Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Torres, Adriana de Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28042025-150203/
Resumo: Introdução: Doenças cardiovasculares aparecem como uma das principais causas de morbimortalidade no grupo de sobreviventes do câncer de mama. A disfunção ventricular esquerda subclínica destaca-se como uma das complicações cardíacas associadas ao tratamento com a antraciclina e o trastuzumabe. O estudo tem como objetivo primário avaliar as alterações do trabalho miocárdico em mulheres sobreviventes do câncer de mama, submetidas ao tratamento quimioterápico contendo antraciclina e/ou trastuzumabe há um período de tempo entre um e cinco anos. Métodos: Trata-se de um estudo piloto, observacional e transversal, onde 89 sobreviventes do câncer de mama foram rastreadas, através do ecocardiograma com strain e do estudo do trabalho miocárdico. Cardiotoxicidade subclínica foi definida como a presença de FEVE acima de 50% associada, por estar ausente o SLG basal, a constatação de um valor absoluto do SLG menor que 17%. A amostra foi descrita em sua totalidade, como também por grupo de acordo com o protocolo quimioterápico grupo e segundo presença ou ausência de cardiotoxicidade subclínica. Na comparação dos grupos, foram utilizados o teste qui-quadrado e o teste exato Fisher. Foram aplicados testes estatísticos para avaliar a correlação entre as principais variáveis quantitativas do estudo e modelos de regressão linear. Resultados: Analisadas 89 mulheres, com a idade mediana igual a 55 anos. A incidência de cardiotoxicidade subclínica na amostra de mulheres tratadas com antraciclina ou trastuzumabe foi de 15%. Ao comparar os grupos segundo o protocolo quimioterápico não houve diferença significativa quanto aos valores do strain longitudinal global e dos parâmetros do trabalho miocárdico. Ao analisar o trabalho cardíaco pelo critério presença ou ausência de cardiotoxicidade obteve-se diferença estatística. O grupo com cardiotoxicidade subclínica apresentou uma mediana menor do GWI 1651mmHg (IQR=194) vs 2.242,50mmHg (IQR=636,75) p<0,001, do GCW 1.995mmHg (IQR=291) vs 2.445,50mmHg (IQR=634,50) p<0,001 e da GWE 88% (IQR=6) vs 94% (IQR=4,25) p<0,001. Diferentemente, o trabalho miocárdico não efetivo GWW mostrou-se aumentado no grupo com cardiotoxicidade 293mmHg (IQR=140) versus 139,50mmHg (IQR=118,25) p<0,001. Observou-se que, na amostra, a cada percentual a mais do SLG as médias do GWI, do GCW e da GWE diminuem e a média do GWW aumenta. Conclusão: Os achados apontam para o benefício do seguimento mais prolongado e da avaliação não invasiva do MW, seja na caracterização mais detalhada da remodelação cardíaca ou na detecção precoce da cardiotoxicidade
id USP_3facba7929498f010096c04180bcb52a
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-28042025-150203
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabeAssessment of subclinical cardiotoxicity in breast cancer survivors treated with anthracycline and/or trastuzumabAnthracyclineAntraciclinaBreast neoplasmsCardiotoxicidadeCardiotoxicityDeformação longitudinal globalEchocardiographyEcocardiografiaGlobal longitudinal strainMyocardial workNeoplasias da mamaTrabalho miocárdicoTrastuzumabTrastuzumabeIntrodução: Doenças cardiovasculares aparecem como uma das principais causas de morbimortalidade no grupo de sobreviventes do câncer de mama. A disfunção ventricular esquerda subclínica destaca-se como uma das complicações cardíacas associadas ao tratamento com a antraciclina e o trastuzumabe. O estudo tem como objetivo primário avaliar as alterações do trabalho miocárdico em mulheres sobreviventes do câncer de mama, submetidas ao tratamento quimioterápico contendo antraciclina e/ou trastuzumabe há um período de tempo entre um e cinco anos. Métodos: Trata-se de um estudo piloto, observacional e transversal, onde 89 sobreviventes do câncer de mama foram rastreadas, através do ecocardiograma com strain e do estudo do trabalho miocárdico. Cardiotoxicidade subclínica foi definida como a presença de FEVE acima de 50% associada, por estar ausente o SLG basal, a constatação de um valor absoluto do SLG menor que 17%. A amostra foi descrita em sua totalidade, como também por grupo de acordo com o protocolo quimioterápico grupo e segundo presença ou ausência de cardiotoxicidade subclínica. Na comparação dos grupos, foram utilizados o teste qui-quadrado e o teste exato Fisher. Foram aplicados testes estatísticos para avaliar a correlação entre as principais