Percepção de responsáveis sobre o uso de telas e habilidades comunicativas na primeira infância

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bispo, Letícia Rodrigues Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-24062025-090944/
Resumo: OBJETIVO: Verificar a percepção dos tutores sobre o uso de tela e habilidades comunicativas de crianças. MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado por amostragem por conveniência de familiares de crianças com idade entre 12 e 48 meses e desenvolvimento típico de linguagem. Foram incluídos 34 responsáveis por crianças de 1 a 4 anos de idade. A divulgação para captação de voluntários foi feita por e-mail, WhatsApp® cedidos pelas instituições de saúde e educação. Os interessados deveriam acessar o Google Forms® para responder aos instrumentos Tempo de Uso de Tela - TUT (Bispo, Mandrá; Alpes, 2021) e o Questionário de Habilidades Comunicativas (Lagus; Fernandes, 2021). As variáveis qualitativas foram analisadas em frequência absoluta e relativa. As variáveis quantitativas, idade e renda, não apresentaram normalidade pelo teste de Shapiro Wilk, sendo representadas por mediana e quartis. O teste Qui-Quadrado foi usado para interações entre variáveis qualitativas, com o teste de Fisher em matrizes quadradas. Idade e tempo de exposição foram avaliados com o teste de Kruskal Wallis no SPSS 25, com significância de 5%. RESULTADOS: A pesquisa envolveu 34 participantes, principalmente mães casadas com ensino médio completo e trabalhadoras, sendo metade delas com jornada de 8 horas por dia. A maioria das crianças é do sexo masculino e estuda em escola pública. A idade média dos participantes é de 38 anos e a renda mediana é de R$3000,00. A maioria das crianças passa entre 1 e 2 horas diárias em telas, especialmente no celular. Os responsáveis monitoram o uso de eletrônicos, sem usar como barganha. As crianças se interessam por outras atividades e interagem regularmente com seus pares. Não houve associação entre renda, tempo de trabalho dos pais, idade dos responsáveis e o tempo de uso de telas. CONCLUSÃO: O estudo verificou que todas as crianças usam telas, mas isso não afeta significativamente seu desenvolvimento linguístico na percepção dos pais. Não há relação estatisticamente significativa entre variáveis sociodemográficas e o uso de telas. Isso destaca a importância de um uso equilibrado e consciente da tecnologia na primeira infância.
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Os interessados deveriam acessar o Google Forms® para responder aos instrumentos Tempo de Uso de Tela - TUT (Bispo, Mandrá; Alpes, 2021) e o Questionário de Habilidades Comunicativas (Lagus; Fernandes, 2021). As variáveis qualitativas foram analisadas em frequência absoluta e relativa. As variáveis quantitativas, idade e renda, não apresentaram normalidade pelo teste de Shapiro Wilk, sendo representadas por mediana e quartis. O teste Qui-Quadrado foi usado para interações entre variáveis qualitativas, com o teste de Fisher em matrizes quadradas. Idade e tempo de exposição foram avaliados com o teste de Kruskal Wallis no SPSS 25, com significância de 5%. RESULTADOS: A pesquisa envolveu 34 participantes, principalmente mães casadas com ensino médio completo e trabalhadoras, sendo metade delas com jornada de 8 horas por dia. A maioria das crianças é do sexo masculino e estuda em escola pública. A idade média dos participantes é de 38 anos e a renda mediana é de R$3000,00. A maioria das crianças passa entre 1 e 2 horas diárias em telas, especialmente no celular. Os responsáveis monitoram o uso de eletrônicos, sem usar como barganha. As crianças se interessam por outras atividades e interagem regularmente com seus pares. Não houve associação entre renda, tempo de trabalho dos pais, idade dos responsáveis e o tempo de uso de telas. CONCLUSÃO: O estudo verificou que todas as crianças usam telas, mas isso não afeta significativamente seu desenvolvimento linguístico na percepção dos pais. Não há relação estatisticamente significativa entre variáveis sociodemográficas e o uso de telas. Isso destaca a importância de um uso equilibrado e consciente da tecnologia na primeira infância.OBJECTIVE: To verify the perception of guardians about screen use and children\'s communication skills. METHOD: This is a cross-sectional observational study carried out by convenience sampling of family members of children aged between 12 and 48 months and with typical language development. Thirty-four guardians of children aged 1 to 4 years were included. The recruitment of volunteers was done via email and WhatsApp® provided by health and education institutions. Interested parties should access Google Forms® to respond to the Screen Time - TUT (Bispo, Mandrá; Alpes, 2021) and the Communication Skills Questionnaire (Lagus; Fernandes, 2021) instruments. Qualitative variables were analyzed in absolute and relative frequency. Quantitative variables, age and income, did not present normality by the Shapiro Wilk test, being represented by median and quartiles. The Chi-Square test was used for interactions between qualitative variables, with Fisher\'s test in square matrices. Age and exposure time were assessed with the Kruskal-Wallis test in SPSS 25, with a significance level of 5%. RESULTS: The study involved 34 participants, mainly married mothers with completed high school education and workers, half of whom work 8 hours a day. Most of the children are boys and study in public schools. The average age of the participants is 38 years old and the median income is R$3,000.00. Most children spend between 1 and 2 hours a day on screens, especially on cell phones. Guardians monitor the use of electronic devices, without using it as a bargaining chip. The children are interested in other activities and interact regularly with their peers. There was no association between income, parental work time, guardians\' age and screen time. CONCLUSION: The study found that all children use screens, but this does not significantly affect their linguistic development in the perception of parents. There is no statistically significant relationship between sociodemographic variables and screen use. This highlights the importance of a balanced and conscious use of technology in early childhood.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMandra, Patricia PupinBispo, Letícia Rodrigues Alves2025-03-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-24062025-090944/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-17T17:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-090944Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-17T17:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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