Não trabalhando (mais) para Ford: ação sindical contra o fechamento das fábricas no Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-27062025-154508/ |
Resumo: | Em 2019, a Ford Motor Company decidiu fechar sua tradicional fábrica em São Bernardo do Campo. Dois anos depois, encerrou as atividades em suas demais plantas no Brasil, em Taubaté (SP) e em Camaçari (BA). Isso produziu uma reação por parte do poder coletivo, em especial dos sindicatos, que buscaram atuar, num primeiro momento, com vistas a demover a empresa de sua decisão e, a seguir, procurando saídas para reduzir as perdas de postos de trabalho. Esta tese analisa a ação sindical nos três municípios supracitados, considerando a mobilização dos recursos de poder em âmbito local, nacional e internacional, antes e depois do fechamento, tendo sempre em vista as constrições impostas por um contexto político adverso e pela lógica do capitalismo globalizado na contemporaneidade. Para isso, com base nos balanços financeiros, na literatura disponível e na imprensa especializada, procura-se descrever o processo de reestruturação global pelo qual passa a companhia. De outra parte, com base em entrevistas em profundidade com informantes-chave e em documentos produzidos pelos sindicatos, é analisado o movimento de tentativa sindical de disputar com a companhia o sentido dessa reestruturação. No Estado de São Paulo, os trabalhadores foram derrotados, já que nenhuma outra montadora assumiu as antigas plantas da Ford. Isso gerou, como atestam as entrevistas realizadas com trabalhadores da base, um grande descontentamento. Em Camaçari, porém, a promessa da instalação de uma fábrica da montadora chinesa BYD, numa articulação que envolveu os sindicatos e o Estado, serve como contraponto, num município cuja economia era bastante dependente do condomínio industrial ali instalado |
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Não trabalhando (mais) para Ford: ação sindical contra o fechamento das fábricas no BrasilNot working for Ford (anymore): union action against factory closures in BrazilDeindustrializationDesindustrializaçãoEstadoGlobalizaçãoGlobalizationSindicalismoStateTrabalhoUnionismWorkEm 2019, a Ford Motor Company decidiu fechar sua tradicional fábrica em São Bernardo do Campo. Dois anos depois, encerrou as atividades em suas demais plantas no Brasil, em Taubaté (SP) e em Camaçari (BA). Isso produziu uma reação por parte do poder coletivo, em especial dos sindicatos, que buscaram atuar, num primeiro momento, com vistas a demover a empresa de sua decisão e, a seguir, procurando saídas para reduzir as perdas de postos de trabalho. Esta tese analisa a ação sindical nos três municípios supracitados, considerando a mobilização dos recursos de poder em âmbito local, nacional e internacional, antes e depois do fechamento, tendo sempre em vista as constrições impostas por um contexto político adverso e pela lógica do capitalismo globalizado na contemporaneidade. Para isso, com base nos balanços financeiros, na literatura disponível e na imprensa especializada, procura-se descrever o processo de reestruturação global pelo qual passa a companhia. De outra parte, com base em entrevistas em profundidade com informantes-chave e em documentos produzidos pelos sindicatos, é analisado o movimento de tentativa sindical de disputar com a companhia o sentido dessa reestruturação. No Estado de São Paulo, os trabalhadores foram derrotados, já que nenhuma outra montadora assumiu as antigas plantas da Ford. Isso gerou, como atestam as entrevistas realizadas com trabalhadores da base, um grande descontentamento. Em Camaçari, porém, a promessa da instalação de uma fábrica da montadora chinesa BYD, numa articulação que envolveu os sindicatos e o Estado, serve como contraponto, num município cuja economia era bastante dependente do condomínio industrial ali instaladoIn 2019, Ford Motor Company decided to close its traditional factory in São Bernardo do Campo. Two years later, it closed its other plants in Brazil, in Taubaté (SP) and Camaçari (BA). This produced a reaction from the collective power, especially the unions, who sought to act, initially, with a view to dissuading the company from its decision and, later, looking for ways to reduce job losses. This thesis analyzes union action in the three aforementioned municipalities, considering the mobilization of power resources at the local, national, and international levels, before and after the closure, always bearing in mind the constraints imposed by an adverse political context and the logic of globalized capitalism in contemporary times. To this end, based on financial statements, available literature, and specialized press, the thesis seeks to describe the process of global restructuring that the company is undergoing. On the other hand, based on in-depth interviews with key informants and documents produced by the unions, the thesis analyzes the unions\' attempt to dispute with the company the direction of this restructuring. In the state of São Paulo, the workers were defeated, since no other automaker took over the former Ford plants. This generated, as the interviews conducted with base workers attest, great discontent. In Camaçari, however, the promise of installing a factory for the Chinese automaker BYD, in a partnership that involved unions and the State, serves as a counterpoint, in a municipality whose economy was highly dependent on the industrial condominium installed thereBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Leonardo Gomes Mello eMelo, Filipe Augusto Freitas2025-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-27062025-154508/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-27T18:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-27062025-154508Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-27T18:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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