variáveis quantitativas do estudo e modelos de regressão linear. Resultados: Analisadas 89 mulheres, com a idade mediana igual a 55 anos. A incidência de cardiotoxicidade subclínica na amostra de mulheres tratadas com antraciclina ou trastuzumabe foi de 15%. Ao comparar os grupos segundo o protocolo quimioterápico não houve diferença significativa quanto aos valores do strain longitudinal global e dos parâmetros do trabalho miocárdico. Ao analisar o trabalho cardíaco pelo critério presença ou ausência de cardiotoxicidade obteve-se diferença estatística. O grupo com cardiotoxicidade subclínica apresentou uma mediana menor do GWI 1651mmHg (IQR=194) vs 2.242,50mmHg (IQR=636,75) p<0,001, do GCW 1.995mmHg (IQR=291) vs 2.445,50mmHg (IQR=634,50) p<0,001 e da GWE 88% (IQR=6) vs 94% (IQR=4,25) p<0,001. Diferentemente, o trabalho miocárdico não efetivo GWW mostrou-se aumentado no grupo com cardiotoxicidade 293mmHg (IQR=140) versus 139,50mmHg (IQR=118,25) p<0,001. Observou-se que, na amostra, a cada percentual a mais do SLG as médias do GWI, do GCW e da GWE diminuem e a média do GWW aumenta. Conclusão: Os achados apontam para o benefício do seguimento mais prolongado e da avaliação não invasiva do MW, seja na caracterização mais detalhada da remodelação cardíaca ou na detecção precoce da cardiotoxicidadeIntroduction: Cardiovascular disease is one of the leading causes of morbidity and mortality in breast cancer survivors. Subclinical left ventricular dysfunction is common cardiac complications following the administration of drugs such as anthracycline and trastuzumab. The primary objective of the study is to evaluate changes in cardiac function in female breast cancer survivors, treated with anthracycline and/or trastuzumab and who had completed treatment between one to five years previously. Methods: This is a cross-sectional, observational, pilot study in which 89 breast cancer survivors were screened using echocardiography with strain and myocardial work calculation. Subclinical CTX was defined as an LVEF greater than 50%, and, in the absence of an initial examination, as an absolute GLS value below 17%. The sample was described in its entirety, as well as by group according to the chemotherapy protocol and by the presence or absence of subclinical cardiotoxicity. The chi-square test and Fisher\'s exact test were used to compare the groups. Statistical tests were applied to assess the correlation between the main quantitative variables of the study and linear regression models. Results: Study participants comprised 89 women, with a median age of 55 years. The incidence of subclinical cardiotoxicity in the sample of women treated with anthracycline and/or trastuzumab was 15%. When comparing the groups according to the chemotherapy protocol, there was not significant difference in the values of global longitudinal strain and myocardial work parameters. However, when analyzing myocardial work based on the presence or absence of cardiotoxicity, a statistical difference was observed. The group with subclinical cardiotoxicity had a lower median GWI of 1,651 mmHg (IQR=194) compared to 2,242.50 mmHg (IQR=636.75) p<0.001, a lower GCW of 1,995 mmHg (IQR=291) compared to 2,445.50 mmHg (IQR=634.50) p<0.001 and a lower GWE of 88% (IQR=6) compared to 94% (IQR=4.25) p<0.001. Conversely, wasted myocardial work GWW was increased in the cardiotoxicity group, with values of 293 mmHg (IQR=140) versus 139.50 mmHg (IQR=118.25) p<0.001. It was observed that, in the sample, for each additional percentage of SLG, the averages of GWI, GCW, and GWE decreased, while the average of GWW increased. Conclusion: Breast cancer survivors treated with anthracycline, with or without trastuzumab, exhibited a risk of subclinical cardiotoxicity 15 years after exposure. The findings indicate the benefit of prolonged follow-up and non-invasive assessment of myocardial work, whether for a more detailed characterization of cardiac remodeling or for the early detection of cardiotoxicityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKalil Filho, RobertoMelo, Marcelo Dantas Tavares deTorres, Adriana de Freitas2024-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28042025-150203/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-06T15:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-28042025-150203Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-06T15:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
