Fauna flebotomínea no município de Embu das Artes - São Paulo, em foco de leishmaniose visceral canina autóctone

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Sarah Kovalenkinas Xavier de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6142/tde-23012025-114415/
Resumo: Introdução. As leishmanioses com manifestações clínicas nas formas tegumentar e visceral, seguem em expansão no mundo, trazendo grande preocupação para saúde pública. A forma visceral, causada pelo protozoário Leishmania infantum, com transmissão vetorial, principalmente pelo flebotomíneos Lutzomyia longipalpis, tem como principal hospedeiro urbano, o cão doméstico. No Brasil, a doença está amplamente distribuída e no Estado de São Paulo há registro de casos autóctones desde o final dos anos 1990. A Região Metropolitana de São Paulo registra anualmente poucos casos humanos, e segue identificando casos caninos. Com a ausência do vetor conhecido na região, a busca por mais dados que justifiquem a manutenção do ciclo da doença na área se mostra importante para constante melhoria das ações de vigilância e controle. Objetivos. Estudar os aspectos ecológicos da fauna de flebotomíneos em um foco de leishmaniose visceral canina e em área propícia para a ocorrência de leishmaniose tegumentar, com propósito de apontar vetores de Leishmania sp. Metodologia. Foram realizadas 18 coletas entre jul/22 e dez/23, utilizando duas técnicas simultâneas: armadilhas tipo Shannon de cores preta e branca, e armadilhas automáticas luminosas do tipo CDC. Resultados. Foram coletados um total de 1.224 espécimes, 353 machos e 871 fêmeas, das quais 790 foram dissecadas e investigadas para a presença de flagelados. Foram encontradas 11 espécies, com maioria absoluta de Pintomyia fischeri. Um espécime de Evandromyia edwardsi foi encontrado naturalmente infectado por flagelados que não foram identificados. Conclusões. Os dados obtidos reforçam as evidências prévias de Pi. fischeri e Mg. migonei enquanto vetores. A vigilância entomológica segue sendo primordial para entender a ecologia das leishmanioses e sua ocorrência, principalmente em locais onde seu principal vetor não está presente.
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