Membranas de colágeno reconstituído para utilização em periodontia
| Ano de defesa: | 1993 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/54/54134/tde-12122025-110107/ |
Resumo: | Neste trabalho foram estudados os efeitos de tratamentos químico e físico sobre membranas de colágeno reconstituido para uso em periodontia. O colágeno obtido foi de baixo rendimento (13,8% m/m) comparado aos processos usuais de preparação do produto (90% m/m), em virtude do uso de serosa porcina comercial ao invés da serosa bovina da Johnson & Johnson Ltda. À caracterização do produto feita em membranas, por análises de espectroscopia de infravermelho (iv), temperatura de encolhimento (Ts) e Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) apresentou valores inferiores aos que se obtem normalmente para este tipo de preparação. Entretanto, o perfil de pesos moleculares, feito por eletroforese, foi similar ao de padrões de colágeno. O estudo das bandas 1235 e 1450 cm-1 de iv, realizado em membranas de colágeno-gelatina mostrou que, quanto maior a proporção de colágeno na membrana, maior é o valor encontrado para a relação A1235/A1450 , demonstrando assim a coerência com a literatura. O tratamento químico com glutaraldeido (0 a 72 horas) e azida (0 a 7 dias) aumenta a estabilidade térmica da membrana comparada com a membrana nativa. A integridade da tripla hélice do colágeno não é afetada no tratamento com glutaraldeido. Isto foi observado usando o cálculo das relações A1235/A1450 e das bandas de iv. Quanto ao tratamento térmico (0 a 48 horas) não houve variação de estabilidade térmica em nenhum dos tempos estudados. Foram realizados ainda ensaios biológicos em subcutâneo de ratos e o quadro histológico apresentado mostra que o tempo de biodegradabilidade da membrana independe de sua estabilidade térmica e estrutura colagênica, mas do tempo de tratamento e concentração do reagente. |
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Membranas de colágeno reconstituído para utilização em periodontiaReconstituted collagen membranes for use in periodontologycollagen membranecrosslinkingguided tissue regenerationmembrana de colágenoperiodontiaperiodontologyregeneração tecidual guiadareticulaçãoNeste trabalho foram estudados os efeitos de tratamentos químico e físico sobre membranas de colágeno reconstituido para uso em periodontia. O colágeno obtido foi de baixo rendimento (13,8% m/m) comparado aos processos usuais de preparação do produto (90% m/m), em virtude do uso de serosa porcina comercial ao invés da serosa bovina da Johnson & Johnson Ltda. À caracterização do produto feita em membranas, por análises de espectroscopia de infravermelho (iv), temperatura de encolhimento (Ts) e Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) apresentou valores inferiores aos que se obtem normalmente para este tipo de preparação. Entretanto, o perfil de pesos moleculares, feito por eletroforese, foi similar ao de padrões de colágeno. O estudo das bandas 1235 e 1450 cm-1 de iv, realizado em membranas de colágeno-gelatina mostrou que, quanto maior a proporção de colágeno na membrana, maior é o valor encontrado para a relação A1235/A1450 , demonstrando assim a coerência com a literatura. O tratamento químico com glutaraldeido (0 a 72 horas) e azida (0 a 7 dias) aumenta a estabilidade térmica da membrana comparada com a membrana nativa. A integridade da tripla hélice do colágeno não é afetada no tratamento com glutaraldeido. Isto foi observado usando o cálculo das relações A1235/A1450 e das bandas de iv. Quanto ao tratamento térmico (0 a 48 horas) não houve variação de estabilidade térmica em nenhum dos tempos estudados. Foram realizados ainda ensaios biológicos em subcutâneo de ratos e o quadro histológico apresentado mostra que o tempo de biodegradabilidade da membrana independe de sua estabilidade térmica e estrutura colagênica, mas do tempo de tratamento e concentração do reagente.In this work the effects of chemical and physical treatment upon reconstituted collagen membranes for use in periodontology were studied. Collagen was obtained in low yield (13,6%) when compared with typical values (90%) for its preparation. This low yield occurred due to the use of commercial porcine serosa instead of bovine serosa from Johnson & Johnson Ltda. The characterization of the product in membranes in the form of using IR spectroscopy, Shrinkage Temperature (Ts) and Differential Scanning Calorimetry (DSC) analysis presented lower values when compared to the usual results for this type of preparation. Nonetheless the molecular weight profile obtained by electrophoresis was similar to the usual commercial collagen profiles. An examination of the collagen characteristic IR bands of collagen at 1235 cm and 1450 cm-1 in membranes of collagen-gelatin showed that the higher the proportion of collagen in the membrane, the higher the (A1235/A1450) ratio, in agreement with the literature. Chemical treatment with glutaraldehyde (0 to 72 hours) and azide (0 to 7 days) improved the thermal stability of the native membrane. The integrity of the collagen triple helix was not affected by the treatment with glutaraldehyde. This was observed by means of calculating the ratios of the A1235/1450 and A345/1450 IR bands. Thermal treatment (0 to 48 hours) did not affect the thermal stability of the membranes. Biological assays in the subcutaneous layer of rats showed that the biodegradability of the membrane is independent of its thermal stability and collagenic structure, but is dependent on the time of treatment and concentration of the reagent.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGoissis, GilbertoCarvalho, Wanda Maria de1993-09-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/54/54134/tde-12122025-110107/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-12T13:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-12122025-110107Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-12T13:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Neste trabalho foram estudados os efeitos de tratamentos químico e físico sobre membranas de colágeno reconstituido para uso em periodontia. O colágeno obtido foi de baixo rendimento (13,8% m/m) comparado aos processos usuais de preparação do produto (90% m/m), em virtude do uso de serosa porcina comercial ao invés da serosa bovina da Johnson & Johnson Ltda. À caracterização do produto feita em membranas, por análises de espectroscopia de infravermelho (iv), temperatura de encolhimento (Ts) e Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) apresentou valores inferiores aos que se obtem normalmente para este tipo de preparação. Entretanto, o perfil de pesos moleculares, feito por eletroforese, foi similar ao de padrões de colágeno. O estudo das bandas 1235 e 1450 cm-1 de iv, realizado em membranas de colágeno-gelatina mostrou que, quanto maior a proporção de colágeno na membrana, maior é o valor encontrado para a relação A1235/A1450 , demonstrando assim a coerência com a literatura. O tratamento químico com glutaraldeido (0 a 72 horas) e azida (0 a 7 dias) aumenta a estabilidade térmica da membrana comparada com a membrana nativa. A integridade da tripla hélice do colágeno não é afetada no tratamento com glutaraldeido. Isto foi observado usando o cálculo das relações A1235/A1450 e das bandas de iv. Quanto ao tratamento térmico (0 a 48 horas) não houve variação de estabilidade térmica em nenhum dos tempos estudados. Foram realizados ainda ensaios biológicos em subcutâneo de ratos e o quadro histológico apresentado mostra que o tempo de biodegradabilidade da membrana independe de sua estabilidade térmica e estrutura colagênica, mas do tempo de tratamento e concentração do reagente. |
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