Efeitos da administração aguda de Modafinil na cognição e na aprendizagem de pessoas idosas: um estudo clínico, duplo-cego, cruzado e controlado por placebo
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-21022025-110333/ |
Resumo: | Introdução: Com o avançar da idade, observa-se um declínio gradual e progressivo das funções cognitivas, associado a alterações estruturais. O modafinil é um estimulante não anfetamínico, com ação específica nos distúrbios do ciclo sono-vigília. No entanto, evidências indicam que modafinil proporciona aprimoramento das funções cognitivas, em particular às funções executivas, atenção e aprendizagem. Objetivo: Avaliar os efeitos da administração aguda de modafinil na cognição e na aprendizagem de pessoas idosas. Método: Trata-se de um estudo clínico, duplo-cego e controlado por placebo. Foi realizada uma avaliação basal e, posteriormente, os indivíduos foram distribuídos randomicamente para receber 100mg de modafinil ou placebo. As avaliações foram compostas por: medida de avaliação da aprendizagem, avaliada por meio de Tarefa Matching-to-Sample (MTS); medidas de avaliação de desempenho cognitivo, avaliadas por meio do Mini exame do estado mental (MEEM), Teste dos Cinco Dígitos (Five Digits Test - FDT) e Potencial Evocado Auditivo P300; medidas de sedação, ansiedade e humor, avaliadas por meio da Escala Analógica Visual de Humor (VAMS) e Escala de Sonolência de Epworth (ESS-BR). O intervalo entre as avaliações foi de 15 dias. Resultados: Foram selecionadas 30 pessoas idosas. O Teste de Friedman mostrou diferenças estatisticamente significativas no bloco AB da tarefa MTS para a variável número de repetições (χ2(2) =11,402; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,014). Também foram identificadas diferenças estatisticamente significativas no bloco AC para a variável tempo de resposta (χ2(2) =11,467; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,002). Com relação aos resultados do Teste FDT, o teste de Friedman encontrou diferença significativa nos tempos das variáveis Escolha (χ2(2) =10,288; p=,006) e Alternância (χ2(2) =6,948; p=0,031). O teste de comparação de pares mostrou que o tempo de execução em ambas as variáveis foi menor com a administração do modafinil em comparação à avaliação basal. Na avaliação do P300, a ANOVA de medidas repetidas demonstrou diferença significativa para a medida de latência no canal Fz (F(2)=5,137; p=0,010; ηp2=0,197), com a administração de placebo em comparação a avaliação basal (p=0,021). Conclusão: A administração aguda de modafinil 100mg parece melhorar a atenção, função executiva e aprendizagem de pessoas idosas. Além disso, o modafinil foi bem tolerado nessa população. Futuros estudos são necessários para expandir e aprofundar os resultados obtidos. |
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Efeitos da administração aguda de Modafinil na cognição e na aprendizagem de pessoas idosas: um estudo clínico, duplo-cego, cruzado e controlado por placeboEffects of acute administration of Modafinil on cognition and learning in older people: a double-blind, cross-over, placebo-controlled clinical trialCognição. Aprendizagem. Modafinil. Pessoa idosaCognitionLearningModafinilOlder peopleIntrodução: Com o avançar da idade, observa-se um declínio gradual e progressivo das funções cognitivas, associado a alterações estruturais. O modafinil é um estimulante não anfetamínico, com ação específica nos distúrbios do ciclo sono-vigília. No entanto, evidências indicam que modafinil proporciona aprimoramento das funções cognitivas, em particular às funções executivas, atenção e aprendizagem. Objetivo: Avaliar os efeitos da administração aguda de modafinil na cognição e na aprendizagem de pessoas idosas. Método: Trata-se de um estudo clínico, duplo-cego e controlado por placebo. Foi realizada uma avaliação basal e, posteriormente, os indivíduos foram distribuídos randomicamente para receber 100mg de modafinil ou placebo. As avaliações foram compostas por: medida de avaliação da aprendizagem, avaliada por meio de Tarefa Matching-to-Sample (MTS); medidas de avaliação de desempenho cognitivo, avaliadas por meio do Mini exame do estado mental (MEEM), Teste dos Cinco Dígitos (Five Digits Test - FDT) e Potencial Evocado Auditivo P300; medidas de sedação, ansiedade e humor, avaliadas por meio da Escala Analógica Visual de Humor (VAMS) e Escala de Sonolência de Epworth (ESS-BR). O intervalo entre as avaliações foi de 15 dias. Resultados: Foram selecionadas 30 pessoas idosas. O Teste de Friedman mostrou diferenças estatisticamente significativas no bloco AB da tarefa MTS para a variável número de repetições (χ2(2) =11,402; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,014). Também foram identificadas diferenças estatisticamente significativas no bloco AC para a variável tempo de resposta (χ2(2) =11,467; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,002). Com relação aos resultados do Teste FDT, o teste de Friedman encontrou diferença significativa nos tempos das variáveis Escolha (χ2(2) =10,288; p=,006) e Alternância (χ2(2) =6,948; p=0,031). O teste de comparação de pares mostrou que o tempo de execução em ambas as variáveis foi menor com a administração do modafinil em comparação à avaliação basal. Na avaliação do P300, a ANOVA de medidas repetidas demonstrou diferença significativa para a medida de latência no canal Fz (F(2)=5,137; p=0,010; ηp2=0,197), com a administração de placebo em comparação a avaliação basal (p=0,021). Conclusão: A administração aguda de modafinil 100mg parece melhorar a atenção, função executiva