Câncer de mama localmente avançado: cirurgia conservadora e outros fatores relacionados com a sobrevida global
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04092025-121105/ |
Resumo: | Introdução: O tipo de cirurgia para o tratamento do câncer de mama localmente avançado, após tratamento neoadjuvante, ainda é motivo de controvérsias. Enquanto está bem estabelecido que a cirurgia conservadora (CC) apresenta segurança oncológica nos tumores iniciais, ainda há questionamentos em relação ao câncer de mama localmente avançado (CMLA), principalmente nos casos pós-tratamento neoadjuvante em que a indicação inicial baseada no tamanho tumoral é a mastectomia (MT). Além disso, o impacto da abordagem cirúrgica e de outros fatores na sobrevida global deve ser determinante na escolha do tratamento. Objetivo: Avaliar a segurança da cirurgia conservadora no tratamento cirúrgico de pacientes com câncer de mama localmente avançado nos desfechos oncológicos como sobrevida global em comparação com a mastectomia. Os objetivos específicos são avaliar o perfil clínico das pacientes com câncer de mama localmente avançado; avaliar a eficácia da cirurgia conservadora através da análise da sobrevida livre de doença; a taxa de resposta patológica completa após terapia neoadjuvante e avaliar outros fatores clínicos associados à sobrevida global de pacientes com câncer de mama localmente avançado após tratamento neoadjuvante. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectiva com características descritivas e analíticas. Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado, submetidas a tratamento neoadjuvante seguido de tratamento cirúrgico no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015. A análise estatística foi realizada por análises descritivas e medidas de associação. As variáveis dependentes de tempo foram avaliadas através das curvas de Kaplan-Meier para avaliação de sobrevida global e sobrevida livre de doença. Foram realizadas análises univariadas e multivariadas para associação das características clínicas e cirúrgicas com os desfechos oncológicos. Resultados: Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado com estadiamentos IIB, IIIA ou IIIB/IIIC em 138 (26,1%), 222 (41,9%) e 170 (32,1%), que receberam tratamento neoadjuvante, sendo 95,4% quimioterapia e 4,5% endocrinoterapia. Centro e trinta pacientes (24,6%) foram submetidas à CC e 75,4% (N=400) à MT. O seguimento mediano foi de 79 meses. Houve uma perda de seguimento de 12,2% (N=65). Com relação às características clínicas, a idade média foi de 55,02 ± 11,74 anos versus 50,64 ± 11,89 anos; p<0,001 para CC e MT respectivamente, estadiamento inicial menor para o grupo de CC (IIB - OR 1,00; 3A - OR 0,509; 95%IC 0,323 0,803; IIIB/IIIC OR 0,190; 95%IC 0,106 - 0,341; p<0,001), maior IMC (média 30,33±5,94 kg/m²; versus 28,32±5,48 kg/m²; p=0,001), mulheres na pós-menopausa (OR 1,530; 95%IC 1,024 - 2,287; p=0,043), com filhos (OR 0,753; 95%IC 0,418 - 1,356; p=0,396) e com mais biópsia de linfonodo sentinela (OR 0,310; 95%IC 0,157 - 0,611; p=0,001) quando comparadas com as pacientes que realizaram mastectomia. A taxa de resposta patológica completa de 22,3% (N=29) nas pacientes com cirurgia conservadora versus 10% (N=40) no grupo de mastectomia (OR 2,584; 95%IC 1,526 4,375; p=0,001). As taxas de recorrência local foram de 9,2% versus 9,5% - OR 0,693; 95%IC 0,347-1,383 para CC e MT, respectivamente. As taxas de sobrevida global (SG) em 6 anos de seguimento para CC e MT foram de 81,5% versus 62%, respectivamente (p<0,001). Na análise multivariada da SG, os fatores associados à piora do prognóstico foram: estadiamento (IIIB ou IIIC (OR 2,450; 95%IC 1,561 3,846; p<0,001); mastectomia (OR 1,678; IC 95% 1,069 2,635; p 0,024), IMC (OR 1,031; IC 95% 1,006 1,058; p=0,017). A RPC (OR 0,42; 95%IC 0,220 0,801; p=0,008) foi associada à melhor taxa de sobrevida. Conclusões: A cirurgia conservadora da mama é procedimento factível e oncologicamente seguro em pacientes pós-tratamento neoadjuvante. Em nossa análise retrospectiva, foi fator independente, com 32% de melhora na sobrevida global. Além disso, menor IMC, menor estadiamento pré-tratamento e a RPC também foram relacionados com a melhora da sobrevida global |
