Enxerto ósseo alveolar com fração vascular estromal em pacientes com dentição permanente: estudo clínico randomizado
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-13032025-150753/ |
Resumo: | Introdução: no Brasil nascem aproximadamente 5000 novos pacientes por ano com fissura labiopalatina. Cerca de 60% a 70% apresentam a fenda alveolar (FA), que consiste em uma fenda óssea na região do processo alveolar da maxila. Seu tratamento padrão-ouro consiste em realizar enxertia de osso autólogo durante a fase de dentição mista, logo antes da erupção do dente canino permanente. Porém quando realizado após esse período, os índices de reabsorção do enxerto aumentam significativamente, muito provavelmente devido à falta de apoio e carga exercida pela erupção dentária. A fração vascular estromal (SVF) é um conjunto de componentes celulares e fatores de crescimento que se encontra no tecido adiposo. Possui propriedades regenerativas e trabalhos iniciais demonstraram potencial osteogênico e melhor formação óssea quando comparados a grupos controles sem uso de SVF. Objetivo: comparar a taxa de integração óssea de pacientes com FA e dentição permanente, tratados com enxertia óssea suplementado com SVF ou enxertia óssea pelo método convencional, sem SVF. Métodos: de forma prospectiva, 18 pacientes foram estratificados pelo tipo de FA (completa ou incompleta) e randomizados em 2 grupos de tratamento (Grupo Controle = 8; Grupo Experimental = 7). O grupo controle foi submetido a enxertia óssea alveolar (EOA) de osso de crista ilíaca, enquanto o grupo experimental foi submetido a EOA de osso de crista ilíaca e suplementado com SVF. A gordura foi coletada por lipoaspiração de região abdominal e o SVF foi processada por método mecânico (decantação, microfragmentação e filtração) no mesmo ato cirúrgico da cirurgia alveolar. Os resultados de evolução óssea foram avaliados através da comparação de tomografia pré-operatória e após 6 meses da cirurgia e análise estatística pelo software R. Resultados: na amostral geral houve aumento ósseo da região alveolar em 14 pacientes e diminuição em 1 paciente do grupo controle. Características pré-operatórias como volume da fenda alveolar, diferença de projeção maxilar anteroposterior entre lado fissurado e não fissurado e idade não se correlacionaram com maior índice de formação óssea ou melhor taxa de integração de enxerto. A quantidade de enxerto ósseo correlacionou-se positivamente com melhora da relação entre lado fissurado e não fissurado (R=0,78, p<0,001) e melhora da densidade de fenda alveolar (R=0,69, p=0,005), porém não se correlacionou com a taxa de integração do enxerto (p=0,089). O grupo experimental foi composto por fendas alveolares mais volumosas (0,83 cm³ vs. 1,74 cm³, p=0,021) e pacientes mais velhos (17,35 anos vs. 27,6 anos, p=0,002), e não apresentou diferença estatística significante com as variáveis de evolução óssea quando comparadas ao grupo controle. Apesar disso, o grupo experimental apresentou valores finais de densidade (297,11 vs. 336,55 UH, p=0,685) e de formação óssea (0,44 cm³ vs. 0,69 cm³, p=0,302) com tendência a serem melhores que o grupo controle. Conclusão: EOA suplementada com SVF apresentou resultados de evolução óssea similares estatisticamente, porém com melhor tendência que a EOA convencional. Além disso, os grupos estudados possuíam características prévias assimétricas, com maior gravidade para o grupo experimental. Um estudo maior será necessário para mitigar diferenças de características pré-operatórias, e comparar com maior fidelidade os resultados entre os métodos |
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Enxerto ósseo alveolar com fração vascular estromal em pacientes com dentição permanente: estudo clínico randomizadoAlveolar bone graft with stromal vascular fraction in patients with permanent dentition: randomized clinical trialAdipose tissueAlveolar processBone transplantationCleft palateCrista ilíacaEnxerto ósseoFissura palatinaFração vascular estromalIliumProcesso alveolarStromal vascular fractionTecido adiposoIntrodução: no Brasil nascem aproximadamente 5000 novos pacientes por ano com fissura labiopalatina. Cerca de 60% a 70% apresentam a fenda alveolar (FA), que consiste em uma fenda óssea na região do processo alveolar da maxila. Seu tratamento padrão-ouro consiste em realizar enxertia de osso autólogo durante a fase de dentição mista, logo antes da erupção do dente canino permanente. Porém quando realizado após esse período, os índices de reabsorção do enxerto aumentam significativamente, muito provavelmente devido à falta de apoio e carga exercida pela erupção dentária. A fração vascular estromal (SVF) é um conjunto de componentes celulares e fatores de crescimento que se encontra no tecido adiposo. Possui propriedades regenerativas e