e aprendizagem de pessoas idosas. Além disso, o modafinil foi bem tolerado nessa população. Futuros estudos são necessários para expandir e aprofundar os resultados obtidos.Introduction: Ageing is usually followed by a gradual and progressive decline in cognitive functions associated with structural changes. modafinil is a non-amphetamine stimulant with a specific action on sleep-wake cycle disorders; however, evidence indicates that modafinil enhances cognitive functions, particularly executive functions, attention and learning. Objective: To evaluate the effects of acute modafinil administration on cognition and learning in older people. Method: double-blind, crossover, placebo-controlled clinical trial. Subjects underwent a baseline assessment before being randomly assigned to receive either 100mg of modafinil or placebo. These assessments consisted of the Matching-to-Sample Task (MTS), for learning capacity; the Mini Mental State Examination (MMSE), the Five Digits Test (FDT) and the P300 Auditory Evoked Potential, for cognitive performance; the Analog and Visual Mood Scale (AVMS) and the Epworth Sleepiness Scale (ESS-BR), for sedation, anxiety and mood measurements. Assessments were taken with an interval of 15 days. Results: Thirty older subjects were selected. The Friedman test showed statistically significant differences in the AB block of the MTS task for number of repetitions (χ2(2) = 1,402; p = 0.003), with significant difference between baseline and modafinil assessments (p = 0.014). Statistically significant differences were also identified in the AC block for response time (χ2(2) =11,467; p = 0.003), with difference between baseline and modafinil assessments (p = 0.002). In the FDT Test, Friedman\'s test found significant differences in times for Choice (χ2(2) = 10,288; p = 0.006) and Alternation (χ2(2) = 6,948; p = 0.031). Pairwise comparison showed that the execution time for both variables was shorter with the administration of modafinil compared to the baseline assessment. In the P300 evaluation, the repeated measures ANOVA showed a significant difference for the latency measurement in the Fz channel (F(2) = 5,137; p = 0.010; ηp2 = 0.197), with the administration of placebo compared to the baseline evaluation (p = 0.021). Conclusion: Acute administration of modafinil 100mg seems to improve attention, executive function and learning in elderly people. In addition, it seems that modafinil is a well-tolerated drug in this population. Future studies are needed to expand and deepen the results obtained here.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPChagas, Marcos Hortes NisiharaGuarisco, Letícia Pimenta CostaBomfim, Ana Julia de Lima2024-11-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-21022025-110333/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T13:21:49Zoai:teses.usp.br:tde-21022025-110333Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T13:21:49Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Com o avançar da idade, observa-se um declínio gradual e progressivo das funções cognitivas, associado a alterações estruturais. O modafinil é um estimulante não anfetamínico, com ação específica nos distúrbios do ciclo sono-vigília. No entanto, evidências indicam que modafinil proporciona aprimoramento das funções cognitivas, em particular às funções executivas, atenção e aprendizagem. Objetivo: Avaliar os efeitos da administração aguda de modafinil na cognição e na aprendizagem de pessoas idosas. Método: Trata-se de um estudo clínico, duplo-cego e controlado por placebo. Foi realizada uma avaliação basal e, posteriormente, os indivíduos foram distribuídos randomicamente para receber 100mg de modafinil ou placebo. As avaliações foram compostas por: medida de avaliação da aprendizagem, avaliada por meio de Tarefa Matching-to-Sample (MTS); medidas de avaliação de desempenho cognitivo, avaliadas por meio do Mini exame do estado mental (MEEM), Teste dos Cinco Dígitos (Five Digits Test - FDT) e Potencial Evocado Auditivo P300; medidas de sedação, ansiedade e humor, avaliadas por meio da Escala Analógica Visual de Humor (VAMS) e Escala de Sonolência de Epworth (ESS-BR). O intervalo entre as avaliações foi de 15 dias. Resultados: Foram selecionadas 30 pessoas idosas. O Teste de Friedman mostrou diferenças estatisticamente significativas no bloco AB da tarefa MTS para a variável número de repetições (χ2(2) =11,402; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,014). Também foram identificadas diferenças estatisticamente significativas no bloco AC para a variável tempo de resposta (χ2(2) =11,467; p=0,003), com diferença entre as avaliações basal e modafinil (p=0,002). Com relação aos resultados do Teste FDT, o teste de Friedman encontrou diferença significativa nos tempos das variáveis Escolha (χ2(2) =10,288; p=,006) e Alternância (χ2(2) =6,948; p=0,031). O teste de comparação de pares mostrou que o tempo de execução em ambas as variáveis foi menor com a administração do modafinil em comparação à avaliação basal. Na avaliação do P300, a ANOVA de medidas repetidas demonstrou diferença significativa para a medida de latência no canal Fz (F(2)=5,137; p=0,010; ηp2=0,197), com a administração de placebo em comparação a avaliação basal (p=0,021). Conclusão: A administração aguda de modafinil 100mg parece melhorar a atenção, função executiva e aprendizagem de pessoas idosas. Além disso, o modafinil foi bem tolerado nessa população. Futuros estudos são necessários para expandir e aprofundar os resultados obtidos. |
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