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Câncer de mama localmente avançado: cirurgia conservadora e outros fatores relacionados com a sobrevida globalLocally advanced breast cancer: breast-conserving surgery and other factors related to overall survivalAnálise de sobrevidaBreast neoplasmsDoença localLocal diseaseMastectomia segmentarMastectomy segmentalNeoadjuvant therapyNeoplasias da mamaSurvival rateTerapia neoadjuvanteIntrodução: O tipo de cirurgia para o tratamento do câncer de mama localmente avançado, após tratamento neoadjuvante, ainda é motivo de controvérsias. Enquanto está bem estabelecido que a cirurgia conservadora (CC) apresenta segurança oncológica nos tumores iniciais, ainda há questionamentos em relação ao câncer de mama localmente avançado (CMLA), principalmente nos casos pós-tratamento neoadjuvante em que a indicação inicial baseada no tamanho tumoral é a mastectomia (MT). Além disso, o impacto da abordagem cirúrgica e de outros fatores na sobrevida global deve ser determinante na escolha do tratamento. Objetivo: Avaliar a segurança da cirurgia conservadora no tratamento cirúrgico de pacientes com câncer de mama localmente avançado nos desfechos oncológicos como sobrevida global em comparação com a mastectomia. Os objetivos específicos são avaliar o perfil clínico das pacientes com câncer de mama localmente avançado; avaliar a eficácia da cirurgia conservadora através da análise da sobrevida livre de doença; a taxa de resposta patológica completa após terapia neoadjuvante e avaliar outros fatores clínicos associados à sobrevida global de pacientes com câncer de mama localmente avançado após tratamento neoadjuvante. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectiva com características descritivas e analíticas. Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado, submetidas a tratamento neoadjuvante seguido de tratamento cirúrgico no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015. A análise estatística foi realizada por análises descritivas e medidas de associação. As variáveis dependentes de tempo foram avaliadas através das curvas de Kaplan-Meier para avaliação de sobrevida global e sobrevida livre de doença. Foram realizadas análises univariadas e multivariadas para associação das características clínicas e cirúrgicas com os desfechos oncológicos. Resultados: Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado com estadiamentos IIB, IIIA ou IIIB/IIIC em 138 (26,1%), 222 (41,9%) e 170 (32,1%), que receberam tratamento neoadjuvante, sendo 95,4% quimioterapia e 4,5% endocrinoterapia. Centro e trinta pacientes (24,6%) foram submetidas à CC e 75,4% (N=400) à MT. O seguimento mediano foi de 79 meses. Houve uma perda de seguimento de 12,2% (N=65). Com relação às características clínicas, a idade média foi de 55,02 ± 11,74 anos versus 50,64 ± 11,89 anos; p<0,001 para CC e MT respectivamente, estadiamento inicial menor para o grupo de CC (IIB - OR 1,00; 3A - OR 0,509; 95%IC 0,323 0,803; IIIB/IIIC OR 0,190; 95%IC 0,106 - 0,341; p<0,001), maior IMC (média 30,33±5,94 kg/m²; versus 28,32±5,48 kg/m²; p=0,001), mulheres na pós-menopausa (OR 1,530; 95%IC 1,024 - 2,287; p=0,043), com filhos (OR 0,753; 95%IC 0,418 - 1,356; p=0,396) e com mais biópsia de linfonodo sentinela (OR 0,310; 95%IC 0,157 - 0,611; p=0,001) quando comparadas com as pacientes que realizaram mastectomia. A taxa de resposta patológica completa de 22,3% (N=29) nas pacientes com cirurgia conservadora versus 10% (N=40) no grupo de mastectomia (OR 2,584; 95%IC 1,526 4,375; p=0,001). As taxas de recorrência local foram de 9,2% versus 9,5% - OR 0,693; 95%IC 0,347-1,383 para CC e MT, respectivamente. As taxas de sobrevida global (SG) em 6 anos de seguimento para CC e MT foram de 81,5% versus 62%, respectivamente (p<0,001). Na análise multivariada da SG, os fatores associados à piora do prognóstico foram: estadiamento (IIIB ou IIIC (OR 2,450; 95%IC 1,561 3,846; p<0,001); mastectomia (OR 1,678; IC 95% 1,069 2,635; p 0,024), IMC (OR 1,031; IC 95% 1,006 1,058; p=0,017). A RPC (OR 0,42; 95%IC 0,220 0,801; p=0,008) foi associada à melhor taxa de sobrevida. Conclusões: A cirurgia conservadora da mama é procedimento factível e oncologicamente seguro em pacientes pós-tratamento neoadjuvante. Em nossa análise retrospectiva, foi fator