Caracterização da região da solda em trilhos heavy haul unidos por soldagem aluminotérmica.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-17032026-140347/ |
Resumo: | A soldagem aluminotérmica ou termite é amplamente utilizada para realizar a junção de trilhos longos, assim como para reparos e manutenção in situ das ferrovias de carga pesada (heavy haul). A natureza deste tipo de soldagem, promove a formação de microestruturas heterogêneas com diferenças nas propriedades mecânicas dentro da região soldada, assim como na zona afetada pelo calor e no metal base. No presente trabalho, estuda-se o desenvolvimento microestrutural na região fundida de uma solda aluminotérmica de trilhos perlíticos, assim como pós-tratamentos de reaustenitização após a soldagem, utilizando diferentes taxas de resfriamento. A caracterização microestrutural inicial foi realizada em duas zonas da região fundida: centro e a região diluída próxima ao metal base. A caracterização macro e microestrutural foi feita através da MO e MEV. Observou-se que o crescimento dendrítico, tamanho de grão austenítico prévio, espaçamento interlamelar e tamanho de colônia foi mais grosseiro no centro da solda em comparação à lateral da solda. Inclusões de MnS, AlO e inclusões complexas, foram identificadas nas regiões interdendríticas. Além disso, foram realizados perfis de concentração de soluto evidenciando a máxima concentração de soluto na região interdendrítica. Por fim, foram avaliadas as propriedades mecânicas da solda no estado de entrega, ressaltando a influência da heterogeneidade microestrutural. A análise dos diagramas CCT extraídos das duas regiões estudadas, caracterizaram a taxa de resfriamento crítico para que ocorra apenas transformação perlítica (0,3 e 1°C/s), pois taxas mais altas (2, 3, 5 e 10°C/s) promovem a formação de martensita. Uma caracterização microestrutural quantitativa e qualitativa após os resfriamentos foi realizada e comparada com a caracterização inicial. Finalmente se concluiu que para uma taxa de resfriamento de 1°C/s se obteve as melhores propriedades mecânicas. |
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Caracterização da região da solda em trilhos heavy haul unidos por soldagem aluminotérmica.Characterization of the weld region on heavy haul steel rails joined by aluminothermic weldingAços para trilhosAluminothermic weldingCaracterização microestruturalCCTDilatometriaDilatometryMicrodurezaMicrohardnessMicrostructural characterizationRail steelsSoldagem aluminotérmicaA soldagem aluminotérmica ou termite é amplamente utilizada para realizar a junção de trilhos longos, assim como para reparos e manutenção in situ das ferrovias de carga pesada (heavy haul). A natureza deste tipo de soldagem, promove a formação de microestruturas heterogêneas com diferenças nas propriedades mecânicas dentro da região soldada, assim como na zona afetada pelo calor e no metal base. No presente trabalho, estuda-se o desenvolvimento microestrutural na região fundida de uma solda aluminotérmica de trilhos perlíticos, assim como pós-tratamentos de reaustenitização após a soldagem, utilizando diferentes taxas de resfriamento. A caracterização microestrutural inicial foi realizada em duas zonas da região fundida: centro e a região diluída próxima ao metal base. A caracterização macro e microestrutural foi feita através da MO e MEV. Observou-se que o crescimento dendrítico, tamanho de grão austenítico prévio, espaçamento interlamelar e tamanho de colônia foi mais grosseiro no centro da solda em comparação à lateral da solda. Inclusões de MnS, AlO e inclusões complexas, foram identificadas nas regiões interdendríticas. Além disso, foram realizados perfis de concentração de soluto evidenciando a máxima concentração de soluto na região interdendrítica. Por fim, foram avaliadas as propriedades mecânicas da solda no estado de entrega, ressaltando a influência da heterogeneidade microestrutural. A análise dos diagramas CCT extraídos das duas regiões estudadas, caracterizaram a taxa de resfriamento crítico para que ocorra apenas transformação perlítica (0,3 e 1°C/s), pois taxas mais altas (2, 3, 5 e 10°C/s) promovem a formação de martensita. Uma caracterização microestrutural quantitativa e qualitativa após os resfriamentos foi realizada e comparada com a caracterização inicial. Finalmente se concluiu que para uma taxa de resfriamento de 1°C/s se obteve as melhores propriedades mecânicas.Aluminothermic welding, also known as Thermite welding, is widely used to join long rails and for repairs and maintenance performed directly on the track (in situ) in heavy haul railways. The nature of this process promotes the formation of heterogeneous microstructures, with variations in mechanical properties within the welded region, the heat-affected zone, and the base metal. This study investigates the microstructural development in the molten region of an aluminothermic weld of pearlitic rails, as well as re-austenitization post-treatments followed by different cooling rates. The initial microstructural characterization was conducted in two areas of the molten region: the center and the diluted region close to the base metal. Macro and microstructural characterization was carried out using optical microscopy (OM) and scanning electron microscopy (SEM). It was observed that dendritic growth, prior austenitic grain size, interlamellar spacing, and colony size were coarser in the center compared with the welds side. Inclusions of MnS, AlO, and complex inclusions were identified in the interdendritic regions. Additionally, solute concentration profiles revealed a maximum solute accumulation in the interdendritic region. The mechanical properties of the weld in the as-welded condition were also evaluated, highlighting the influence of microstructural heterogeneity. Analysis of CCT diagrams for the two studied regions revealed the critical cooling rates (0.3 and 1 °C/s) required for pearlitic transformation to occur, while higher cooling rates (2, 3, 5, and 10 °C/s) promoted martensite formation. A quantitative and qualitative microstructural characterization after cooling was performed and compared with the initial condition. Finally, it was concluded that a cooling rate of 1 °C/s yielded the best mechanical properties for both regions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCenteno, Dany Michell AndradeGoldenstein, HelioMarquez Guevara, Alejandro Boris 2025-10-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-17032026-140347/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-17T17:14:14Zoai:teses.usp.br:tde-17032026-140347Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-17T17:14:14Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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