Própolis vermelha: desenvolvimento de métodos analíticos e validação por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pinheiro, Ana Maria de Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-03122024-161230/
Resumo: A própolis vermelha é uma das mais relevante no Brasil, a qual é encontrada principalmente na região nordeste. Suas principais fontes botânicas são a Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub e Symphonia globulifera L.f. A própolis vermelha e alguns de seus compostos isolados têm diversas propriedades biológicas comprovadas, tais como antibacteriana, antifúngica, antioxidante e anti-inflamatória. Sendo assim, é de extrema importância que o extrato da própolis vermelha e seus produtos sejam padronizados para garantir a segurança e a qualidade no consumo dos mesmos. Para tanto, se faz necessário o desenvolvimento e a validação de métodos analíticos. Neste trabalho foram desenvolvidos dois métodos para análise dos compostos da própolis vermelha, um para os flavonoides/pterocarpano e outro para as benzofenonas. Os flavonoides analisados foram: liquiritigenina, calicosina, isoliquiritigenina, formononetina, vestitol, neovestitol, biochanina A e o 7-O-metilvestitol. O pterocarpano analisado foi a medicarpina. As benzonfenonas foram: oblongifolina B e a mistura de gutiferona E e xantoquimol. Os métodos foram desenvolvidos no equipamento de Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplado à Espectrometria de Massas (UPLC-MS/MS), equipado com fonte de ionização eletrospray (ESI), operando nos modos positivo e negativo. Foram avaliados e otimizados os seguintes parâmetros para cada composto: modo de ionização, Monitoramento de Reações Múltiplas (MRM), energia de colisão e voltagem do cone. Foram selecionadas as condições nas quais os compostos tinham maior eficiência de ionização e as transições de fragmentação mais intensas. Utilizou-se a coluna Ascentis Express F5 (100 x 2,1 mm, 2,7 µm) e pré-coluna Ascentis Express F5 (5 mm x 2,1 mm, 2,7 µm) em ambos os métodos. Para o método dos flavonoides/pterocarpano foi utilizada fase móvel de 0,1% ácido fórmico em água (solvente A) e 0,1% ácido fórmico em metanol (solvente B), eluição por gradiente, com vazão de 350 µL/min e volume de injeção de 5 µL. O solvente B passou de 30% - 100% em 10 min; manteve-se em 100% até 12 min; passou de 100% para 30% até 13 min e manteve-se em 30% até 18 min, recompondo a condição inicial. No caso das benzofenonas, a fase móvel consistiu-se em ácido fórmico 0,1% em água (solvente A) e ácido fórmico 0,1% em acetonitrila (solvente B) com vazão de 300 µL /min e volume de injeção de 5 µL. O método foi realizado em modo isocrático com 55% de solvente B e 45% de solvente A por 25 min. Este método apresentou seletividade e permitiu a separação cromatográfica dos isômeros oblongifolina B, gutiferona E e xantoquimol. Neste trabalho foi possível validar o método dos flavonoides/pterocarpano, no qual foram avaliados os parâmetros de seletividade, efeito matriz, faixa de trabalho, linearidade, limite de quantificação, precisão, exatidão e robustez. O método dos flavonoides/pterocarpano foi validado com base nos guias analíticos da ANVISA e ICH, permitindo a quantificação dos compostos em extratos de própolis vermelha com confiabilidade dos resultados.
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spelling Própolis vermelha: desenvolvimento de métodos analíticos e validação por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massasRed propolis: development of methods and analytical validation by liquid chromatography coupled to mass spectrometryControle de qualidadeDesenvolvimento e validação analíticaDevelopment and analytical validationLC-MSLC-MSPropolisPrópolisPrópolis vermelhaQuality controlRed propolisA própolis vermelha é uma das mais relevante no Brasil, a qual é encontrada principalmente na região nordeste. Suas principais fontes botânicas são a Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub e Symphonia globulifera L.f. A própolis vermelha e alguns de seus compostos isolados têm diversas propriedades biológicas comprovadas, tais como antibacteriana, antifúngica, antioxidante e anti-inflamatória. Sendo assim, é de extrema importância que o extrato da própolis vermelha e seus produtos sejam padronizados para garantir a segurança e a qualidade no consumo dos mesmos. Para tanto, se faz necessário o desenvolvimento e a validação de métodos analíticos. Neste trabalho foram desenvolvidos dois métodos para análise dos compostos da própolis vermelha, um para os flavonoides/pterocarpano e outro para as benzofenonas. Os flavonoides analisados foram: liquiritigenina, calicosina, isoliquiritigenina, formononetina, vestitol, neovestitol, biochanina A e o 7-O-metilvestitol. O pterocarpano analisado foi a medicarpina. As benzonfenonas foram: oblongifolina B e a mistura de gutiferona E e xantoquimol. Os métodos foram desenvolvidos no equipamento de Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplado à Espectrometria de Massas (UPLC-MS/MS), equipado com fonte de ionização eletrospray (ESI), operando nos modos positivo