pathways to sustain these metabolites. ADK inhibition (using shRNA and pharmacological methods) also affected the expression of genes related to cathepsins and protein kinases, which are associated with melanoma resistance. These findings suggest that ADK may play a role in melanoma progression and therapy resistance, emphasizing the need to further explore its function in purine metabolism and cellular signaling.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMaria Engler, Silvya Stuchi Oliveira, Érica Aparecida deSilva, Julia Rezende da2025-07-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9143/tde-01102025-102119/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-06T18:42:02Zoai:teses.usp.br:tde-01102025-102119Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-06T18:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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