trabalhos iniciais demonstraram potencial osteogênico e melhor formação óssea quando comparados a grupos controles sem uso de SVF. Objetivo: comparar a taxa de integração óssea de pacientes com FA e dentição permanente, tratados com enxertia óssea suplementado com SVF ou enxertia óssea pelo método convencional, sem SVF. Métodos: de forma prospectiva, 18 pacientes foram estratificados pelo tipo de FA (completa ou incompleta) e randomizados em 2 grupos de tratamento (Grupo Controle = 8; Grupo Experimental = 7). O grupo controle foi submetido a enxertia óssea alveolar (EOA) de osso de crista ilíaca, enquanto o grupo experimental foi submetido a EOA de osso de crista ilíaca e suplementado com SVF. A gordura foi coletada por lipoaspiração de região abdominal e o SVF foi processada por método mecânico (decantação, microfragmentação e filtração) no mesmo ato cirúrgico da cirurgia alveolar. Os resultados de evolução óssea foram avaliados através da comparação de tomografia pré-operatória e após 6 meses da cirurgia e análise estatística pelo software R. Resultados: na amostral geral houve aumento ósseo da região alveolar em 14 pacientes e diminuição em 1 paciente do grupo controle. Características pré-operatórias como volume da fenda alveolar, diferença de projeção maxilar anteroposterior entre lado fissurado e não fissurado e idade não se correlacionaram com maior índice de formação óssea ou melhor taxa de integração de enxerto. A quantidade de enxerto ósseo correlacionou-se positivamente com melhora da relação entre lado fissurado e não fissurado (R=0,78, p<0,001) e melhora da densidade de fenda alveolar (R=0,69, p=0,005), porém não se correlacionou com a taxa de integração do enxerto (p=0,089). O grupo experimental foi composto por fendas alveolares mais volumosas (0,83 cm³ vs. 1,74 cm³, p=0,021) e pacientes mais velhos (17,35 anos vs. 27,6 anos, p=0,002), e não apresentou diferença estatística significante com as variáveis de evolução óssea quando comparadas ao grupo controle. Apesar disso, o grupo experimental apresentou valores finais de densidade (297,11 vs. 336,55 UH, p=0,685) e de formação óssea (0,44 cm³ vs. 0,69 cm³, p=0,302) com tendência a serem melhores que o grupo controle. Conclusão: EOA suplementada com SVF apresentou resultados de evolução óssea similares estatisticamente, porém com melhor tendência que a EOA convencional. Além disso, os grupos estudados possuíam características prévias assimétricas, com maior gravidade para o grupo experimental. Um estudo maior será necessário para mitigar diferenças de características pré-operatórias, e comparar com maior fidelidade os resultados entre os métodosIntroduction: Approximately 5,000 new patients are born with cleft lip and palate each year in Brazil. About 60% to 70% of these patients present with alveolar cleft (AC), which is a bony defect in the alveolar process of the maxilla. The gold standard treatment involves autologous bone grafting during the mixed dentition phase, just before the eruption of the permanent canine. However, when performed after this period, the rates of graft resorption increase significantly, most likely due to the lack of support and loading exerted by tooth eruption. The stromal vascular fraction (SVF) is a set of cellular components and growth factors found in adipose tissue. It has regenerative properties, and initial studies have shown osteogenic potential and better bone formation compared to control groups. Objective: to compare the bone integration rate in patients with AC and permanent dentition treated with bone grafting supplemented with SVF versus conventional bone grafting without SVF. Methods: Prospectively, 18 patients were stratified by type of AC (complete or incomplete) and randomized into two treatment groups (Control Group = 8; Experimental Group = 7). The control group underwent alveolar bone grafting (ABG) using iliac crest bone, while the experimental group underwent ABG with iliac crest bone supplemented with SVF. Fat was collected by liposuction from the abdominal region and SVF was processed by a mechanical method (decantation, microfragmentation, and filtration) during the same surgical procedure as the alveolar surgery. Bone healing outcomes were evaluated by comparing preoperative and 6-month postoperative CT scans, with statistical analysis performed using R software. Results: In the overall sample, there was an increase in alveolar bone in 14 patients and decrease in 1 patient from the control group. Preoperative characteristics such as alveolar cleft volume, anteroposterior maxillary projection difference between the cleft and non-cleft sides and age were not correlated with higher bone formation or better graft integration rates. The amount of bone graft correlated positively with improved cleft-to-non-cleft side relation (R=0.78, p<0.001) and increased alveolar cleft density (R=0.69, p=0.005), but did not correlate with graft integration rate (p=0.089). The experimental group had larger alveolar clefts (0.83 cm³ vs. 1.74 cm³, p=0.021) and older patients (17.35 years vs. 27.6 years, p=0.002), and did not show significant differences in bone healing variables when compared to the control group. Despite this, the experimental group showed final density values (297.11 vs. 336.55 HU, p=0.685) and bone formation (0.44 cm³ vs. 0.69 cm³, p=0.302) tending to be better than the control group. Conclusion: ABG supplemented with SVF showed statistically similar bone healing results, but with a better trend when compared to conventional ABG. Additionally, the studied groups had asymmetrical preoperative characteristics, with greater severity in the experimental group. A larger study will be necessary to mitigate differences in preoperative characteristics and more accurately compare the results between methodsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlonso, NivaldoKurimori, Kleber Tetsuo2024-10-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-13032025-150753/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-07T17:19:02Zoai:teses.usp.br:tde-13032025-150753Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-07T17:19:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: no Brasil nascem aproximadamente 5000 novos pacientes por ano com fissura labiopalatina. Cerca de 60% a 70% apresentam a fenda alveolar (FA), que consiste em uma fenda óssea na região do processo alveolar da maxila. Seu tratamento padrão-ouro consiste em realizar enxertia de osso autólogo durante a fase de dentição mista, logo antes da erupção do dente canino permanente. Porém quando realizado após esse período, os índices de reabsorção do enxerto aumentam significativamente, muito provavelmente devido à falta de apoio e carga exercida pela erupção dentária. A fração vascular estromal (SVF) é um conjunto de componentes celulares e fatores de crescimento que se encontra no tecido adiposo. Possui propriedades regenerativas e trabalhos iniciais demonstraram potencial osteogênico e melhor formação óssea quando comparados a grupos controles sem uso de SVF. Objetivo: comparar a taxa de integração óssea de pacientes com FA e dentição permanente, tratados com enxertia óssea suplementado com SVF ou enxertia óssea pelo método convencional, sem SVF. Métodos: de forma prospectiva, 18 pacientes foram estratificados pelo tipo de FA (completa ou incompleta) e randomizados em 2 grupos de tratamento (Grupo Controle = 8; Grupo Experimental = 7). O grupo controle foi submetido a enxertia óssea alveolar (EOA) de osso de crista ilíaca, enquanto o grupo experimental foi submetido a EOA de osso de crista ilíaca e suplementado com SVF. A gordura foi coletada por lipoaspiração de região abdominal e o SVF foi processada por método mecânico (decantação, microfragmentação e filtração) no mesmo ato cirúrgico da cirurgia alveolar. Os resultados de evolução óssea foram avaliados através da comparação de tomografia pré-operatória e após 6 meses da cirurgia e análise estatística pelo software R. Resultados: na amostral geral houve aumento ósseo da região alveolar em 14 pacientes e diminuição em 1 paciente do grupo controle. Características pré-operatórias como volume da fenda alveolar, diferença de projeção maxilar anteroposterior entre lado fissurado e não fissurado e idade não se correlacionaram com maior índice de formação óssea ou melhor taxa de integração de enxerto. A quantidade de enxerto ósseo correlacionou-se positivamente com melhora da relação entre lado fissurado e não fissurado (R=0,78, p<0,001) e melhora da densidade de fenda alveolar (R=0,69, p=0,005), porém não se correlacionou com a taxa de integração do enxerto (p=0,089). O grupo experimental foi composto por fendas alveolares mais volumosas (0,83 cm³ vs. 1,74 cm³, p=0,021) e pacientes mais velhos (17,35 anos vs. 27,6 anos, p=0,002), e não apresentou diferença estatística significante com as variáveis de evolução óssea quando comparadas ao grupo controle. Apesar disso, o grupo experimental apresentou valores finais de densidade (297,11 vs. 336,55 UH, p=0,685) e de formação óssea (0,44 cm³ vs. 0,69 cm³, p=0,302) com tendência a serem melhores que o grupo controle. Conclusão: EOA suplementada com SVF apresentou resultados de evolução óssea similares estatisticamente, porém com melhor tendência que a EOA convencional. Além disso, os grupos estudados possuíam características prévias assimétricas, com maior gravidade para o grupo experimental. Um estudo maior será necessário para mitigar diferenças de características pré-operatórias, e comparar com maior fidelidade os resultados entre os métodos |
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