O xadrez em jogo: reflexões sobre o seu sentido formativo na escola
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-13052025-080112/ |
Resumo: | O objetivo geral deste trabalho é refletir sobre o Jogo de Xadrez (JX) no ambiente escolar e compreender sua potencialidade formativa ao entrar em contato com crianças e jovens. O ponto de partida da presente reflexão se dá, portanto, com o seguinte problema de pesquisa: o que pode o JX na escola? Em outras palavras, quais as potencialidades que existem quando escolares entram em contato com esse objeto? A metodologia consistiu em uma abordagem teórica a partir da análise de pesquisa bibliográfica e da articulação de referenciais que associam o xadrez à formação. Essa análise indicou alguns caminhos possíveis, entre os quais optou-se por ampliar a perspectiva instrumental em relação à presença do xadrez na escola. Sendo assim, em primeiro lugar foram buscados elementos para compreender o jogo como fenômeno sociocultural. Em seguida, discorreu-se sobre as particularidades do JX: de um lado, um jogo portador de um lastro histórico, metafórico e simbólico ao longo de mais de mil e quinhentos anos de história e de diversos momentos em que se mostrou um elemento redutor de explicações mais complexas; de outro lado, um jogo portador de uma complexidade dinâmica realizável, sendo inserido em escolas ao longo dos séculos XX e XXI, com pesquisas acadêmicas que buscam justificar essa inserção. A seguir, analisou-se qual o sentido da escola e quais articulações são permitidas com o JX como um objeto nesse espaço. Ao compreender a instituição escolar como o local em que os espaços, tempos e matérias são feitos para que alunos e alunas se constituam como sujeitos, o JX pode ser mais um elemento da cultura para contribuir nessa formação. Sendo assim, a base teórica principal foi a obra de Masschelein e Simons, dialogando principalmente com Hannah Arendt e Jacques Rancière. Por fim, como forma de iluminar esse sentido, foram colhidos e organizados diversos depoimentos de escolares, professores, jogadores amadores e profissionais, bem como de pessoas envolvidas com o xadrez de um modo geral, obtidos através de vários materiais. Com base nesse percurso, foi articulada a seguinte hipótese: o jogo de xadrez tem um potencial sentido formativo na medida em que é fonte de experiências de igualdade e de emancipação para sujeitos que entram em contato com ele através da escola. Dessa forma, com este trabalho espera-se ampliar a descrição que se faz do jogo enquanto se joga e refletir sobre como seu aprendizado permite transformações na vida das pessoas, valorizando-o como elemento formativo na constituição de sujeitos. |
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Sendo assim, em primeiro lugar foram buscados elementos para compreender o jogo como fenômeno sociocultural. Em seguida, discorreu-se sobre as particularidades do JX: de um lado, um jogo portador de um lastro histórico, metafórico e simbólico ao longo de mais de mil e quinhentos anos de história e de diversos momentos em que se mostrou um elemento redutor de explicações mais complexas; de outro lado, um jogo portador de uma complexidade dinâmica realizável, sendo inserido em escolas ao longo dos séculos XX e XXI, com pesquisas acadêmicas que buscam justificar essa inserção. A seguir, analisou-se qual o sentido da escola e quais articulações são permitidas com o JX como um objeto nesse espaço. Ao compreender a instituição escolar como o local em que os espaços, tempos e matérias são feitos para que alunos e alunas se constituam como sujeitos, o JX pode ser mais um elemento da cultura para contribuir nessa formação. Sendo assim, a base teórica principal foi a obra de Masschelein e Simons, dialogando principalmente com Hannah Arendt e Jacques Rancière. Por fim, como forma de iluminar esse sentido, foram colhidos e organizados diversos depoimentos de escolares, professores, jogadores amadores e profissionais, bem como de pessoas envolvidas com o xadrez de um modo geral, obtidos através de vários materiais. Com base nesse percurso, foi articulada a seguinte hipótese: o jogo de xadrez tem um potencial sentido formativo na medida em que é fonte de experiências de igualdade e de emancipação para sujeitos que entram em contato com ele através da escola. Dessa forma, com este trabalho espera-se ampliar a descrição que se faz do jogo enquanto se joga e refletir sobre como seu aprendizado permite transformações na vida das pessoas, valorizando-o como elemento formativo na constituição de sujeitos.The general objective of this research is to reflect upon the game of chess (GC) in the school environment and understand its formative potential when introduced to children and young adults. The starting point is, therefore, the following research problem: What can GC do in schools? In other words, what are the potentials that exist when schoolchildren come into contact with this object? Seeking to answer this question, the methodology consisted of a theoretical approach, based on the analysis of bibliographic research and articulating the references and concepts found in it that establish a relation between chess and education. This analysis pointed to a few potential paths, among which was the instrumental perspective which we chose to enlarge. Therefore, in the first place, we sought to understand the game as a sociocultural phenomenon. Next, the idiosyncrasies of GC were discussed: on the one hand, a game that carries a historical, metaphorical and symbolic weight running through over fifteen hundred years of history and several moments in which it proved to be a reductive metonymic element of more complex explanations; on the other hand, a game with an attainable dynamic complexity, having been inserted in schools throughout the twentieth and twenty-first centuries, supported by academic research that seek to justify this insertion. Afterwards, we have addressed the meaning of the school and what articulations can be established with GC as an object in this environment. By understanding the school institution as an environment where spaces, times and materials are created so that students can constitute themselves as subjects, GC is shown to be another cultural element to contribute to this formation. Therefore, our main theoretical basis was the work of Masschelein and Simons, establishing dialogues especially with Hannah Arendt and Jacques Rancière. Lastly, as a way to shed light on this meaning, several testimonies from schoolchildren, teachers, amateur and professional players, as well as people involved with chess in general, were collected and organized, gathered from various and diverse materials. In light of this path we have chosen, the following hypothesis was raised: the game of chess has a formative potential insofar as it is a source of experiences of equality and of emancipation for subjects who come into contact with it in schools. Thus, with this research, we hope to expand the description made of the game of chess while it is in play and reflect on how learning it allows for transformations in peoples lives, valuing it as a formative element in the constitution of subjects.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZimmermann, Ana CristinaNicolini, Paulo Giovanni de Almeida2025-03-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-13052025-080112/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-04T09:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-13052025-080112Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-04T09:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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