independente, com 32% de melhora na sobrevida global. Além disso, menor IMC, menor estadiamento pré-tratamento e a RPC também foram relacionados com a melhora da sobrevida globalIntroduction: The type of surgery for the treatment of breast cancer is still controversial. While it is well established that breast conserving surgery (BCS) is oncologically safe in early tumors, there are still questions regarding locally advanced breast cancer (LABC), especially in cases after neoadjuvant treatment in which the initial indication based on tumor size is mastectomy (MS). In addition, the impact of the surgical approach and other factors on overall survival should be a determining factor in the choice of treatment. Objective: The main objective is to evaluate the effectiveness of breast conserving surgery in the surgical treatment of patients with locally advanced breast cancer by analyzing overall survival (OS) when compared to mastectomy. The specific objectives are to evaluate the clinical profile of patients with locally advanced breast cancer; to evaluate the effectiveness of breast conserving surgery by analyzing disease-free survival rate; to evaluate pathological complete response rate after neoadjuvant therapy and to evaluate other clinical factors associated with overall survival of patients with locally advanced breast cancer after neoadjuvant treatment. Methods: This is a retrospective cohort with descriptive and analytical characteristics. We included 530 patients with locally advanced breast cancer who underwent neoadjuvant treatment following surgery at Instituto de Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP) between January 2010 and December 2015. Statistical analysis was performed using descriptive analysis and association measures. Time-dependent variables were evaluated using Kaplan-Meier curves to analysis overall survival and disease-free survival. Univariate and multivariate analyzes were performed to associate clinical and surgical characteristics with oncological outcomes. Results: We included 530 patients with locally advanced breast cancer with stage IIB, IIIA or IIIB/IIIC in 138 (26.1%), 222 (41.9%) and 170 (32.1%) patients respectively, that received neoadjuvant treatment, where 95.4% were chemotherapy and 4.5% were hormone therapy. One hundred and thirty patients (24.6%) underwent to BCS and 75.4% (N=400) to MT. Median follow-up was 79 months. About clinical features, median age was 55.02 ± 11.74 years versus 50.64 ± 11.89 years; p<0.001 for BCS and MT respectively. For the BCS group it was observed a lower initial stage (IIB - HR 1.00; 3A - HR 0.509 95% CI 0.3230.803; IIIB/IIIC HR 0.190 95% CI 0.106 0.341; p<0.001); higher BMI (median 30.33±5.94 versus 28.32±5.48 kg/m²; p=0.001); more post-menopausal women (HR 1.530; 95% CI 1.024 2.287; p=.043) and whith children (HR 0.753; 95% CI 0.418 1.356; p 0.396); and more sentinel lymphnode biopsy (HR 0.310; 95% CI 0.157 0.611; p 0.001) when compared to the MT group. BCS (N=29) has a higher pathological complete response (PCR) rate than MT (N=40) (22.3% versus 10%, HR 2.584; 95% CI 1.526 4.375 p<0.001). The local recurrence rates were 9.2% and 9.5% - HR 0.693; 95% CI 0.347- 1.383 for BCS and MS respectively. The 6-year OS rates for BCS and MS were 81.5% and 62%, respectively (p<0.001). In OS multivariate analysis, the factors that were associated with a worse prognosis were: staging IIIB or IIIC (HR 2.450; 95% CI 1.561 - 3.846; p<0.001); mastectomy (HR 1.678; IC 95% 1.069 2.635; p 0.024) and BMI (HR 1.031; IC 95% 1.006 1.058; p 0.017). PCR (HR 0.42; 95% CI 0.220 - 0.801; p 0.008) was associated with better overall survival. Conclusion: Breast conserving surgery is a feasible and oncologically safe procedure in patients after neoadjuvant treatment. In our retrospective analysis, it showed a 32% improvement in overall survival as an independent factor. In addition, a lower BMI, lower pretreatment staging, and PCR were also related to improve overall survivalBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFilassi, Jose RobertoNóbrega, Gabriela Bezerra2025-02-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04092025-121105/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-04T20:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-04092025-121105Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-04T20:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O