Potenciais evocados auditivos antes e após o uso do CPAP em indivíduos com apneia obstrutiva do sono
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-27052025-145743/ |
Resumo: | Introdução: a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio respiratório, caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores. Os sintomas mais comuns são sonolência excessiva, alterações metabólicas, alterações cardiovasculares, bem como alterações das habilidades auditivas, incluindo atenção e memória. A AOS pode prejudicar a transmissão de impulsos nervosos ao longo da via auditiva, que dependem do fornecimento do oxigênio. Desta forma, a hipótese é que o Aparelho de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (Continuous Positive Airway Pressure CPAP) pode provocar mudanças na atenção, na memória, nos sintomas de sonolência e na qualidade funcional do sono. Objetivo: avaliar longitudinalmente o efeito do uso do CPAP no grau de sonolência, na qualidade funcional do sono e nas respostas eletrofisiológicas das vias auditivas centrais de pacientes com AOS moderada ou severa. Métodos: participaram 31 indivíduos adultos (21 homens e 10 mulheres), na faixa etária de 20 a 70 anos de idade. Todos os pacientes passaram por três avaliações: a 1ª avaliação foi feita logo após a indicação de uso do CPAP; a 2ª avaliação foi feita após três meses; e a 3ª avaliação, após seis meses da avaliação inicial. Os pacientes foram avaliados por meio da Escala de Sonolência de Epworth (ESS), do Questionário sobre Resultados Funcionais do Sono (FOSQ-10) e dos exames Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) e Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência (PEALL). Resultados: Na ESS, não se verificou mudança nos níveis de sonolência excessiva diurna, enquanto, no FOSQ-10, observou-se uma melhora mínima na subescala de Produtividade geral (E4) em ambos os grupos com e sem CPAP. No PEATE, foi encontrada alteração com aumento nas latências absolutas de todas as ondas e de todos os interpicos em ambos os grupos nos três momentos de avaliação, o que sugere a existência de alteração na condução neural do estímulo acústico em tronco encefálico, independentemente de o paciente ter ou não sido submetido ao tratamento com CPAP. No PEALL, o grupo com CPAP apresentou latências menores para o componente P2 em relação ao grupo sem CPAP na segunda avaliação (p= 0,010). Porém, essa melhora não se manteve na terceira avaliação, por prováveis danos causados pela AOS. Conclusão: o tratamento por meio do CPAP ao longo de seis meses não evidenciou melhora no grau de sonolência, na qualidade funcional do sono e na resposta eletrofisiológica da audição, demonstrando que, a AOS pode causar alterações irreversíveis para o indivíduo |
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Potenciais evocados auditivos antes e após o uso do CPAP em indivíduos com apneia obstrutiva do sonoAuditory evoked potentials before and after the use of CPAP in individuals with obstructive sleep apneaApneia do sono obstrutivaAuditory evoked potentialsContinuous positive airway pressureObstructive sleep apneaPotenciais evocados auditivosPressão positiva contínua nas vias aéreasQualidade do sonoSleep qualitySleepinessSonolênciaIntrodução: a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio respiratório, caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores. Os sintomas mais comuns são sonolência excessiva, alterações metabólicas, alterações cardiovasculares, bem como alterações das habilidades auditivas, incluindo atenção e memória. A AOS pode prejudicar a transmissão de impulsos nervosos ao longo da via auditiva, que dependem do fornecimento do oxigênio. Desta forma, a hipótese é que o Aparelho de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (Continuous Positive Airway Pressure CPAP) pode provocar mudanças na atenção, na memória, nos sintomas de sonolência e na qualidade funcional do sono. Objetivo: avaliar longitudinalmente o efeito do uso do CPAP no grau de sonolência, na qualidade funcional do sono e nas respostas eletrofisiológicas das vias auditivas centrais de pacientes com AOS moderada ou severa. Métodos: participaram 31 indivíduos adultos (21 homens e 10 mulheres), na faixa etária de 20 a 70 anos de idade. Todos os pacientes passaram por três avaliações: a 1ª avaliação foi feita logo após a indicação de uso do CPAP; a 2ª avaliação foi feita após três meses; e a 3ª avaliação, após seis meses da avaliação inicial. Os pacientes foram avaliados por meio da Escala de Sonolência de Epworth (ESS), do Questionário sobre Resultados Funcionais do Sono (FOSQ-10) e dos exames Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) e Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência (PEALL). Resultados: Na ESS, não se verificou mudança nos níveis de sonolência excessiva diurna, enquanto, no FOSQ-10, observou-se uma melhora mínima na subescala de Produtividade geral (E4) em ambos os grupos com e sem CPAP. No PEATE, foi encontrada alteração com aumento nas latências absolutas de todas as ondas e de todos os interpicos em ambos os grupos nos três momentos de avaliação, o que sugere a existência de alteração na condução neural do estímulo acústico em tronco encefálico, independentemente de o paciente ter ou não sido submetido ao tratamento com CPAP. No PEALL, o grupo com CPAP apresentou latências menores para o componente P2 em relação ao grupo sem CPAP na segunda avaliação (p= 0,010). Porém, essa melhora não se manteve na terceira avaliação, por prováveis danos causados pela AOS. Conclusão: o tratamento por meio do CPAP ao longo de seis meses não evidenciou melhora no grau de sonolência, na qualidade funcional do sono e na resposta eletrofisiológica da audição, demonstrando que, a AOS pode causar alterações irreversíveis para o indivíduoIntroduction: Obstructive Sleep Apnea (OSA) is a respiratory disorder characterized by partial or total obstruction of the upper airways. The most common symptoms are excessive sleepiness, metabolic alterations, cardiovascular alterations, as well as alterations in auditory abilities, including attention and memory. OSA can impair the transmission of nerve impulses along the auditory pathway, which depend on oxygen supply. Thus, the hypothesis is that the Continuous Positive Airway Pressure (CPAP) device can cause changes in attention, memory and symptoms of sleepiness and functional sleep quality. Aim: to longitudinally evaluate the effect of using CPAP on the degree of sleepiness, functional sleep quality and electrophysiological responses of the central auditory pathways in patients with moderate or severe OSA. Methods: 31 adult subjects (21 men and 10 women) aged between 20 and 70 years took part. All the patients underwent three assessments: the first assessment was carried out as soon as CPAP was indicated; the second assessment was carried out after three months; and the third assessment was carried out six months after the initial assessment. The patients were assessed using the Epworth Sleepiness Scale (ESS), the Functional Outcomes of Sleep Questionnaire (FOSQ-10) and Brainstem Auditory Evoked Potentials (BAEP) and Long Latency Auditory Evoked Potentials (LLAEP). Results: In the ESS, there was no change in levels of excessive daytime sleepiness, while in the FOSQ-10 there was minimal improvement in the General productivity subscale (E4) in both groups with and without CPAP. The BAEP showed changes with an increase in the absolute latencies of all the waves and all the interpeaks in both groups at the three assessment times, suggesting that there was a change in the neural conduction of the acoustic stimulus in the brainstem, regardless of whether or not the patient had been treated with CPAP. In the LLAEP, the CPAP group had lower latencies for the P2 component compared to the group without CPAP in the second assessment (p= 0.010). However, this improvement was not maintained in the third assessment, due to probable damage caused by OSA. Conclusion: CPAP treatment over six months did not show any improvement in the degree of sleepiness, functional sleep quality or electrophysiological hearing response, demonstrating that OSA can cause irreversible changes to the individualBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMatas, Carla GentileFarber, Marisa Mizrahi2024-11-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-27052025-145743/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-29T18:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-27052025-145743Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-29T18:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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