Peptídeos antimicrobianos e outros biomarcadores potenciais de doença crítica em pacientes com infecção pelo SARS-CoV-2 e injúria renal aguda
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-07022025-171527/ |
Resumo: | Introdução: Os peptídeos antimicrobianos (AMPs) são moléculas constituídas por sequências de aminoácidos, com extensão variável entre 10 e 100, encontradas em diversos organismos na natureza. Embora mais de 300 tipos de AMPs tenham sido identificados em mamíferos, os estudos mais aprofundados em humanos concentram-se nas catelecidinas e defensinas. Estudos têm explorado o potencial dos AMPs na resposta à COVID-19, porém os resultados ainda são preliminares e exigem validação por meio de pesquisas in vivo. Métodos: Neste estudo, utilizamos a técnica de ELISA (MyBioSource, San Diego, CA, Estados Unidos) para investigar os níveis plasmáticos de cinco tipos de AMPs: -defensina 3, -defensina 1, -defensina 1, -defensina 3 e LL-37. Além disso, medimos a concentração de seis citocinas interleucina-1, interleucina-6, fator de necrose tumoral-, interleucina-10, proteína quimiotática de monócitos-1 e interferon-utilizando o imunoensaio Milliplex® e o Sistema MAGPIX® (MilliporeSigma, Darmstadt, Alemanha). Estudamos 15 voluntários sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias, 36 pacientes com COVID-19 sem Injúria Renal Aguda (IRA) e 17 pacientes com COVID-19 com IRA. Resultados: Observamos níveis elevados de -defensina 1, -defensina 3 e -defensina 3 em pacientes com COVID-19 em comparação com o grupo de controle formado por indivíduos sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias. Além disso, detectamos níveis aumentados de interleucina-10, interferon-, interleucina-6 e proteína quimiotática de monócitos-1 em pacientes com COVID-19. Esses resultados indicam que esses AMPs e citocinas podem ter um papel significativo na resposta inflamatória sistêmica e na lesão tecidual associada aos casos graves da doença. Notavelmente, os níveis de -defensina 1 foram consideravelmente maiores no grupo de pacientes com COVID-19 que apresentaram IRA em comparação ao grupo sem IRA. Além disso, a interleucina-10 e o produto IL-10 x IL-1 mostraram um desempenho significativo na identificação da IRA, com áreas sob a curva (AUCs) de 0,85 e 0,88, respectivamente. Conclusões: Os resultados obtidos sugerem que os AMPs podem desempenhar um papel crucial no processo inflamatório e na progressão da COVID-19. Especificamente, -defensina 1 parece estar associada ao desenvolvimento de Injúria Renal Aguda nesses pacientes, destacando a necessidade de mais pesquisas para compreender seu papel preciso e explorar possíveis alternativas terapêuticas para o futuro. Estas descobertas podem abrir portas para estratégias terapêuticas direcionadas a mitigar a inflamação e prevenir complicações graves em pacientes com COVID-19. Além disso, nosso estudo sugere que IL-10 e o produto IL-10xIL1 podem ser biomarcadores promissores de IRA |
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Peptídeos antimicrobianos e outros biomarcadores potenciais de doença crítica em pacientes com infecção pelo SARS-CoV-2 e injúria renal agudaAntimicrobial peptides and other potential biomarkers of critical illness in SARS-CoV-2 patients with acute kidney injuryAcute kidney injuryCatelecidinasCathelicidinsCOVID-19COVID-19DefensinasDefensinsImunidade inataInjúria renal agudaInnate immunityInterleucina-10Interleukin-10Introdução: Os peptídeos antimicrobianos (AMPs) são moléculas constituídas por sequências de aminoácidos, com extensão variável entre 10 e 100, encontradas em diversos organismos na natureza. Embora mais de 300 tipos de AMPs tenham sido identificados em mamíferos, os estudos mais aprofundados em humanos concentram-se nas catelecidinas e defensinas. Estudos têm explorado o potencial dos AMPs na resposta à COVID-19, porém os resultados ainda são preliminares e exigem validação por meio de pesquisas in vivo. Métodos: Neste estudo, utilizamos a técnica de ELISA (MyBioSource, San Diego, CA, Estados Unidos) para investigar os níveis plasmáticos de cinco tipos de AMPs: -defensina 3, -defensina 1, -defensina 1, -defensina 3 e LL-37. Além disso, medimos a concentração de seis citocinas interleucina-1, interleucina-6, fator de necrose tumoral-, interleucina-10, proteína quimiotática de monócitos-1 e interferon-utilizando o imunoensaio Milliplex® e o Sistema MAGPIX® (MilliporeSigma, Darmstadt, Alemanha). Estudamos 15 voluntários sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias, 36 pacientes com COVID-19 sem Injúria Renal Aguda (IRA) e 17 pacientes com COVID-19 com IRA. Resultados: Observamos níveis elevados de -defensina 1, -defensina 3 e -defensina 3 em pacientes com COVID-19 em comparação com o grupo de controle formado por indivíduos sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias. Além disso, detectamos níveis aumentados de interleucina-10, interferon-, interleucina-6 e proteína quimiotática de monócitos-1 em pacientes com COVID-19. Esses resultados indicam que esses AMPs e citocinas podem ter um papel significativo na resposta inflamatória sistêmica e na lesão tecidual associada aos casos graves da doença. Notavelmente, os níveis de -defensina 1 foram consideravelmente maiores no grupo de pacientes com COVID-19 que apresentaram IRA em comparação ao grupo sem IRA. Além disso, a interleucina-10 e o produto IL-10 x IL-1 mostraram um desempenho significativo na identificação da IRA, com áreas sob a curva (AUCs) de 0,85 e 0,88, respectivamente. Conclusões: Os resultados obtidos sugerem que os AMPs podem desempenhar um papel crucial no processo inflamatório e na progressão da COVID-19. Especificamente, -defensina 1 parece estar associada ao desenvolvimento de Injúria Renal Aguda