tipo de cirurgia para o tratamento do câncer de mama localmente avançado, após tratamento neoadjuvante, ainda é motivo de controvérsias. Enquanto está bem estabelecido que a cirurgia conservadora (CC) apresenta segurança oncológica nos tumores iniciais, ainda há questionamentos em relação ao câncer de mama localmente avançado (CMLA), principalmente nos casos pós-tratamento neoadjuvante em que a indicação inicial baseada no tamanho tumoral é a mastectomia (MT). Além disso, o impacto da abordagem cirúrgica e de outros fatores na sobrevida global deve ser determinante na escolha do tratamento. Objetivo: Avaliar a segurança da cirurgia conservadora no tratamento cirúrgico de pacientes com câncer de mama localmente avançado nos desfechos oncológicos como sobrevida global em comparação com a mastectomia. Os objetivos específicos são avaliar o perfil clínico das pacientes com câncer de mama localmente avançado; avaliar a eficácia da cirurgia conservadora através da análise da sobrevida livre de doença; a taxa de resposta patológica completa após terapia neoadjuvante e avaliar outros fatores clínicos associados à sobrevida global de pacientes com câncer de mama localmente avançado após tratamento neoadjuvante. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectiva com características descritivas e analíticas. Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado, submetidas a tratamento neoadjuvante seguido de tratamento cirúrgico no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), entre janeiro de 2010 e dezembro de 2015. A análise estatística foi realizada por análises descritivas e medidas de associação. As variáveis dependentes de tempo foram avaliadas através das curvas de Kaplan-Meier para avaliação de sobrevida global e sobrevida livre de doença. Foram realizadas análises univariadas e multivariadas para associação das características clínicas e cirúrgicas com os desfechos oncológicos. Resultados: Foram incluídas 530 pacientes com câncer de mama localmente avançado com estadiamentos IIB, IIIA ou IIIB/IIIC em 138 (26,1%), 222 (41,9%) e 170 (32,1%), que receberam tratamento neoadjuvante, sendo 95,4% quimioterapia e 4,5% endocrinoterapia. Centro e trinta pacientes (24,6%) foram submetidas à CC e 75,4% (N=400) à MT. O seguimento mediano foi de 79 meses. Houve uma perda de seguimento de 12,2% (N=65). Com relação às características clínicas, a idade média foi de 55,02 ± 11,74 anos versus 50,64 ± 11,89 anos; p<0,001 para CC e MT respectivamente, estadiamento inicial menor para o grupo de CC (IIB - OR 1,00; 3A - OR 0,509; 95%IC 0,323 0,803; IIIB/IIIC OR 0,190; 95%IC 0,106 - 0,341; p<0,001), maior IMC (média 30,33±5,94 kg/m²; versus 28,32±5,48 kg/m²; p=0,001), mulheres na pós-menopausa (OR 1,530; 95%IC 1,024 - 2,287; p=0,043), com filhos (OR 0,753; 95%IC 0,418 - 1,356; p=0,396) e com mais biópsia de linfonodo sentinela (OR 0,310; 95%IC 0,157 - 0,611; p=0,001) quando comparadas com as pacientes que realizaram mastectomia. A taxa de resposta patológica completa de 22,3% (N=29) nas pacientes com cirurgia conservadora versus 10% (N=40) no grupo de mastectomia (OR 2,584; 95%IC 1,526 4,375; p=0,001). As taxas de recorrência local foram de 9,2% versus 9,5% - OR 0,693; 95%IC 0,347-1,383 para CC e MT, respectivamente. As taxas de sobrevida global (SG) em 6 anos de seguimento para CC e MT foram de 81,5% versus 62%, respectivamente (p<0,001). Na análise multivariada da SG, os fatores associados à piora do prognóstico foram: estadiamento (IIIB ou IIIC (OR 2,450; 95%IC 1,561 3,846; p<0,001); mastectomia (OR 1,678; IC 95% 1,069 2,635; p 0,024), IMC (OR 1,031; IC 95% 1,006 1,058; p=0,017). A RPC (OR 0,42; 95%IC 0,220 0,801; p=0,008) foi associada à melhor taxa de sobrevida. Conclusões: A cirurgia conservadora da mama é procedimento factível e oncologicamente seguro em pacientes pós-tratamento neoadjuvante. Em nossa análise retrospectiva, foi fator independente, com 32% de melhora na sobrevida global. Além disso, menor IMC, menor estadiamento pré-tratamento e a RPC também foram relacionados com a melhora da sobrevida global |
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