Assessment of subclinical cardiotoxicity in breast cancer survivors treated with anthracycline and/or trastuzumab
title Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
spellingShingle Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
Torres, Adriana de Freitas
Anthracycline
Antraciclina
Breast neoplasms
Cardiotoxicidade
Cardiotoxicity
Deformação longitudinal global
Echocardiography
Ecocardiografia
Global longitudinal strain
Myocardial work
Neoplasias da mama
Trabalho miocárdico
Trastuzumab
Trastuzumabe
title_short Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
title_full Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
title_fullStr Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
title_full_unstemmed Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
title_sort Avaliação da cardiotoxicidade subclínica em sobreviventes ao câncer de mama expostas ao tratamento com antraciclina e/ou trastuzumabe
author Torres, Adriana de Freitas
author_facet Torres, Adriana de Freitas
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Kalil Filho, Roberto
Melo, Marcelo Dantas Tavares de
dc.contributor.author.fl_str_mv Torres, Adriana de Freitas
dc.subject.por.fl_str_mv Anthracycline
Antraciclina
Breast neoplasms
Cardiotoxicidade
Cardiotoxicity
Deformação longitudinal global
Echocardiography
Ecocardiografia
Global longitudinal strain
Myocardial work
Neoplasias da mama
Trabalho miocárdico
Trastuzumab
Trastuzumabe
topic Anthracycline
Antraciclina
Breast neoplasms
Cardiotoxicidade
Cardiotoxicity
Deformação longitudinal global
Echocardiography
Ecocardiografia
Global longitudinal strain
Myocardial work
Neoplasias da mama
Trabalho miocárdico
Trastuzumab
Trastuzumabe
description Introdução: Doenças cardiovasculares aparecem como uma das principais causas de morbimortalidade no grupo de sobreviventes do câncer de mama. A disfunção ventricular esquerda subclínica destaca-se como uma das complicações cardíacas associadas ao tratamento com a antraciclina e o trastuzumabe. O estudo tem como objetivo primário avaliar as alterações do trabalho miocárdico em mulheres sobreviventes do câncer de mama, submetidas ao tratamento quimioterápico contendo antraciclina e/ou trastuzumabe há um período de tempo entre um e cinco anos. Métodos: Trata-se de um estudo piloto, observacional e transversal, onde 89 sobreviventes do câncer de mama foram rastreadas, através do ecocardiograma com strain e do estudo do trabalho miocárdico. Cardiotoxicidade subclínica foi definida como a presença de FEVE acima de 50% associada, por estar ausente o SLG basal, a constatação de um valor absoluto do SLG menor que 17%. A amostra foi descrita em sua totalidade, como também por grupo de acordo com o protocolo quimioterápico grupo e segundo presença ou ausência de cardiotoxicidade subclínica. Na comparação dos grupos, foram utilizados o teste qui-quadrado e o teste exato Fisher. Foram aplicados testes estatísticos para avaliar a correlação entre as principais variáveis quantitativas do estudo e modelos de regressão linear. Resultados: Analisadas 89 mulheres, com a idade mediana igual a 55 anos. A incidência de cardiotoxicidade subclínica na amostra de mulheres tratadas com antraciclina ou trastuzumabe foi de 15%. Ao comparar os grupos segundo o protocolo quimioterápico não houve diferença significativa quanto aos valores do strain longitudinal global e dos parâmetros do trabalho miocárdico. Ao analisar o trabalho cardíaco pelo critério presença ou ausência de cardiotoxicidade obteve-se diferença estatística. O grupo com cardiotoxicidade subclínica apresentou uma mediana menor do GWI 1651mmHg (IQR=194) vs 2.242,50mmHg (IQR=636,75) p<0,001, do GCW 1.995mmHg (IQR=291) vs 2.445,50mmHg (IQR=634,50) p<0,001 e da GWE 88% (IQR=6) vs 94% (IQR=4,25) p<0,001. Diferentemente, o trabalho miocárdico não efetivo GWW mostrou-se aumentado no grupo com cardiotoxicidade 293mmHg (IQR=140) versus 139,50mmHg (IQR=118,25) p<0,001. Observou-se que, na amostra, a cada percentual a mais do SLG as médias do GWI, do GCW e da GWE diminuem e a média do GWW aumenta. Conclusão: Os achados apontam para o benefício do seguimento mais prolongado e da avaliação não invasiva do MW, seja na caracterização mais detalhada da remodelação cardíaca ou na detecção precoce da cardiotoxicidade
publishDate 2024
dc.date.none.fl_str_mv 2024-12-09
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28042025-150203/
url https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-28042025-150203/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1844786349419266048