As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/ |
Resumo: | Esta dissertação analisa o financiamento da cafeicultura escravista no Vale do Paraíba, e suas relações mais amplas com as redes financeiras e mercantis, tanto internacionais quanto nacionais, durante a vigência do contrabando negreiro. Argumento que a expansão da cafeicultura esteve completamente inserida na lógica da economia-mundo capitalista, de um ponto de vista financeiro. A aquisição dos fatores de produção por meio do crédito comercial e privado garantiu o crescimento das lavouras, mas também permitiu a concentração e acumulação de riquezas em poucas mãos. A cafeicultura, por sua vez, possibilitou uma maior dinamicidade na circulação de capital na praça carioca. Esta, atrelada diretamente às redes externas de crédito, conectava os produtores do Vale do Paraíba aos consumidores finais de café, principalmente os estadunidenses. Essa economia foi permeada pela atuação de intermediários que mobilizavam recursos mercantis e financeiros, dentro de um sistema internacional capitaneado pela Grã-Bretanha. Nesse sentido, o Estado imperial, a partir das ações do grupo político do Regresso integrou-se, fiscal e financeiramente, com a expansão da cafeicultura e com o tráfico transatlântico ilegal de escravizados. Para compreender esse processo, analiso diversos inventários post mortem, livros de notas e processos cíveis de Bananal, município típico da produção de café em grandes propriedades escravas. Além disso, investigo livros de notas e processos judiciais da cidade do Rio de Janeiro, envolvendo comissários de café; correspondências mercantis da principal firma exportadora norte-americana, a Maxwell, Wright & Co.; correspondências do banco britânico Baring Brothers; relatórios do Ministério da Fazenda e periódicos. Essa pesquisa possibilita uma melhor compreensão das dinâmicas financeiras da escravidão brasileira durante a primeira metade do século XIX, assim como as relações do Estado nacional com os interesses de fazendeiros, comissários de café e contrabandistas negreiros |
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As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850The finances of the Brazilian slave coffee production during the age of the illegal slave-trade, 1831-1850Brasil ImpérioCaféCoffeeEscravidãoFinançasFinanceImperial BrazilSlave tradeSlaveryTráfico de escravosEsta dissertação analisa o financiamento da cafeicultura escravista no Vale do Paraíba, e suas relações mais amplas com as redes financeiras e mercantis, tanto internacionais quanto nacionais, durante a vigência do contrabando negreiro. Argumento que a expansão da cafeicultura esteve completamente inserida na lógica da economia-mundo capitalista, de um ponto de vista financeiro. A aquisição dos fatores de produção por meio do crédito comercial e privado garantiu o crescimento das lavouras, mas também permitiu a concentração e acumulação de riquezas em poucas mãos. A cafeicultura, por sua vez, possibilitou uma maior dinamicidade na circulação de capital na praça carioca. Esta, atrelada diretamente às redes externas de crédito, conectava os produtores do Vale do Paraíba aos consumidores finais de café, principalmente os estadunidenses. Essa economia foi permeada pela atuação de intermediários que mobilizavam recursos mercantis e financeiros, dentro de um sistema internacional capitaneado pela Grã-Bretanha. Nesse sentido, o Estado imperial, a partir das ações do grupo político do Regresso integrou-se, fiscal e financeiramente, com a expansão da cafeicultura e com o tráfico transatlântico ilegal de escravizados. Para compreender esse processo, analiso diversos inventários post mortem, livros de notas e processos cíveis de Bananal, município típico da produção de café em grandes propriedades escravas. Além disso, investigo livros de notas e processos judiciais da cidade do Rio de Janeiro, envolvendo comissários de café; correspondências mercantis da principal firma exportadora norte-americana, a Maxwell, Wright & Co.; correspondências do banco britânico Baring Brothers; relatórios do Ministério da Fazenda e periódicos. Essa pesquisa possibilita uma melhor compreensão das dinâmicas financeiras da escravidão brasileira durante a primeira metade do século XIX, assim como as relações do Estado nacional com os interesses de fazendeiros, comissários de café e contrabandistas negreirosThis dissertation analyzes the financing of slave-based coffee production in the Paraíba Valley and its broader relations with international and national financial and mercantile networks during the period of the illegal slave trade. I argue that the expansion of coffee production was fully embedded in the logic of the capitalist world-economy, from a financial point of view. The acquisition of factors of production through commercial and private credit ensured the growth of farms, but also allowed the concentration and accumulation of wealth in a few hands. Coffee production, in turn, enabled a greater dynamic circulation of capital in Rio de Janeiro. This, directly linked to external credit networks, connected producers in the Paraíba Valley to consumers of coffee, mainly in the United States. This economy was permeated by the action of intermediaries who mobilized mercantile and financial resources, within an international system led by Great Britain. In this sense, the imperial state, based on the actions of the political group of the Regresso, integrated itself, fiscally and financially, with the expansion of coffee production and the illegal transatlantic slave trade. To understand this process, I analyze several post-mortem inventories, livros de notas, and civil lawsuits from Bananal, a municipality typical of slave coffee production on large estates. In addition, I investigate livros de notas and lawsuits from the city of Rio de Janeiro, involving coffee factors; business correspondence from the main North American exporting firm, Maxwell, Wright & Co.; correspondence from the British bank Baring Brothers; reports from the Ministry of Finance and periodicals. This research allows for a better understanding of the financial dynamics of Brazilian slavery during the first half of the 19th century, as well as the relations of the national state with the interests of planters, coffee factors, and illegal slave tradersBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarquese, Rafael de BivarSterman, Gabriel González2024-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-16T19:09:02Zoai:teses.usp.br:tde-16052025-160221Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-16T19:09:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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