e negativo. Foram avaliados e otimizados os seguintes parâmetros para cada composto: modo de ionização, Monitoramento de Reações Múltiplas (MRM), energia de colisão e voltagem do cone. Foram selecionadas as condições nas quais os compostos tinham maior eficiência de ionização e as transições de fragmentação mais intensas. Utilizou-se a coluna Ascentis Express F5 (100 x 2,1 mm, 2,7 µm) e pré-coluna Ascentis Express F5 (5 mm x 2,1 mm, 2,7 µm) em ambos os métodos. Para o método dos flavonoides/pterocarpano foi utilizada fase móvel de 0,1% ácido fórmico em água (solvente A) e 0,1% ácido fórmico em metanol (solvente B), eluição por gradiente, com vazão de 350 µL/min e volume de injeção de 5 µL. O solvente B passou de 30% - 100% em 10 min; manteve-se em 100% até 12 min; passou de 100% para 30% até 13 min e manteve-se em 30% até 18 min, recompondo a condição inicial. No caso das benzofenonas, a fase móvel consistiu-se em ácido fórmico 0,1% em água (solvente A) e ácido fórmico 0,1% em acetonitrila (solvente B) com vazão de 300 µL /min e volume de injeção de 5 µL. O método foi realizado em modo isocrático com 55% de solvente B e 45% de solvente A por 25 min. Este método apresentou seletividade e permitiu a separação cromatográfica dos isômeros oblongifolina B, gutiferona E e xantoquimol. Neste trabalho foi possível validar o método dos flavonoides/pterocarpano, no qual foram avaliados os parâmetros de seletividade, efeito matriz, faixa de trabalho, linearidade, limite de quantificação, precisão, exatidão e robustez. O método dos flavonoides/pterocarpano foi validado com base nos guias analíticos da ANVISA e ICH, permitindo a quantificação dos compostos em extratos de própolis vermelha com confiabilidade dos resultados.Red propolis is one of the most relevant in Brazil, and it is found mainly in the northeast region. Its main botanical sources are Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub and Symphonia globulifera L.f. Red propolis and some of its isolated compounds have several proven biological properties, such as antibacterial, antifungal, antioxidant, and anti-inflammatory. Therefore, the red propolis extract and its products must be standardized to guarantee quality for the consumers. To this end, the development and validation of analytical methods is necessary. In this work, two methods were developed for analyzing red propolis compounds, one for flavonoids/pterocarpan and the other for benzophenones. The flavonoids analyzed were: liquiritigenin, calycosin, isoliquiritigenin, formononetin, vestitol, neovestitol, biochanin A, and 7-O-methylvestitol. The pterocarpan analyzed was medicarpin. The benzophenones were: oblongifolin B and a mixture of guttiferone E and xanthochymol. The methods were developed using Ultra Performance Liquid Chromatography coupled to Mass Spectrometry (UPLC-MS/MS) equipment, equipped with an electrospray ionization source (ESI), operating in positive and negative modes. The following parameters were evaluated and optimized for each compound: ionization mode, Multiple Reaction Monitoring (MRM), collision energy, and cone voltage. The conditions under which the compounds had the highest ionization efficiency and the most intense fragmentation transitions were selected. The Ascentis Express F5 column (100 x 2.1 mm, 2.7 µm) and Ascentis Express F5 pre-column (5 mm x 2.1 mm, 2.7 µm) were used in both methods. For the flavonoids/pterocarpan method, a mobile phase of 0.1% formic acid in water (solvent A) and 0.1% formic acid in methanol (solvent B) was used, gradient elution, with a flow rate of 350 µL/min and injection volume of 5 µL. Solvent B went from 30% - to 100% in 10 min; it was kept at 100% until 12 min; it went from 100% to 30% within 13 min, remaining at 30% until 18 min, restoring the initial condition. In the case of benzophenones, the mobile phase consisted of 0.1% formic acid in water (solvent A) and 0.1% formic acid in acetonitrile (solvent B) with a flow rate of 300 µL/min and an injection volume of 3 µL. The method was carried out in isocratic mode with 55% solvent B and 45% solvent A for 25 min. This method showed selectivity and allowed the chromatographic separation of oblongifolin B, guttiferone E, and xanthochymol isomers. In this work, it was possible to validate the flavonoids/pterocarpan method, in which the parameters of selectivity, matrix effect, working range, linearity, limit of quantification, precision, accuracy, and robustness were evaluated. The flavonoids/pterocarpan method was validated based on ANVISA and ICH analytical guides, allowing the quantification of compounds in red propolis extracts with reliable results.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBastos, Jairo KenuppPinheiro, Ana Maria de Freitas2024-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60138/tde-03122024-161230/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-17T17:12:48Zoai:teses.usp.br:tde-03122024-161230Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-17T17:12:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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