Diversidade genética dos pequenos mamíferos não-voadores (Didelphimorphia, Rodentia) do Centro de Endemismo Pernambuco
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/38/38131/tde-02122024-124252/ |
Resumo: | A Mata Atlântica é considerada um dos hotspots mundiais de biodiversidade devido à sua alta taxa de endemismo e elevada perda de vegetação nativa, restando apenas 12% de sua área original preservada atualmente. Além disso, a distribuição das espécies ao longo do bioma não é homogênea, caracterizando diferentes regiões faunísticas e florísticas ao longo de sua extensão. Uma dessas unidades biogeográficas é o Centro de Endemismo Pernambuco (CEP), localizado ao norte do Rio São Francisco, sendo reconhecido como um importante centro de endemismo na América do Sul. Em estudos que incluem espécimes do CEP é possível observar a descrição de novos táxons, revalidação de táxons antigos, e novos registros de ocorrência, revelando que sua mastofauna é ainda pouco conhecida, sendo necessário ampliar o conhecimento a respeito da diversidade desta região. Para compreender melhor a diversidade de espécies desta região, foram realizadas análises comparativas entre espécimes de marsupiais e roedores registrados em diferentes fragmentos do CEP. Essas análises também incluíram espécimes de biomas adjacentes, como da porção sul da Mata Atlântica e do leste da Amazônia, abrangendo populações filogeneticamente próximas àquelas do CEP, além de espécimes da Caatinga e do Cerrado. A diversidade genética nessas populações foi investigada por meio da amplificação de um marcador do DNA mitocondrial (Cytb). Baseado nos novos registros genéticos, obteve-se uma variabilidade genética de moderada a alta para a maioria das populações estudadas, sendo possível identificar seis possíveis novas espécies e/ou linhagens endêmicas do CEP, quatro delas associadas a ambientes florestais, pertencendo aos gêneros Didelphis, Hylaeamys, Nectomys e Phyllomys, e duas linhagens associada às formações abertas, do gênero Oligoryzomys. Com base nas hipóteses filogenéticas, foram identificadas afinidades de populações e/ou espécies do CEP com o leste Amazônico (e.g. G. emiliae, M. demerarae e M. americana), bem como com a porção sul da Mata Atlântica (e.g. A. cursor e M. murina), além de também apresentar populações mais associadas às formações abertas, mais aparentadas ao Cerrado (e.g. C. agricolai e O. mattogrossae) ou à Caatinga (M. domestica, C. mattevi e G. spixii). Os resultados revelaram uma elevada diversidade genética para os táxons do CEP, bem como relações filogenéticas distintas envolvendo diferentes biomas e regiões biogeográficas, indicando uma história evolutiva complexa, e a necessidade de políticas mais incisivas voltadas para a conservação desta região. |
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Diversidade genética dos pequenos mamíferos não-voadores (Didelphimorphia, Rodentia) do Centro de Endemismo PernambucoGenetic diversity of non-flying small mammals (Didelphimorphia, Rodentia) from the Pernambuco Endemism CenterAtlantic ForestCEPDNAmtFilogeografiaMarsupiaisMarsupialsMata AtlânticamtDNAPECPhylogeographyRodentsRoedoresA Mata Atlântica é considerada um dos hotspots mundiais de biodiversidade devido à sua alta taxa de endemismo e elevada perda de vegetação nativa, restando apenas 12% de sua área original preservada atualmente. Além disso, a distribuição das espécies ao longo do bioma não é homogênea, caracterizando diferentes regiões faunísticas e florísticas ao longo de sua extensão. Uma dessas unidades biogeográficas é o Centro de Endemismo Pernambuco (CEP), localizado ao norte do Rio São Francisco, sendo reconhecido como um importante centro de endemismo na América do Sul. Em estudos que incluem espécimes do CEP é possível observar a descrição de novos táxons, revalidação de táxons antigos, e novos registros de ocorrência, revelando que sua mastofauna é ainda pouco conhecida, sendo necessário ampliar o conhecimento a respeito da diversidade desta região. Para compreender melhor a diversidade de espécies desta região, foram realizadas análises comparativas entre espécimes de marsupiais e roedores registrados em diferentes fragmentos do CEP. Essas análises também incluíram espécimes de biomas adjacentes, como da porção sul da Mata Atlântica e do leste da Amazônia, abrangendo populações filogeneticamente próximas àquelas do CEP, além de espécimes da Caatinga e do Cerrado. A diversidade genética nessas populações foi investigada por meio da amplificação de um marcador do DNA mitocondrial (Cytb). Baseado nos novos registros genéticos, obteve-se uma variabilidade genética de moderada a alta para a maioria das populações estudadas, sendo possível identificar seis possíveis novas espécies e/ou linhagens endêmicas do CEP, quatro delas associadas a ambientes florestais, pertencendo aos gêneros Didelphis, Hylaeamys, Nectomys e Phyllomys, e duas linhagens associada às formações abertas, do gênero Oligoryzomys. Com base nas hipóteses filogenéticas, foram identificadas afinidades de populações e/ou espécies do CEP com o leste Amazônico (e.g. G. emiliae, M. demerarae e M. americana), bem como com a porção sul da Mata Atlântica (e.g. A. cursor e M. murina), além de também apresentar populações mais associadas às formações abertas, mais aparentadas ao Cerrado (e.g. C. agricolai e O. mattogrossae) ou à Caatinga (M. domestica, C. mattevi e G. spixii). Os resultados revelaram uma elevada diversidade genética para os táxons do CEP, bem como relações filogenéticas distintas envolvendo diferentes biomas e regiões biogeográficas, indicando uma história evolutiva complexa, e