Estudo descritivo dos recém-nascidos de muito baixo peso em maternidade de nível terciário
| Ano de defesa: | 2001 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-04042025-102049/ |
Resumo: | Objetivo: Caracterizar o perfil dos recém-nascidos de muito baixo peso (MBP) ao nascer assistidos na Maternidade Albert Einstein, segundo variáveis de natureza biológica, social e demográfica. Procedimentos metodológicos: a população de estudo foi de 123 recém-nascidos (RN) vivos com peso inferior a 1.500 gramas, atendidos na Maternidade Albert Einstein, no período de janeiro de 1994 a dezembro de 1998. As informações obtidas foram depositadas em um banco de dados. As tabelas são com determinação de freqüência e nas variáveis contínuas, determinação de média, mediana e desvio-padrão. As associações entre variáveis foram estudadas com cálculo do 𝒳² e nível de significância p< 0,05. Resultado: a incidência de baixo peso foi de 7,9%, de MBP de 1,2% e de extremo baixo peso de 0,35%. As mães em 44,7% eram primigestas e em 29,3% secundigestas e a idade materna média foi de 31,7 anos. Cerca de 30,1% destas gestantes tiveram um aborto. Apenas uma gestante não fez pré-natal e o número de consultas foi de 6 a 7 consultas (78% das gestantes). A fertilização \"in vitro\" ocorreu em 13% das gestantes e 37% dos RN eram de baixo peso, 30% gemelares e 20% prematuros. O nascimento por via cesárea ocorreu em 69,1% e parto vaginal em 30,9%. Cerca de 25% das gestantes receberam corticoide antenatal. Em 51,2% dos RN foram do sexo masculino e 26,8% foram classificados como pequenos para idade gestacional e 73,2% eram AIG. Índices de Apgar de 1° min ≤ 3 foi de 31,7% e de 5° min foi de 5,7%. A média de peso ao nascer foi de 1.090 g e da idade gestacional de 30,2 semanas e estes pontos estão plotados na curva de crescimento acima do percentil 10, mas na alta hospital, o RN se localiza a baixo do percentil 10. O tempo de permanência dos RN no hospital foi de 49,5 dias e a mediana da idade gestacional na alta foi de 38 semanas. As afecções mais freqüentes foram: Anemia (75,6%), Síndrome do Desconforto Respiratório (54,5%), Doença Pulmonar Crônica (40%), Hemorragia Intracraniana (25%), Icterícia Fisiológica (80%), Infecção Hospitalar (33,3%), Canal Arterial Patente (50%) e Anoxia Perinatal Grave (27%). Idade gestacional <24 semanas apresentou 100% de óbito e acima de 1.000g a tendência é de 98 a 100% de sobrevida. A mortalidade neonatal precoce (MNP) é de 54% e a mortalidade neonatal tardia (MNT) é de 34%. Conclusões: há necessidade de se otimizar estratégias de cuidados perinatais com o objetivo de prevenir óbitos e, nos sobreviventes, prevenir complicações e seqüelas irrecuperáveis. Há necessidade de elaboração de protocolos de acompanhamento ambulatorial com equipe multidisciplinar após alta hospitalar. |
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Estudo descritivo dos recém-nascidos de muito baixo peso em maternidade de nível terciárioDescreptive study of very low birth weight in the terciary level maternityMorbidadeMorbidityMortalidadeMortalityPerinatal HealthRecém-Nascido de Muito Baixo PesoSaúde PerinatalVery Low Birth WeightObjetivo: Caracterizar o perfil dos recém-nascidos de muito baixo peso (MBP) ao nascer assistidos na Maternidade Albert Einstein, segundo variáveis de natureza biológica, social e demográfica. Procedimentos metodológicos: a população de estudo foi de 123 recém-nascidos (RN) vivos com peso inferior a 1.500 gramas, atendidos na Maternidade Albert Einstein, no período de janeiro de 1994 a dezembro de 1998. As informações obtidas foram depositadas em um banco de dados. As tabelas são com determinação de freqüência e nas variáveis contínuas, determinação de média, mediana e desvio-padrão. As associações entre variáveis foram estudadas com cálculo do 𝒳² e nível de significância p< 0,05. Resultado: