Não trabalhando (mais) para Ford: ação sindical contra o fechamento das fábricas no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Melo, Filipe Augusto Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-27062025-154508/
Resumo: Em 2019, a Ford Motor Company decidiu fechar sua tradicional fábrica em São Bernardo do Campo. Dois anos depois, encerrou as atividades em suas demais plantas no Brasil, em Taubaté (SP) e em Camaçari (BA). Isso produziu uma reação por parte do poder coletivo, em especial dos sindicatos, que buscaram atuar, num primeiro momento, com vistas a demover a empresa de sua decisão e, a seguir, procurando saídas para reduzir as perdas de postos de trabalho. Esta tese analisa a ação sindical nos três municípios supracitados, considerando a mobilização dos recursos de poder em âmbito local, nacional e internacional, antes e depois do fechamento, tendo sempre em vista as constrições impostas por um contexto político adverso e pela lógica do capitalismo globalizado na contemporaneidade. Para isso, com base nos balanços financeiros, na literatura disponível e na imprensa especializada, procura-se descrever o processo de reestruturação global pelo qual passa a companhia. De outra parte, com base em entrevistas em profundidade com informantes-chave e em documentos produzidos pelos sindicatos, é analisado o movimento de tentativa sindical de disputar com a companhia o sentido dessa reestruturação. No Estado de São Paulo, os trabalhadores foram derrotados, já que nenhuma outra montadora assumiu as antigas plantas da Ford. Isso gerou, como atestam as entrevistas realizadas com trabalhadores da base, um grande descontentamento. Em Camaçari, porém, a promessa da instalação de uma fábrica da montadora chinesa BYD, numa articulação que envolveu os sindicatos e o Estado, serve como contraponto, num município cuja economia era bastante dependente do condomínio industrial ali instalado
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