a necessidade de políticas mais incisivas voltadas para a conservação desta região.The Atlantic Forest is considered one of the world\'s biodiversity hotspots due to its high rate of endemism and high loss of native vegetation, with only 12% of its original area currently preserved. In addition, the species distribution throughout the biome is not homogeneous, characterizing different faunistic and floristic regions along its range. One of these biogeographic units is the Pernambuco Endemism Center (PEC), located north of the São Francisco River and recognized as an important center of endemism in South America. In studies that include specimens from the PEC, it is possible to observe the description of new taxa, revalidation of ancient taxa, and new records of occurrence, revealing that its mammals are still poorly known, being necessary to expand our knowledge about the diversity of this important region. To better understand the species diversity of this region, comparative analyses were carried out between marsupial and rodent specimens recorded in different fragments of the CEP. These analyses also included specimens from adjacent biomes, such as the southern portion of the Atlantic Forest and the eastern Amazon, covering populations phylogenetically close to the CEP, as well as specimens from the Caatinga and Cerrado. The genetic diversity of these populations was investigated by amplifying a mitochondrial DNA marker (Cytb). Based on the new genetic records, I found moderate to high genetic variability for most of the populations studied. Six possible new species and/or lineages endemic to the PEC were identified: four of them associated with forest environments, belonging to the genera Didelphis, Hylaeamys, Nectomys and Phyllomys, and two lineages associated with open formations, from the genus Oligoryzomys. Based on the phylogenetic hypotheses, distinct affinities of PEC populations and/or species were identified: 1- with the eastern Amazonia (e.g. G. emiliae, M. demerarae and M. americana), as well 2- with the southern portion of the Atlantic Forest (e. g. A. cursor and M. murina), and 3- populations more associated with open formations, closer to the Cerrado (e.g. C. agricolai and O. mattogrossae) or the Caatinga (M. domestica, C. mattevii and G. spixii). The results revealed a high genetic diversity for the PEC specimens, as well as distinct phylogenetic relationships involving different biomes and biogeographic regions, indicating a complex evolutionary history, and the need for strict conservation policies to preserve the mammals in this region.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilveira, Luis FábioFernandes, Larissa Eler2024-10-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/38/38131/tde-02122024-124252/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-03T20:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-02122024-124252Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-03T20:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A Mata Atlântica é considerada um dos hotspots mundiais de biodiversidade devido à sua alta taxa de endemismo e elevada perda de vegetação nativa, restando apenas 12% de sua área original preservada atualmente. Além disso, a distribuição das espécies ao longo do bioma não é homogênea, caracterizando diferentes regiões faunísticas e florísticas ao longo de sua extensão. Uma dessas unidades biogeográficas é o Centro de Endemismo Pernambuco (CEP), localizado ao norte do Rio São Francisco, sendo reconhecido como um importante centro de endemismo na América do Sul. Em estudos que incluem espécimes do CEP é possível observar a descrição de novos táxons, revalidação de táxons antigos, e novos registros de ocorrência, revelando que sua mastofauna é ainda pouco conhecida, sendo necessário ampliar o conhecimento a respeito da diversidade desta região. Para compreender melhor a diversidade de espécies desta região, foram realizadas análises comparativas entre espécimes de marsupiais e roedores registrados em diferentes fragmentos do CEP. Essas análises também incluíram espécimes de biomas adjacentes, como da porção sul da Mata Atlântica e do leste da Amazônia, abrangendo populações filogeneticamente próximas àquelas do CEP, além de espécimes da Caatinga e do Cerrado. A diversidade genética nessas populações foi investigada por meio da amplificação de um marcador do DNA mitocondrial (Cytb). Baseado nos novos registros genéticos, obteve-se uma variabilidade genética de moderada a alta para a maioria das populações estudadas, sendo possível identificar seis possíveis novas espécies e/ou linhagens endêmicas do CEP, quatro delas associadas a ambientes florestais, pertencendo aos gêneros Didelphis, Hylaeamys, Nectomys e Phyllomys, e duas linhagens associada às formações abertas, do gênero Oligoryzomys. Com base nas hipóteses filogenéticas, foram identificadas afinidades de populações e/ou espécies do CEP com o leste Amazônico (e.g. G. emiliae, M. demerarae e M. americana), bem como com a porção sul da Mata Atlântica (e.g. A. cursor e M. murina), além de também apresentar populações mais associadas às formações abertas, mais aparentadas ao Cerrado (e.g. C. agricolai e O. mattogrossae) ou à Caatinga (M. domestica, C. mattevi e G. spixii). Os resultados revelaram uma elevada diversidade genética para os táxons do CEP, bem como relações filogenéticas distintas envolvendo diferentes biomas e regiões biogeográficas, indicando uma história evolutiva complexa, e a necessidade de políticas mais incisivas voltadas para a conservação desta região. |
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