O habitar no espaço urbano periférico: conjuntos de habitação social
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-07022024-173607/ |
Resumo: | A habitação urbana torna-se uma questão social, com o desenvolvimento das grandes cidades. No inicio do processo de urbanização, os trabalhadores só encontravam na cidade um espaço de vida miserável e opressivo, embora este fosse produzido no âmbito de uma atividade lucrativa. Sua moradia insalubre, ameaçando a saúde e ordem públicas, foi reconhecida como uma questão social a ser enfrentada. A suburbanização acabou apontando saídas que viabilizavam o acesso à moradia pelos que recebiam baixos salários. No concreto, tratava-se de uma enorme expansão de práticas especulativas a produzir espaços que se caracterizaram pela baixa qualidade urbana e ambiental. Em contraposição, propostas de espaços de vida para trabalhadores, mais ricos em qualidade arquitetural e urbana, encontram um lugar para se expressar na Rússia soviética e na Alemanha de Weimar, onde se abriu um campo à experimentação, reunindo intelectuais e movimento sindical de trabalhadores. É o ambiente de nascimento da arquitetura moderna, que se dá, em parte, inspirada na produção dos Siedlungen, conjuntos de moradias para trabalhadores, em que se valoriza a vida e o espaço coletivo. São experiências que não sobreviveram à crise de 1929, e a ascensão do nazismo e do stalinismo. Após a segunda guerra mundial, elas pareciam ressurgir na produção de grandes conjuntos habitacionais. Mas estes acabam por se caracterizar pela localização em áreas mal urbanizadas, pela construção o mais rápida e barata possível, capaz de possibilitar grandes lucros. Os modelos da década de 1920 são assumidos como um manto moderno a recobrir velhas práticas. Mas apesar de se tornarem formas dominantes de produção habitacional, não conseguiram impedir que experiências que as contestam ressurjam no ambiente urbano. A presente tese voltou-se para a análise de exemplos de produção habitacional em São Paulo, comparando formas de produção habitacional promovidas pelo Estado, com outras, que a elas se contrapõem, surgidas no âmbito dos movimentos de luta por moradia. |
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