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Alocação de valor aos stakeholders e alavancagem em empresas pós-IPO: curvatura e heterogeneidade na relação stakeholders-alavancagem pós-IPO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Araujo, Mauricio Mendonça de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-23022026-105514/
Resumo: Este estudo examina como a Alocação de Valor aos Stakeholders (AVS) se relaciona com a alavancagem em empresas recém-listadas e como essa relação difere entre grupos de stakeholders no pós-IPO. A partir de análise de conteúdo de prospectos de IPO de empresas listadas na B3, NYSE e Nasdaq entre 2003 e 2021, construo medidas de AVS agregada e por grupo para empregados, clientes, fornecedores, investidores e comunidades. Essas medidas são relacionadas à alavancagem, mensurada por dívida líquida sobre ativos e, em robustez, por dívida líquida sobre patrimônio líquido, em modelos em painel com controles e efeitos fixos de ano e setor, complementados por testes instrumentais como análise de sensibilidade em desenho observacional. Os resultados indicam que, no agregado, a associação entre AVS e alavancagem é côncava, com aumento do endividamento quando a orientação a stakeholders sai de níveis muito baixos para níveis intermediários e recuo quando os compromissos se tornam mais salientes. No nível desagregado, empregados, fornecedores e investidores exibem padrões côncavos, clientes apresentam trajetória aproximadamente linear e negativa e comunidades não mostram associação com a alavancagem. Esses padrões permanecem em janelas alternativas do pós-IPO e com a medida alternativa de endividamento. Teoricamente, o estudo integra teoria dos stakeholders e finanças corporativas ao formalizar a alavancagem como escolha relacional e ao explicitar a coexistência de regimes expansivos e prudenciais conforme o nível e a composição da AVS. Do ponto de vista prático, sugere que decisões de stakeholders e de estrutura de capital sejam desenhadas em conjunto, com faixas internas de endividamento calibradas ao perfil de AVS e com o ponto de inflexão usado como referência empírica para monitoramento de risco, e não como meta normativa.
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