a incidência de baixo peso foi de 7,9%, de MBP de 1,2% e de extremo baixo peso de 0,35%. As mães em 44,7% eram primigestas e em 29,3% secundigestas e a idade materna média foi de 31,7 anos. Cerca de 30,1% destas gestantes tiveram um aborto. Apenas uma gestante não fez pré-natal e o número de consultas foi de 6 a 7 consultas (78% das gestantes). A fertilização \"in vitro\" ocorreu em 13% das gestantes e 37% dos RN eram de baixo peso, 30% gemelares e 20% prematuros. O nascimento por via cesárea ocorreu em 69,1% e parto vaginal em 30,9%. Cerca de 25% das gestantes receberam corticoide antenatal. Em 51,2% dos RN foram do sexo masculino e 26,8% foram classificados como pequenos para idade gestacional e 73,2% eram AIG. Índices de Apgar de 1° min ≤ 3 foi de 31,7% e de 5° min foi de 5,7%. A média de peso ao nascer foi de 1.090 g e da idade gestacional de 30,2 semanas e estes pontos estão plotados na curva de crescimento acima do percentil 10, mas na alta hospital, o RN se localiza a baixo do percentil 10. O tempo de permanência dos RN no hospital foi de 49,5 dias e a mediana da idade gestacional na alta foi de 38 semanas. As afecções mais freqüentes foram: Anemia (75,6%), Síndrome do Desconforto Respiratório (54,5%), Doença Pulmonar Crônica (40%), Hemorragia Intracraniana (25%), Icterícia Fisiológica (80%), Infecção Hospitalar (33,3%), Canal Arterial Patente (50%) e Anoxia Perinatal Grave (27%). Idade gestacional <24 semanas apresentou 100% de óbito e acima de 1.000g a tendência é de 98 a 100% de sobrevida. A mortalidade neonatal precoce (MNP) é de 54% e a mortalidade neonatal tardia (MNT) é de 34%. Conclusões: há necessidade de se otimizar estratégias de cuidados perinatais com o objetivo de prevenir óbitos e, nos sobreviventes, prevenir complicações e seqüelas irrecuperáveis. Há necessidade de elaboração de protocolos de acompanhamento ambulatorial com equipe multidisciplinar após alta hospitalar.Objetive: to characterize very low birth weight infants (VLBW) born at Albert Einstein Maternity, according to variables of biological, social and demographic nature. Methodological procedures: the population studied comprehended 123 live newborns weighing less than 1,500g, assisted at Albert Einstein Maternity from January/1994 to December/1998. All the information was compiled in a data base. The tables with determination of frequency and in the continuos variables, determination of average, mean and median the associations among variables werw estudied with 𝒳² estimate and p level of significance (p<0.05). Results: the incidence of low birth weight (LBW) was of 6,9%, of VLBW was of 1,2% and of extremely low birth weight (ELBW) of 0,35%. 44,7% of mothers were primigravida, 29,3% secundigravida and the average mother age was of 31,7 years old. Around 30,1% of these mothers suffered a miscarriage. Only one was not stated to have prenatal care visits and the number of appointments ranged from 6 to 7 (78% of mothers). The fertilization happened in 13% mothers and having 37% of LBW, 30% of multiple birth and 20% of prematurity. The cesarean section rate was 69,1% and vaginal deliveries rate was 30,9%. Around 25% of mothers received antenatal corticosteroids. 51,2% of the newborn were male and 26,8% were classified as small for gestational age and 73,2% were appropriate for gestational age. Apgar score the one-minute was 3 or less in 31,7% and five-minute in 5,7%. The average weight upon birth was 1,090g and the gestational age was 30,2 weeks and these points in the growth chart above 10th percentile, but when went out these points stayed under 10th percentile. The median of hospital stay was 49,5 days and the gestational age in the hospital discharge was 38 weeks. The most frequent morbidities were: Anemia (75,6%), Respiratory Distress Syndrome (54,5%), Chronic Lung Disease (40%), Intracranial Hemorrhage (25%), Physiologic Hyperbilirrubinemia (80%), Hospitalar Infection (33,3%), Patent Ductus Arteriosus (50%), and Severe Perinatal Asphyxia (27%). Gestacional age below 24 weeks was associated to 100% mortality and above 1,000g the tendency was from 98 to 100% survival. The early neonatal mortality rate was 54% and the late neonatal mortality rate was 34%. Conclusions: There is real need of optimizing strategies and of perinatal care aiming at preventing mortality and among survivors preventing eventual complications and unrecoverable delays in the development. There is a need to follow-up clinics with a multidisciplinary team after hospital discharge to provide both service to infants and families and feedback to neonatologists and obstetricians.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSiqueira, Arnaldo Augusto Franco deMarino, Wanda Tobias2001-07-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-04042025-102049/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-07T13:31:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-102049Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-07T13:31:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Objetivo: Caracterizar o perfil dos recém-nascidos de muito baixo peso (MBP) ao nascer assistidos na Maternidade Albert Einstein, segundo variáveis de natureza biológica, social e demográfica. Procedimentos metodológicos: a população de estudo foi de 123 recém-nascidos (RN) vivos com peso inferior a 1.500 gramas, atendidos na Maternidade Albert Einstein, no período de janeiro de 1994 a dezembro de 1998. As informações obtidas foram depositadas em um banco de dados. As tabelas são com determinação de freqüência e nas variáveis contínuas, determinação de média, mediana e desvio-padrão. As associações entre variáveis foram estudadas com cálculo do 𝒳² e nível de significância p< 0,05. Resultado: a incidência de baixo peso foi de 7,9%, de MBP de 1,2% e de extremo baixo peso de 0,35%. As mães em 44,7% eram primigestas e em 29,3% secundigestas e a idade materna média foi de 31,7 anos. Cerca de 30,1% destas gestantes tiveram um aborto. Apenas uma gestante não fez pré-natal e o número de consultas foi de 6 a 7 consultas (78% das gestantes). A fertilização \"in vitro\" ocorreu em 13% das gestantes e 37% dos RN eram de baixo peso, 30% gemelares e 20% prematuros. O nascimento por via cesárea ocorreu em 69,1% e parto vaginal em 30,9%. Cerca de 25% das gestantes receberam corticoide antenatal. Em 51,2% dos RN foram do sexo masculino e 26,8% foram classificados como pequenos para idade gestacional e 73,2% eram AIG. Índices de Apgar de 1° min ≤ 3 foi de 31,7% e de 5° min foi de 5,7%. A média de peso ao nascer foi de 1.090 g e da idade gestacional de 30,2 semanas e estes pontos estão plotados na curva de crescimento acima do percentil 10, mas na alta hospital, o RN se localiza a baixo do percentil 10. O tempo de permanência dos RN no hospital foi de 49,5 dias e a mediana da idade gestacional na alta foi de 38 semanas. As afecções mais freqüentes foram: Anemia (75,6%), Síndrome do Desconforto Respiratório (54,5%), Doença Pulmonar Crônica (40%), Hemorragia Intracraniana (25%), Icterícia Fisiológica (80%), Infecção Hospitalar (33,3%), Canal Arterial Patente (50%) e Anoxia Perinatal Grave (27%). Idade gestacional <24 semanas apresentou 100% de óbito e acima de 1.000g a tendência é de 98 a 100% de sobrevida. A mortalidade neonatal precoce (MNP) é de 54% e a mortalidade neonatal tardia (MNT) é de 34%. Conclusões: há necessidade de se otimizar estratégias de cuidados perinatais com o objetivo de prevenir óbitos e, nos sobreviventes, prevenir complicações e seqüelas irrecuperáveis. Há necessidade de elaboração de protocolos de acompanhamento ambulatorial com equipe multidisciplinar após alta hospitalar. |
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