nesses pacientes, destacando a necessidade de mais pesquisas para compreender seu papel preciso e explorar possíveis alternativas terapêuticas para o futuro. Estas descobertas podem abrir portas para estratégias terapêuticas direcionadas a mitigar a inflamação e prevenir complicações graves em pacientes com COVID-19. Além disso, nosso estudo sugere que IL-10 e o produto IL-10xIL1 podem ser biomarcadores promissores de IRABackground: Antimicrobial peptides (AMPs) form a complex network of molecules consisting of 10-100 amino acids, found widely in nature. Although more than 300 AMPs have been identified in mammals, cathelicidins and defensins are the most thoroughly researched. Some studies have investigated the role of AMPs in COVID-19; however, these results are preliminary, and there is a need for in vivo studies to validate them. Methods: In this study, we employed the ELISA technique (MyBioSource, San Diego, CA, United States) to examine the plasma levels of five AMPs: -defensin 3, -defensin 1, -defensin 1, -defensin 3, and LL-37. Additionally, we measured the concentration of six cytokines - interleukin-1, interleukin-6, tumor necrosis factor-, interleukin-10, monocyte chemotactic protein-1, and interferon- and monocyte chemoattractant protein-1), through the magnetic bead immunoassay Milliplex® and the MAGPIX® System (MilliporeSigma, Darmstadt, Germany), in 15 volunteers without COVID-19 infection in the past 30 days, 36 COVID-19 patients without Acute Kidney Injury (AKI) and 17 COVID-19 patients with AKI. Results: In our COVID-19 cohort, we observed elevated levels of -defensin 3, -defensin 1 and -defensin 3, compared to control group without COVID-19. Additionally, levels of interferon-, monocyte chemoattractant protein-1, interleukin-6 and interleukin-10 were higher in the COVID-19 group. These findings suggest a potential role for these AMPs and cytokines in the systemic inflammatory response and tissue damage seen in severe COVID-19 cases. Notably, -defensin 1 levels were significantly higher in the COVID-19 AKI group compared to the non-AKI group. Furthermore, IL-10 and the IL-10 x IL-1 product exhibited strong discriminatory ability for AKI, with AUCs of 0.85 and 0.88, respectively. Conclusion: In COVID-19 patients, AMPs could be pivotal in the inflammatory response and disease advancement. Specifically, -defensin 1 might be involved in AKI development, highlighting a need for more research and potential therapeutic options. Additionally, IL-10 and the IL-10 x IL-1 product appear to be promising biomarkers for AKIBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Fabiano Pinheiro daSantos, Lucas Ferreira Theotonio dos2024-09-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-07022025-171527/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T19:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-07022025-171527Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T19:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Os peptídeos antimicrobianos (AMPs) são moléculas constituídas por sequências de aminoácidos, com extensão variável entre 10 e 100, encontradas em diversos organismos na natureza. Embora mais de 300 tipos de AMPs tenham sido identificados em mamíferos, os estudos mais aprofundados em humanos concentram-se nas catelecidinas e defensinas. Estudos têm explorado o potencial dos AMPs na resposta à COVID-19, porém os resultados ainda são preliminares e exigem validação por meio de pesquisas in vivo. Métodos: Neste estudo, utilizamos a técnica de ELISA (MyBioSource, San Diego, CA, Estados Unidos) para investigar os níveis plasmáticos de cinco tipos de AMPs: -defensina 3, -defensina 1, -defensina 1, -defensina 3 e LL-37. Além disso, medimos a concentração de seis citocinas interleucina-1, interleucina-6, fator de necrose tumoral-, interleucina-10, proteína quimiotática de monócitos-1 e interferon-utilizando o imunoensaio Milliplex® e o Sistema MAGPIX® (MilliporeSigma, Darmstadt, Alemanha). Estudamos 15 voluntários sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias, 36 pacientes com COVID-19 sem Injúria Renal Aguda (IRA) e 17 pacientes com COVID-19 com IRA. Resultados: Observamos níveis elevados de -defensina 1, -defensina 3 e -defensina 3 em pacientes com COVID-19 em comparação com o grupo de controle formado por indivíduos sem diagnóstico de COVID-19 nos últimos 30 dias. Além disso, detectamos níveis aumentados de interleucina-10, interferon-, interleucina-6 e proteína quimiotática de monócitos-1 em pacientes com COVID-19. Esses resultados indicam que esses AMPs e citocinas podem ter um papel significativo na resposta inflamatória sistêmica e na lesão tecidual associada aos casos graves da doença. Notavelmente, os níveis de -defensina 1 foram consideravelmente maiores no grupo de pacientes com COVID-19 que apresentaram IRA em comparação ao grupo sem IRA. Além disso, a interleucina-10 e o produto IL-10 x IL-1 mostraram um desempenho significativo na identificação da IRA, com áreas sob a curva (AUCs) de 0,85 e 0,88, respectivamente. Conclusões: Os resultados obtidos sugerem que os AMPs podem desempenhar um papel crucial no processo inflamatório e na progressão da COVID-19. Especificamente, -defensina 1 parece estar associada ao desenvolvimento de Injúria Renal Aguda nesses pacientes, destacando a necessidade de mais pesquisas para compreender seu papel preciso e explorar possíveis alternativas terapêuticas para o futuro. Estas descobertas podem abrir portas para estratégias terapêuticas direcionadas a mitigar a inflamação e prevenir complicações graves em pacientes com COVID-19. Além disso, nosso estudo sugere que IL-10 e o produto IL-10xIL1 podem ser biomarcadores promissores de IRA |
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